O Engodo do Mundo e da Política
Qual é a nossa responsabilidade com o mundo, com o nosso país e com cada um de nós? A que ponto deveríamos trabalhar para mudar o mundo, mudar os líderes, consertar as coisas e apoiar as diversas causas? Embora não haja ríspidas e rápidas respostas a tais perguntas e cada cristão deva seguir a liderança do Senhor, existem alguns princípios gerais. Nenhuma geração na história da humanidade esteve mais calçada no mundo e nas coisas mundanas do que esta, particularmente a que vive no mundo ocidental. Este é um assunto de suma importância para os cristãos dos “últimos tempos”, quando eles estão lutando com o engodo e a perigosa influência do sistema mundial.
Se os cristãos não estiverem certos de onde colocar a sua lealdade, é porque não entendem onde deve estar a sua verdadeira cidadania ou, na melhor das hipóteses, poderão se encaixar nos dois mundos - usufruindo o melhor deste mundo, enquanto estão esperando o céu. Alguns até imaginam que, com bastante esforço, poderão mudar este mundo, a fim de torná-lo um lugar melhor. Temos sofrido tamanha lavagem cerebral nesta hodierna era maligna que será difícil raciocinar claramente de uma perspectiva bíblica e piedosa. Jesus nunca disse aos Seus seguidores para se revoltarem contra o Império Romano e nem induziu os escravos a conseguir liberdade. Por que? Porque Ele estava falando de um novo reino, o qual nada tinha ver com a posição ou as posses da pessoa neste mundo. Somente a nossa geração tem tanto a perder, embora com a esperança de poder manipular o mundo, sem se aperceber de que, até mesmo na melhor das hipóteses, esta é uma ilusão satânica.
Com o objetivo de que a Igreja possa ajudar a ganhar perspectiva, feche os olhos e imagine que você é um cristão do século 1, vivendo na cidade de Éfeso, na Ásia Menor, banhada pelo Mar Egeu, na Grécia. Você é um tecelão e, por acaso, conhece alguns judeus que se tornaram seguidores de Cristo. Eles compartilharam as “boas novas” com você e, em seguida, você aceitou Cristo como Salvador e Senhor. Sua vida mudou radicalmente. Você deixou de lutar de sol a sol para vender o se produto no mercado. Você tem mais a considerar do que as festas e sacrifícios feitos aos deuses gregos. Agora você conhece o único Deus e faz parte de uma comunidade de crentes, que vão de casa em casa, à noite, para orar e louvar a Deus pela nova vida encontrada!
Os governadores romanos tê-lo-iam deixado em paz no passado (exceto pelos impostos e por uma simbólica adoração a César). Mas agora as coisas estão esquentando um pouco e os romanos estão ficando preocupados com a crescente influência dessa nova seita religiosa, a qual proíbe lealdade a qualquer homem. Um dia eles se acercam dos líderes e exigem que estes se ajoelhem a adorem César. Eles recusam respeitosamente e são degolados, ali mesmo. Logo em seguida eles alcançam você, porém você não se incomoda, por ter encontrado algo melhor do que este mundo poderia oferecer. Você se incomoda com as injustas políticas romanas? Preocupa-se com a sua discriminação, suas violações dos direitos humanos? Preocupa-se com a sua aposentadoria, com as próximas férias no oceano? Não acho que seja assim. Você se preocupa com as coisas que possui? De qualquer modo você não tem muitas coisas - apenas algumas peças de mobiliário, uma cabana de um quarto e o cruel destino de assentar-se a um canto, num chão encardido. Seu banheiro é um buraco atrás das árvores. A água corrente vem do poço, no final da rua. Você nunca teve o privilégio de aprender a ler. O seu mundo consiste de alguns tijolos na cidade, pelo caminho que conduz à sua casa hipotecada, numa vila perto do mar. Você pensa em mudar o governo e lançar fora os opressores? Não. Você finalmente ficou livre dessa vida sem significado, pois encontrou a verdadeira salvação por toda a eternidade, numa comunidade de crentes. Você tem algo a esperar após sua morte iminente? Claro que tem!
Até mesmo nos dias de hoje será que a viúva haitiana com seus seis filhos, vivendo em amarga pobreza, mas amando a Jesus, precisa de algo mais nesta vida? E aquela família africana, vivendo numa comunidade muçulmana, marcada, defraudada, exilada e até assassinada pela sua nova fé em Cristo. O que dizer dos cristãos chineses que se encontram clandestinamente nos lares? Será que estão preocupados com as coisas deste mundo? Você imagina as coisas que eles poderiam possuir? Será que eles estão pensando em mudar o seu governo? Pode até ser, mas realmente eles não têm muita esperança neste mundo e por isso suspiram pela eternidade.
Durante os dezenove séculos passados, a vida foi bastante simples para a maioria das pessoas, inclusive para os crentes. Era uma vida de subsistência, uma simples vida social, sem jornais, revistas, livros, rádio, TV e nem mesmo transporte coletivo. A maioria das pessoas ia para a cama, logo que anoitecia. Elas não se preocupavam com política. Os reis vinham e iam, mas a vida quase em nada mudava. Os que conheciam o gozo da salvação encontravam sua verdadeira alegria na comunhão com o Senhor e nos Seus filhos - uma família de pessoas nascidas através do Espírito de Deus, espalhada pelo mundo. Elas não tinham muita estabilidade neste mundo, pois o que tinha ele a oferecer?
“Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados, suportastes grande combate de aflições. Em parte fostes feitos espetáculo com vitupérios e tribulações, e em parte fostes participantes com os que assim foram tratados. Porque também vos compadecestes das minhas prisões, e com alegria permitistes o roubo dos vossos bens, sabendo que em vós mesmos tendes nos céus uma possessão melhor e permanente” (Hebreus 10:32-34).
“Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade” (Hebreus 11:13-16).
“Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; à universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados... vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles que rejeitaram o que na terra os advertia, muito menos nós, se nos desviarmos daquele que é dos céus; a voz do qual moveu então a terra, mas agora anunciou, dizendo: Ainda uma vez comoverei, não só a terra, senão também o céu. E esta palavra: Ainda uma vez, mostra a mudança das coisas móveis, como coisas feitas, para que as imóveis permaneçam. Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade; porque o nosso Deus é um fogo consumidor” (Hebreus 12:22,234,25-29).
“Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hebreus 13:14).
“De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” (2 Coríntios 5:20).
Cidadania dupla é a bandeira do Cristianismo hodierno. Em vez de cidadãos do mundo, somos embaixadores do outro. Parece que esquecemos o antigo refrão que diz: “Este mundo não é minha casa, nele estou apenas de passagem”. Temos fixado raízes neste mundo como jamais havíamos feito na história da humanidade. E ainda vivemos na ilusão de poder transformá-lo.
“Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos... Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Timóteo 6:17,10).
Meu avô nasceu no século 19 e veio para os territórios de Oklahoma, onde fixou residência. Ele construiu a própria casa, andava a cavalo e, de fato, até foi o xerife do condado. Ele construiu uma casa na parte de fora e cavou um poço, comprou o primeiro carro, atravessou a depressão da II Guerra Mundial e veio a faleceu nos meados dos anos 1990. Quanta mudança aconteceu nestes últimos dez anos! O mundo jamais foi tão tentador, com tanta esperança e desespero acontecendo simultaneamente!
“Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno” (1 João 5:19). Este é o reino de Satanás! Ele é quem governa o mundo (João 12:31). Então, por que deveríamos fixar residência nele? Por que sermos nele encaixados? Um novo pensamento tem penetrado no “homem moderno”, o de que podemos ser donos do nosso próprio destino [Humanismo]. Podemos usar o nosso voto e nossa habilidade para controlar o curso do novo governo. O problema com a Igreja atual no Ocidente é que ela se sente em casa, neste mundo. Ela já não vê mundo como não pertencendo ao mesmo (João 17:16). (Ver 1 João 2:12-17). Nós nos vemos não apenas como sendo deste mundo, mas como principais agentes de mudança para transformá-lo e até mesmo trazer o reino de Deus à terra. Será que Catedral de Notre Dame em Paris, a de São Pedro em Roma, a Catedral de Cristal e a Igreja de Saddleback, edificada segundo os moldes arquitetônicos da Disneylândia, ou qualquer uma dessas “igrejas” da atualidade estão refletindo o céu na terra? Qual é o tipo de reino no qual os cristãos estão hoje incluídos?
Um cristão que tem um pé no mundo, ou até mesmo numa igreja mundana, é um candidato em potencial ao engodo que se aproxima. Um homem de mente dobre, que tem o melhor de ambos os mundos, por si mesmo já está enganado. Se você acha que a sua ação significa alguma coisa e que pode mudar o curso dos acontecimentos está enganado. Se acha que o governo americano é melhor ou pior dos que os outros governos está enganado. O que ilude os cristãos destes “últimos dias” é a ilusão de que podem mudar o mundo, especialmente quando podem apoiar e eleger o candidato certo.
Eu o desafiaria a ir à Bíblia e estudar sozinho. Sim, a Bíblia diz que devemos honrar e obedecer os nossos líderes e orar por eles e isso se aplica a todos os líderes, quer sejam bons ou maus. Quer o seu líder seja o imperador romano Nero, Adolfo Hitler, Winston Churchill ou Sandan Hussein, não importa. Não se deve ter um modelo de líder “bom” ou “mau”. Eles são ali colocados por Deus, a fim de manter a ordem e devem ser respeitados. Mas a nós isso não deveria importar, pois a nossa pátria está num outro país. Somos apenas embaixadores, estrangeiros e peregrinos neste mundo.
Através da história nunca foi clara aos santos a sua verdadeira cidadania. Cristãos importantes apoiaram o “direito divino” dos monarcas, dos papas e dos governantes, como sendo eles representantes de Cristo na terra. Eles também apoiaram candidatos presidenciais e partidos políticos, como se estes fossem mais “corretos” e justos do que os outros. Um candidato que apóia os “tradicionais valores familiares” parece ser bom, mesmo estando amasiado com corporações que estão poluindo a terra em favor do seu próprio lucro. Isso não é apenas tolice. É cegueira! Todo homem é decaído. Somos todos pecadores, “todos estão debaixo do pecado... Não há um justo, nem um sequer”. