Boletim da iniqüidade: a violência se alastra pelo planeta
EUA enfrentam onda de assassinatos
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Por Jason Szep
ROXBURY, Estados Unidos (Reuters) - Analicia Perry estava ajoelhada diante de uma vela em um altar improvisado para seu irmão quando foi morta com tiros no rosto -- quatro anos após seu irmão ter sido morto no mesmo local.
A execução da mãe de 20 anos --em uma rua estreita atrás da delegacia de polícia no pobre distrito de Roxbury, em Boston, no mês passado-- é um dos exemplos chocantes de um aumento na taxa de homicídios nos Estados Unidos, que está gerando questões sobre se a polícia está combatendo o terrorismo em detrimento do combate ao crime.
Em uma mudança na tendência da década passada, crimes violentos estão aumentando, intensificando a crítica às políticas do governo Bush, enquanto uma onda de assassinatos e tiroteios atinge cidades pequenas e estados com pouca ocorrência de violência urbana.
De Kansas City, no Missouri, a Indianapolis, Indiana, lugares que raramente atraem a atenção em pesquisas anuais de crime do FBI, estão registrando significativo crescimento em homicídios. Boston, anteriormente uma cidade-modelo na batalha norte-americana contra a violência com armas de fogo, deverá bater o número de homicídios do ano passado, que foi o pior na década.
As explicações variam. De leis menos estritas às armas a cortes no orçamento, menos policiais nas ruas, mais pessoas na pobreza e simples complacência. Mas muitos culpam a preocupação nacional com ameaças potenciais do exterior.
"Desde o 11 de setembro, muitos dos recursos distribuídos para o combate ao crime em Boston e outras cidades grandes foram redistribuídos para a luta contra o terrorismo", disse Jack Lewin, diretor do Centro Brudnick de Violência e Conflito da Universidade de Northeastern.
"A polícia federal já patrocinou programas pós-escola. Já apoiou colocar mais policiais em regiões perigosas em cidades grandes. Estes esforços federais foram reduzidos", ele disse.
Um relatório sobre crimes do Bureau de Investigação Federal de 2005, publicado no mês passado, mostrou que crimes violentos cresceram pela primeira vez em quatro anos, em 2005, com 2,5 por cento acima do ano anterior, com cidades de médio porte e a região centro-oeste na liderança.
Enquanto Nova York, Los Angeles e Miami ainda contam com redução do crime, cidades menores com populações de mais de 500 mil estão aumentando o alarme, com 8,3 por cento de aumento de crimes violentos em 2005. Nacionalmente, a taxa de homicídios cresceu 5 por cento, o maior aumento em um único ano desde 1991.
Após grandes declínios nas taxas de homicídio nos anos 90, algumas cidades abandonaram programas que enfatizavam a prevenção e o controle da disseminação de armas, comumente citando cortes no orçamento.
O chefe de polícia de Washington D.C. declarou estado de emergência em julho após o assassinato de um ativista político britânico no bairro nobre de Georgetown e uma onda de ataques a turistas em National Mall.
Várias cidades do centro-oeste estão a caminho de um aumento nos número de homicídios neste ano, incluindo Cincinnati, Columbus em Ohio e Memphis, no Tennessee.
Da expiração do banimento federal de rifles a restrições mais severas nos arquivos que identificam portadores de armas, leis de armas têm enfraquecido nos últimos cinco anos, segundo Daniel Vice, um advogado do Centro Brady para a Prevenção de Violência de Armas.
"Os cinco estados com mais altas taxas de mortes por armas são os cinco com mais fracas leis de armas", ele disse, listando Louisiana, Alabama, Alaska, New Mexico e Wyoming.
Em Miami, enquanto a taxa de crimes cai, o uso de armas semi-automáticas está aumentando. "Essas coisas são muito baratas", disse o chefe de polícia John Timoney à Reuters, estimando um preço de 250 dólares cada. "Nós sempre vemos estas armas sendo usadas por gangues do tráfico."
