Thursday, March 17, 2005

O Governo de Deus

O GOVERNO DE DEUS
LEO RABELO
Perguntas e Respostas
28/04/2004


A primeira pergunta foi do Liu, sobre governo.
O governo é uma questão bastante ampla na Bíblia e que tem a ver com o Reino de Deus. Quando você vê a obra do Senhor, essa obra começa com a salvação. Depois, vai alcançar depois todo o Universo. Encontramos na primeira carta aos Coríntios, que todo o universo vai estar, um dia, debaixo do governo de Deus, que todas as coisas vão ser colocadas aos pés do Senhor - isso chama reconciliação universal. 1ª Coríntios 15 : 24 E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. 25 Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. 26 O último inimigo a ser destruído é a morte. 27 Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou. 28 Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos. Quando estivermos em uma situação como essa aqui, o governo universal de Deus estará totalmente estabelecido. Esse governo deixou de funcionar por causa da rebelião dos anjos, por causa desses domínios, por causa desses poderes, por causa da própria morte que entrou? Claro que não. O governo de Deus, ele continua e continua como que na paralela da confusão. A própria graça que nós vivemos hoje – que é um parêntesis - não anula o governo de Deus. Pelo contrário, ela estabelece o governo de Deus. A graça nos permite, como ele falou aqui, voltar para Deus, e estar debaixo do seu governo. Na verdade então, o governo de Deus é alguma coisa muito grande. Como é que nós podemos entender o governo de Deus? Podemos entendê-lo quando nós olhamos a igreja. Se você ler o Antigo Testamento todo, “ No princípio criou Deus os céus e a terra”, e entregou a terra para o homem dominar, para o homem representar o governo de Deus aqui na terra. Mas nós sabemos o que o homem fez. Ele entregou o domínio para um usurpador. Você vê que, no Antigo Testamento pára de falar que Deus está reinando na terra. Ele está reinando lá no céu. Quando Jesus chega, aparece: “É chegado o Reino dos céus”. É quando aquele governo aparece na terra de novo. Na verdade ele foi aparecendo gradativamente.
A nação de Israel já era uma cabeça de ponte do governo de Deus aqui na terra, mas o Reino mesmo, só chegou quando Jesus estava aqui, porque Ele não era apenas o próprio Rei, mas Ele próprio como homem, não como Rei, Ele estava em sujeição ao céu. Por isso que quando Ele chegou, o Reino começou. Havia na terra, agora, alguém em completa submissão ao governo de Deus. Fica claro que, quando Ele deu a vida por nós - e por isso nós podemos ter a vida de Deus em nós - podemos hoje também estarmos debaixo desse governo. E aí você vê a igreja, por exemplo lá em Efésios ou em Colossenses: Efésios 1 20 o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, 21 acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. Ou seja, o Senhor foi colocado em uma posição muito acima disso depois da sua ressurreição, depois da sua ascensão aos céus. 22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, 23 a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas. Qual que é o propósito de Deus através da igreja? É estabelecer esse governo de Deus em toda a criação, e por isso o Filho entrou na criação. Você vê então que o governo de Deus, em última instância é o ser de Deus sendo expressado em tudo o que Ele fez dentro da criação. Como houve uma rebelião - e o que é que é a rebelião em essência? - é uma insubmissão ao governo de Deus, uma transgressão à palavra de Deus. “Deus falou assim, mas nós vamos fazer assim”. Nós achamos melhor assim. Aí entra o pecado, que gera a morte, que geram todas essas coisas. Então o governo, em última instância, é a ação soberana de Deus no universo. Hoje no mundo, onde é que você vai ver esse governo? Na igreja, onde as pessoas se submetem a Deus, voluntariamente. Ou seja, nós somos convencidos pelo Espírito Santo da nossa posição errada diante de Deus de querermos viver