Reflexões sobre João 14.6: Cristo é o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA
Versículos-chave: João 14.6 , 16.13 e 17.17
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao pai a não ser por mim (Cristo).” (14.6)
“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. (17.17)
“Mas quando vier o espírito da verdade, ele vos guiará a toda verdade. Não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”. (16.13)
O real cristianismo envolve três aspectos: caminho, verdade e vida. Tudo isto está inerente no caráter e na pessoa de Cristo Jesus. Ele não tem a vida, o caminho e a verdade. Ele é a verdade, ele é o caminho, ele é a vida. O nosso adversário satanás, ao contrário, propõe a humanidade a religião, a mentira e a morte.
Hoje, o sistema mundano maligno e falido está contaminado por estes três elementos que podemos também chamar de “operação do erro”, que se intensifica gradualmente, mediante o revelar do mistério da iniqüidade. Assim como o mistério de Deus é Cristo Jesus (vide carta aos Colossenses) e o mistério de Cristo é a Igreja (vide carta aos Efésios), satanás está revelando gradualmente seu funesto e perverso mistério, o mistério da iniqüidade, cujo ápice (clímax) ocorrerá na ocasião em que o anticristo assentar-se no trono de deus, julgando ser o próprio Deus. Note bem que o prefixo anti, na língua grega não significa apenas ir contra algo ou alguém, mas também significa estar no lugar de algo. Desde o princípio, Lúcifer desejou estar no lugar do nosso Senhor Jesus (Is 14.14 e Ez 28.2) e convenceu à espécie humana, através de Adão, que se comesse daquele fruto, o homem seria igual a Deus (Gn 3.5).
Obviamente, o que se opõe a verdade é a mentira e o maior mentiroso deste cosmos é satanás, o pai da mentira, (Jo 8.44 e I Jo 3.8). Atualmente, observarmos uma triste observação feita pelo Senhor Jesus em Jo 8.45: “contudo, porque vos digo a verdade, não credes em mim. O apóstolo Paulo também nos revela este fato em Romanos 8. 18-32. “Mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram a criatura em lugar do criador, que é bendito eternamente” (v.25)
Nesta passagem observamos o surgimento de outro aspecto da operação do erro: a religião. Todas as religiões, seitas, sofismas e rudimentos filosóficos decorrem deste fato. O homem adorando a criatura em lugar do criador, buscando inutilmente por seu mérito, esforço e justiça própria, caminhos e metódos que levam a Deus e que ao mesmo tempo satisfazem seus caprichos egocêntricos.
O mesmo Paulo, quando escreve aos colossenses, repete o alerta feito pelo Senhor Jesus no que concerne ao avanço da apostasia, como um fermento que leveda a massa ou como um câncer maligno em processo de metástase, que se espalha por todo o corpo. “tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua por meio de filosofias e vãs sutiliezas, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo (Col 2.8). Aqui também vemos uma orquestração satânica, cegando o entendimento da humanidade e, infelizmente, de muitos crentes através da famigerada “religião”, o ópio do mundo e das massas; a melhor forma de controle e alienação utilizada por satanás. Desta forma, podemos com certeza afirmar que o genuíno cristianismo nunca foi e nunca será uma religião. Chamar o cristianismo de religião, da mesma maneira que o budismo, taoísmo, judaísmo, islamismo e outros ismos é simplesmente um insulto, um vilipêndio ao nosso Senhor Jesus e sua maravilhosa graça, manifestada em sua encarnação, morte e ressurreição. O homem através das religiões tenta chegar a Deus (aliás a palavra religião é auto-explicativa porque deriva do latim religare, que é a tentativa do homem se aproximar de Deus) mas o próprio Deus em seu infinito amor veio até nós e nos chamou (Lc 19.1-10), através do testemunho e obra do seu filho Jesus Cristo, fechando o profundo abismo que nos separava do Pai celestial, através da queda.
Partimos então para outra manifestação da operação do erro: a morte (morte física e espiritual). A religião e a mentira inevitavelmente levam o homem à morte. No jardim do Éden o homem deu crédito à mentira de satanás, representada pela serpente (Gn 3.5). Hoje, insistentemente, o Senhor Jesus, tem nos alertado a não darmos crédito neste pseudo-evangelho “cor de rosa”, vindo das profundezas das trevas, que nega a vida de cruz, a encarnação, morte, ressurreição de Cristo, bem como nega e menospreza o fato de que sua segunda vinda não está próxima, através de argumentos falaciosos, sofismas e meias-verdades, tais como: a sua Igreja ainda não está pronta ou mesmo que a completa evangelização de povos, tribos e etnias ainda não se concretizou e, por isso, sua vinda pode demorar muito. De fato, estes argumentos são em parte verdadeiros, mas o próprio inimigo através destes sutis argumentos, leva-nos a imaginar que este Deus não é soberano, que ele tem “adiado” repetidas vezes sua vinda, por causa da nossa lassidão e da nossa falta de compromisso com seu testemunho e evangelização neste mundo. Deus é fiel consigo mesmo e retornará em dia e hora determinada em seu eterno desígnio e conselho, sem adiantar ou apressar um segundo sequer, independentemente de eu ou você acharmos que não estamos prontos ou mesmo de que a igreja pode não estar ainda pronta, ou que ainda falta alcançar muitos povos, nações e tribos pelo poder do evangelho.
Muitos imaginam que um grande avivamento está para inundar a Igreja contemporânea, neste começo de século, e que isto seria um grande passo para a vinda do Senhor. Aqui também vemos outro sofisma do inferno. Na verdade, a Igreja atual caminha para um estágio sem precedentes de apostasia e engano. Toda esta pirotecnia e megaeventos que temos visto, não passam de uma fumaça tóxica e mortal, um aviltamento, baseado num “cristianismo” humanista, egocêntrico, almático, sem conteúdo, recheado de entretenimentos fúteis, visando apenas à satisfação pessoal e o prazer imediato das massas, mas o resultado final de tudo isto é frustação, desespero e vazio na maioria dos crentes, ou seja, morte. O verdadeiro avivamento é subterrâneo, silencioso e contínuo, baseado numa profunda convicção de pecado e genuíno arrependimento e de que somente o Senhor Jesus é suficiente e capaz de nos preencher de todo o vazio e também de anular toda frustração provocada por este mundo de ilusões e vaidades. Cristo é a vida, e nele podemos encontrar alegria, gozo, libertação. O apóstolo Paulo, condenado à morte numa prisão romana encorajava os irmãos em Filipos (Fp 4.4) a alegrar no Senhor, independente das circunstâncias em que eles estavam vivendo, sejam funestas ou alvissareiras.
Que o Senhor Jesus nos ajude a vivermos a vida cristã em espírito e em verdade. Numa profundidade que ultrapassa a mesmice, a alienação e a mesquinharia deste sistema mundano pútrido, falido e sombrio.