(Reportagem adicional de Jane Sutton in Miami, Andrew Stern em Chicago e Andy Sullivan em Washington)
Adolescente mata pai e vai jogar futebol em Cuiabá
Agência Estado
O adolescente J.O, de 16 anos, matou o próprio pai, Adauto da Silva Souza, de 42 anos, com dois golpes na cabeça usando uma barra de ferro (pé-de-cabra). O crime ocorreu ontem à tarde no bairro Bela Vista, em Cuiabá. Após o assassinato, o adolescente foi jogar futebol em um campo localizado no bairro.
Preso em flagrante em menos de uma hora após o crime, o adolescente disse que matou o pai porque ele teria assassinado um homem em Guiratinga (MT), quando ele tinha 11 anos. O menor confessou que teria ajudado o pai a enterrar a vítima. A polícia não confirma a versão do menor, que está preso na Delegacia do Adolescente e será apresentado amanhã ao Juizado da Infância e Adolescência. A polícia também começa a ouvir amanhã os familiares da vítima.
Polônia desmembra quadrilha liderada por menino de 4 anos
Da Redação
A polícia de Cracóvia, na Polônia, desmembrou nesta semana uma quadrilha infantil que roubava outras crianças. Até aí tudo bem. O problema é que líder do grupo tinha, pasmem, quatro anos de idade.Segundo a emissora "TOK FM", a polícia do bairro de Nowa Huta começou a receber há algumas semanas as visitas de pais que denunciavam que seus filhos tinham sido assaltados por outras crianças. Os integrantes da quadrilha roubavam intimidando suas vítimas com um canivete e um cassetete.Segundo a polícia, a quadrilha era formada por sete meninos de quatro a treze anos que atuavam em parques e jardins, onde brincavam com outras crianças e as ameaçavam com um cassetete e um canivete.O chefe da quadrilha era o menino mais novo, de quatro anos, já que era ele quem indicava as crianças que deveriam ser assaltados e escolhia o lugar do ataque.Quando criança (ah! a minha infância...), o Editor do UOL Tablóide brincou muito de polícia e ladrão, mas acha que essa vida de crime é uma grande roubada.
Fonte: EFE
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Por Jason Szep
ROXBURY, Estados Unidos (Reuters) - Analicia Perry estava ajoelhada diante de uma vela em um altar improvisado para seu irmão quando foi morta com tiros no rosto -- quatro anos após seu irmão ter sido morto no mesmo local.
A execução da mãe de 20 anos --em uma rua estreita atrás da delegacia de polícia no pobre distrito de Roxbury, em Boston, no mês passado-- é um dos exemplos chocantes de um aumento na taxa de homicídios nos Estados Unidos, que está gerando questões sobre se a polícia está combatendo o terrorismo em detrimento do combate ao crime.
Em uma mudança na tendência da década passada, crimes violentos estão aumentando, intensificando a crítica às políticas do governo Bush, enquanto uma onda de assassinatos e tiroteios atinge cidades pequenas e estados com pouca ocorrência de violência urbana.
De Kansas City, no Missouri, a Indianapolis, Indiana, lugares que raramente atraem a atenção em pesquisas anuais de crime do FBI, estão registrando significativo crescimento em homicídios. Boston, anteriormente uma cidade-modelo na batalha norte-americana contra a violência com armas de fogo, deverá bater o número de homicídios do ano passado, que foi o pior na década.
As explicações variam. De leis menos estritas às armas a cortes no orçamento, menos policiais nas ruas, mais pessoas na pobreza e simples complacência. Mas muitos culpam a preocupação nacional com ameaças potenciais do exterior.
"Desde o 11 de setembro, muitos dos recursos distribuídos para o combate ao crime em Boston e outras cidades grandes foram redistribuídos para a luta contra o terrorismo", disse Jack Lewin, diretor do Centro Brudnick de Violência e Conflito da Universidade de Northeastern.
"A polícia federal já patrocinou programas pós-escola. Já apoiou colocar mais policiais em regiões perigosas em cidades grandes. Estes esforços federais foram reduzidos", ele disse.