por nossa própria conta, e então nós nos sujeitamos a ele, nós nos submetemos a ele. E o Reino começa na nossa vida, e aí entra a questão: “Quem é que governa a sua vida?” É a sua vontade, é o seu eu, ou é o Espírito Santo que habita em você? E aí começa o governo. Quando você vê aquele dom de governo que tem, alguns irmãos tem uma facilidade de resolver as coisas corporativamente, porque a questão de governo as vezes é muito complicada porque você olha o governo em uma pessoa. Quem que é a pessoa do governo? Por exemplo, um rei. E quando você olha o governo de Deus, é claro que é Deus mesmo. Mas o próprio governo de Deus ele é plural, porque Deus é triuno. Então Deus Ele governa como um só Deus, mas a cabeça da divindade – vamos dizer assim - ela é trina. Quando você olha a igreja, como é que é a autoridade de governo na igreja? Aí você olha o Novo Testamento. O Novo Testamento, nunca fala no governo de um homem. É sempre o governo plural. Você vê Paulo orientando Timóteo, Tito, para nomear anciãos, nomear presbíteros. Paulo, por exemplo, quando estava viajando, chegou em Mileto, não quis entrar em Éfeso, chamou os presbíteros da igreja. Quem são os presbíteros da igreja? São aqueles irmãos que estão servindo na posição de governo. Não quer dizer que por serem governo, eles não são mais que os outros irmãos.
Só em você ter o dom de governo, não quer dizer que você vai ser o governo, porque o governo da igreja precisa ter caráter. Não basta dom. Quando você vê as prerrogativas para ser governo, não tem que ter o dom de governo. Tem que ser casado com uma mulher só, saber cuidar dos filhos, governar a casa...etc. Você vê lá qual que é a prescrição de um presbítero. Deve ser casado com uma mulher só, deve cuidar bem dos seus filhos, deve ter uma reputação ilibada, ou seja, todos que o conhecem sabe que ela é uma pessoa correta, nunca fez nada errado, tem uma reputação boa. Não basta ter o dom de governo para você estar na posição de governo. Você tem que ter uma confirmação da igreja, e do Espírito Santo, para você assumir aquilo. Então o governo, no que se refere à igreja, ele é sempre plural. Nunca pode ter o governo de uma só pessoa, porque ele nunca vai poder expressar, porque a realidade da própria cabeça da igreja, e é uma realidade que é una em amor. Então esses irmãos na posição de governo, eles tem de compartilhar esse zelo, essa posição de supervisão que é o que eles tem em relação a toda a igreja. É claro que quando você olha isso, a igreja estava em uma situação normal. Hoje a igreja não está em uma situação normal. Então, quando a igreja está em uma situação normal, o governo deve ser claro para todo mundo, ou seja: aqueles irmãos são o governo. Eles servem como governo, eles representam Cristo. O que eles decidirem, decidido está, porque eles estão separados para ministrarem em posição de governo ao corpo.
Na verdade, são reconhecidos por todos os irmãos, e esse é que é o problema. Isso é o que eu estou dizendo: hoje a igreja não está em uma posição normal. Na situação normal, por exemplo, quando Paulo e Barnabé, foram a Jerusalém, eles sabiam quem era o governo na igreja. Era o Pedro, o João, o Tiago. Eles eram o governo na igreja. Isso é muito claro, quem era o governo lá. Todo mundo sabia. Agora, hoje, quem é o governo na igreja em Belo Horizonte? Está entendendo? Hoje a situação é anormal. Aí quer dizer que se não tem governo então, na igreja, cada um faz o que quer? Nunca. A igreja tem um cabeça e esse cabeça, ele estabelece esse governo. Se você não tem a possibilidade de estabelecer um governo único reconhecido, o cabeça governa, sempre. Como que ele governa? Através do princípio plural, ou seja: Mateus 18: 19 Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus. 20 Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles. Então quando você percebe e aí entra a questão de você discernir o governo, se dois irmãos decidiram em nome do Senhor, é governo. Ou seja, eles