Wednesday, August 02, 2006

Aberrações do final dos tempos: "Cristãos" promovem emparceiramento de lésbicas em GO

Cristãos promovem primeiro casamento entre mulheres em Goiânia
Publicação: 01/08/2006
Nota; no lugar de casamento, considera-se emparceiramento, uma vez que casamento deriva da palavra casal e, portanto, se refere a união de duas pessoas de sexos opostos.
"Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem." Romanos 1:32
O casamento entre duas mulheres foi realizado 29/07/06 em Goiânia na denominação evangélica Comunidade Cristã – ICM. O pastor Patrick e o rabino Ezer, da denominação Comunidade Metropolitana (ICM) de Brasília, foram os responsáveis pela parte religiosa do matrimônio. Já a advogada Helena Carramaschi será uma espécie de juíza de paz que promoverá o ato civil com a assinatura das noivas no contrato de união estável da AGLT (Associação Goiana de Gays, Lésbicas e Transgêneros). A parceria civil entre as duas mulheres abre as comemorações do Mês da Visibilidade Lésbica, promovido pelo Grupo Lésbico de Goiás (GLG). De acordo com a presidente do GLG, Dani Lima, o “casamento” de Ana Paula e Katiane é um ato de amor – e de protesto – e serve para dizer às lésbicas de Goiás que elas devem ter orgulho de sua orientação sexual. “As lésbicas sofrem duplo preconceito, primeiro com o machismo por serem mulheres e depois pelo fato de serem homossexuais”, diz. Na opinião do pastor Patrick, a iniciativa é uma “benção espiritual”. “É importante no sentido da benção espiritual e também como um ato político, para dizer que somos iguais perante as leis”, acredita. Segundo o pastor, 2006 é o ano do “amor inclusivo” e a expectativa é “atingir o povo e dizer que é possível separar a vivência espiritual da sexualidade.” Sobre o fato de a união ser oficializada por religiosos de liturgias diferentes, Patrick explica que o objetivo da seita com proposta cristã ecumênica é promover a inclusão. “Será fabuloso, uma verdadeira benção dupla, realizar essa união com um rabino messiânico e eu, que tenho formação protestante”, disse antes da cerimônia. Apesar de as leis brasileiras não permitirem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, os casais homossexuais têm encontrado formas paralelas de concretizarem suas uniões. A advogada Helena Caramaschi, por exemplo, realiza matrimônios gays desde 2004. Segundo ela, a forma encontrada é o contrato de união civil, documento que grande parte dos cartórios não reconhece como válido. Além do casamento, o Mês da Visibilidade Lésbica em Goiás inclui palestras, shows, eventos esportivos e oficinas. Para fechar a programação, o GLG realizou uma marcha no dia 29 de agosto, no Centro de Goiânia.

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