Um relatório sobre crimes do Bureau de Investigação Federal de 2005, publicado no mês passado, mostrou que crimes violentos cresceram pela primeira vez em quatro anos, em 2005, com 2,5 por cento acima do ano anterior, com cidades de médio porte e a região centro-oeste na liderança.
Enquanto Nova York, Los Angeles e Miami ainda contam com redução do crime, cidades menores com populações de mais de 500 mil estão aumentando o alarme, com 8,3 por cento de aumento de crimes violentos em 2005. Nacionalmente, a taxa de homicídios cresceu 5 por cento, o maior aumento em um único ano desde 1991.
Após grandes declínios nas taxas de homicídio nos anos 90, algumas cidades abandonaram programas que enfatizavam a prevenção e o controle da disseminação de armas, comumente citando cortes no orçamento.
O chefe de polícia de Washington D.C. declarou estado de emergência em julho após o assassinato de um ativista político britânico no bairro nobre de Georgetown e uma onda de ataques a turistas em National Mall.
Várias cidades do centro-oeste estão a caminho de um aumento nos número de homicídios neste ano, incluindo Cincinnati, Columbus em Ohio e Memphis, no Tennessee.
Da expiração do banimento federal de rifles a restrições mais severas nos arquivos que identificam portadores de armas, leis de armas têm enfraquecido nos últimos cinco anos, segundo Daniel Vice, um advogado do Centro Brady para a Prevenção de Violência de Armas.
"Os cinco estados com mais altas taxas de mortes por armas são os cinco com mais fracas leis de armas", ele disse, listando Louisiana, Alabama, Alaska, New Mexico e Wyoming.
Em Miami, enquanto a taxa de crimes cai, o uso de armas semi-automáticas está aumentando. "Essas coisas são muito baratas", disse o chefe de polícia John Timoney à Reuters, estimando um preço de 250 dólares cada. "Nós sempre vemos estas armas sendo usadas por gangues do tráfico."
(Reportagem adicional de Jane Sutton in Miami, Andrew Stern em Chicago e Andy Sullivan em Washington)
Adolescente mata pai e vai jogar futebol em Cuiabá
Agência Estado
O adolescente J.O, de 16 anos, matou o próprio pai, Adauto da Silva Souza, de 42 anos, com dois golpes na cabeça usando uma barra de ferro (pé-de-cabra). O crime ocorreu ontem à tarde no bairro Bela Vista, em Cuiabá. Após o assassinato, o adolescente foi jogar futebol em um campo localizado no bairro.
Preso em flagrante em menos de uma hora após o crime, o adolescente disse que matou o pai porque ele teria assassinado um homem em Guiratinga (MT), quando ele tinha 11 anos. O menor confessou que teria ajudado o pai a enterrar a vítima. A polícia não confirma a versão do menor, que está preso na Delegacia do Adolescente e será apresentado amanhã ao Juizado da Infância e Adolescência. A polícia também começa a ouvir amanhã os familiares da vítima.
Polônia desmembra quadrilha liderada por menino de 4 anos
Da Redação
A polícia de Cracóvia, na Polônia, desmembrou nesta semana uma quadrilha infantil que roubava outras crianças. Até aí tudo bem. O problema é que líder do grupo tinha, pasmem, quatro anos de idade.Segundo a emissora "TOK FM", a polícia do bairro de Nowa Huta começou a receber há algumas semanas as visitas de pais que denunciavam que seus filhos tinham sido assaltados por outras crianças. Os integrantes da quadrilha roubavam intimidando suas vítimas com um canivete e um cassetete.Segundo a polícia, a quadrilha era formada por sete meninos de quatro a treze anos que atuavam em parques e jardins, onde brincavam com outras crianças e as ameaçavam com um cassetete e um canivete.O chefe da quadrilha era o menino mais novo, de quatro anos, já que era ele quem indicava as crianças que deveriam ser assaltados e escolhia o lugar do ataque.Quando criança (ah! a minha infância...), o Editor do UOL Tablóide brincou muito de polícia e ladrão, mas acha que essa vida de crime é uma grande roubada.
Fonte: EFE

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