estão representando o Senhor, e aí a questão do governo ela responde ao cabeça. Se decidiram errado, a culpa é deles. E aí é que entra. O irmão, quando ele tem essa visão essa revelação de Cristo, ele tem muito temor de falar em nome do Senhor. O governo na verdade, ele é do Senhor. Ele usa dois ou três na terra, para se expressar, e por isso o governo não pode ser único, porque se o governo for único, pode ser a cabeça de uma só pessoa. E por melhor que seja essa pessoa, ela é humana, ela é falha, e ela pode da mesma forma se desviar pela sua própria corrupção interna. Então quando é mais de um, então aquilo fica claro, porque aqueles irmãos estão procurando a mente do Senhor, e Paulo diz que nós temos a mente de Cristo. 1 Coríntios 2:16 Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo. Então o governo na igreja ele deve se expressar numa maneira plural. É claro que o ideal seria que cada igreja, onde os irmãos vivem em uma cidade, podendo reunir em qualquer lugar, não tem importância, mas o governo é estabelecido. Aqueles irmãos supervisionam tudo. “Irmãos o que é que está acontecendo aqui neste lugar. E neste?” É aquela obra do Senhor naquela localidade, mas aí, como a coisa se dividiu - eu estabeleço o meu governinho aqui, e eu aqui, e eu ali” aí fica aquela coisa: esse governinho aqui decide por “a”. Esse outro decide por “b”. Aí como é que fica? Será que o Senhor tem duas cabeças? Por isso é que não pode e aí complica. Então essa é que é a questão, mas o governo é uma coisa muito clara, e ele nunca pode deixar de ser discernido, só que hoje, nós temos que discernir o corpo de Cristo, porque a igreja - e para ser cabeça sobre todas as coisas O deu a igreja – Ele o cabeça, Jesus Cristo. A igreja que é o seu corpo, o complemento daquele que cumpre tudo em todos. Então veja. Para você discernir o governo, você tem que ver a igreja. E quando você viu o corpo de Cristo, aí você vê que o governo existe, mesmo que as pessoas estejam fazendo maluquices. Você discerne o governo de Deus em todas as coisas. E as pessoas mesmo - nos governinhos - tem, governo lá também. Eles realmente estão decidindo e tem que ser respeitado o que eles fizeram. Podem até estar fazendo errado, mas é um governo, porque tem dois irmãos decidindo. O problema é quando esses irmãos se arvoram em serem governo de tudo, sem estarem supervisionando tudo. Mas realmente nós temos de discernir que aqueles irmãos estão reunidos ali, e dois entre eles, se decidiram dessa forma, nós respeitamos. Eu posso até ter uma direção do Senhor diferente, mas será que eu estou debaixo daquele governo? Depende. Se você está tendo comunhão com eles, se você está caminhando com aqueles irmãos, você está. Tem de se submeter a eles. Nós não podemos é atentar contra o governo de Deus. Vamos supor que o governo decida alguma coisa contrária à palavra de Deus. Você vai se submeter àquele governo? Tem o que Pedro falou. Atos 4:19 Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; E aí ele obedeceu a Deus. E entra a questão de qual governo que está certo. Quem somos nós para falar isso? Nós não temos como. Então nós temos é que orar a Deus, e se possível, nós não podemos nem nomear o governo visível. Deus vai levantar quem ele quiser, quando necessário for. Mas hoje, realmente é uma situação muito difícil, porque a igreja vive uma situação anômala, e aí entram dois perigos. Um deles de você achar que nós vivemos em uma anarquia, ou uma democracia- cada um decide do jeito que quer. E não é bem assim. O fato de nós não podermos nomear um governo, não quer dizer que estejamos sem governo, porque Cristo reina sobre nós. Mas nós precisamos ter um discernimento muito claro, muito grande dessas coisas para podermos ter proteção, porque se estamos debaixo do governo, nós temos proteção de Deus. Mas hoje é difícil falar sobre governo mesmo, porque nós estamos em uma situação anômala.
Eu entendo essa dificuldade, e como é que nós resolvemos isso?
Hoje, aqui entre nós, que não temos isso - não tem isso, mas cada atividade que ocorre aqui, tem um governo, ou seja, os irmãos que são responsáveis por estarem mexendo com aquilo ali, eles decidem o que fazer. Os que estão responsáveis em mexer com o dinheiro, os irmãos responsáveis por orientar essas reuniões aqui. Por que é que Quarta feira todo mundo começa fazendo pergunta? De onde saiu isso? Quem é que decidiu isso? Por que é que na Quinta feira, começamos a estudar o evangelho? Poderia estudar Levítico. Por que? Essas coisas são decididas em oração, por alguns irmãos que tomaram aquela decisão. Pode mudar? Pode. Claro que pode mudar. Mas é alguma coisa que tem governo. Não foi uma coisa aleatória. Por que é que nos reunimos todos os dias da semana? Poderíamos nos reunir somente na Quarta e no Sábado. Por que? Por que se ora todo dia de manhã? Poderia ora só dois dias. Por que é que reunião de oração é na casa do Liu? Essas coisas todas elas foram acontecendo, e na medida em que foram acontecendo, foi sendo orado e tomadas as decisões e são decisões sérias. Ou seja. Como é que nós vamos fazer? Antes só havia reunião de oração na sua casa. Hoje tem sete. Tanto é que mudou a quantidade de pessoas que iam. Então será que essa decisão foi certa? Esvaziou aquela e tem agora muitas outras? O que é que Deus quer? Aí os irmãos tem que se reunir e orar. O que é que nós vamos fazer? Existem essas questões de você vê quem é que está cuidando de alguns casos, você tem. Os casados. Antes não havia, mas agora já tem. Tem irmãos que oram diante do Senhor, sobre o problema dos relacionamentos, estão supervisionando de alguma forma essa questão familiar. Jovens. Não havia, mas agora tem. A mesma coisa. Estão aparecendo algumas coisas que o Senhor vai levantando. Quem é o responsável por aquilo. Esse é o responsável. Os irmãos tem dúvida. Reunam-se com os outros irmãos. tem mais dúvida ainda, reúne com todo mundo. Por exemplo. Sábado agora estamos fazendo uma reunião com todo mundo. Todos os irmãos, os varões. Deu um zum-zum-zum aí. Vamos nos assentar e conversar. É normal que essas coisas aconteçam, e como é que nós vamos saber qual que é a direção de Deus? Deus vai ter que estabelecer uma unidade, porque Deus não é um Deus de confusão. Então se nós nos reunirmos, orarmos, conversarmos, lermos a Bíblia e não chegarmos a uma conclusão, então nós temos que orar mais, até chegar. Ou vai dormir. Se não houver acordo entre nós como é que nós vamos caminhar juntos? Essa questão toda, eu acho até que pode ser um privilégio, porque quando você tem o governo, o presbitério definido, você pede que eles resolvam para você. Eles se reúnem e te dão a solução. Hoje não. Hoje a responsabilidade é nossa. Quando você chega e fala que algo está errado, está errado por sua causa. Por que é que não fez certo? A nossa responsabilidade aumenta muito, e por isso é que nessa primeira reunião estamos chamando só os varões, porque eles estão representando de maneira inadequada os homens, o governo de Deus. Temos de procurar qual que é a nossa própria responsabilidade, porque nós estamos falando de igreja, mas quem é que é o governo na sua própria casa? Você, Isabela e a Paulinha. É você. Você é o governo lá. Não tem dúvida, porque a Bíblia é muito clara. Quem é o cabeça no apartamento 101? É você. O governo naquela casa é você. É claro que quando e a questão complicada que eu acho, quando a gente fala em governo, as vezes as pessoas entendem quem é o mais importante, quem é o primeirão, e não é esse o conceito. O conceito ainda é de servir. Você está representando Deus. Deus é o governo de tudo. O que é que Deus quer? Ele quer que a vida Dele esteja em nós. E o governo de Deus é exercido para o nosso bem. Quando Deus exerce o juízo governamental, é porque alguma coisa atentou contra a santidade e vai nos prejudicar. Aí Ele age. Então o governo ele é sempre para o bem. E quando Ele exerce juízo, é porque alguma coisa muito séria está acontecendo. Para você ver que todas as vezes que Deus exerceu o juízo, Adão, dilúvio, Babel, Uzá, tantas situações, que eram graves, Ananias e Safira, situações graves, que o Senhor interferiu, que o Senhor exerceu o juízo. Eram ações governamentais, e as vezes as pessoas ficam assustadas. Mas como é que o homem encostou na arca e caiu duro!. Ananias vendou o apartamento dele, deu metade e morreu? Como é que pode? As pessoas assustam. Ele deu cinquenta por cento, e o povo aí dá dez e acha que está uma maravilha. Por que? As vezes as pessoas não entendem aquelas coisas, da ação do governo de Deus. Eu acho que essa questão toda precisa amadurecer muito no nosso coração. Não é muito fácil falar sobre governo, ainda mais em uma situação anômala que nós estamos vivendo. Quando o Senhor vier para reinar, aí vai ser uma facilidade falar sobre o governo. “Onde é que está o governo? Está lá no Monte Sião, porque de Sião sairá a palavra do Senhor”. Todos os povos irão para lá, porque hoje, a nossa própria idéia de governo, ela é fragmentária. Mas quando nós virmos realmente o governo do Senhor, aí nós vamos entender o que é que é governo. Mas na igreja, nós temos que aprender, agora.
Na verdade, quem era autoridade na realidade, era Barnabé. O Espírito Santo, depois foi invertendo porque o Barnabé, ele é que tomou o Paulo pela mão. Foi ele quem buscou a Paulo. A primeira viagem, quem estava na frente era o Barnabé, e inclusive quando você começa a ler o livro de Atos, era Barnabé e Saulo. Depois é que passa a ser Paulo e Barnabé. Então Barnabé estava na frente mesmo, mas o que aparece é que o Barnabé - é aquela questão - Deus usa tudo. Paulo estava muito correto ali, mas Barnabé era mais compassivo, e é claro que Marcos era parente dele. Tem esse aspecto aí, e não sabemos até que ponto foi por isso. Mas depois, você vê que a atitude de Barnabé recuperou a Marcos, e depois Paulo usou o Marcos, e Deus também, tanto é que ele escreveu o Evangelho. Paulo foi duro, e Marcos poderia desanimar, se não tivesse um Barnabé. Tem que ter Barnabés na igreja e tem que ter Paulo. Por isso é que se fosse só Paulo, será que só Paulo resolve o problema? Sem Paulo imagina o prejuízo da igreja. Sem o Barnabé, teríamos prejuízo também. Então é por isso que não pode ser um só, mesmo o apóstolo Paulo, que é um homem que talvez igual, não tenha aparecido outro aí. Mas mesmo ele sozinho, precisa do Barnabé. Precisa de Silas, de Timóteo. É sempre plural. Paulo tinha muito essa consciência que não era só ele. Paulo não era mandão. Ele respeitava e discernia a autoridade dos irmãos nas igrejas locais, que ele mesmo havia fundado. Mas ele dizia que autoridade era deles. É impressionante. A essência então é discernir o governo. O problema é que a ovelhada é muito desorientada.
O risco de nós nomearmos um governo visível - numa família para uma criança não tem problema - na igreja é o risco religioso, de você voltar para o clericanismo. Então você arruma um sacerdote, um pastor, não sei quem _ “Ah!!!!!!!!! Ele tá lá”. E aí você passa a olhar o homem. É o perigo, esse é que é o problema. “Ah não!!! Aqui tem governo. Por que?” O irmão Guilherme agora, é o pastor. Todo mundo olha para ele, não é? É complicado isso.
Se você for olhar se todas as congregações estão de acordo com a palavra, a resposta é não. Essa é que é a questão. Se você for olhar hoje, se a cristandade segue a palavra de Deus, não segue. É uma situação anômala, que não nos cabe julgar a igreja. A igreja é do Senhor. É difícil falar sobre o governo em uma situação anômala. Esse é que é o problema.

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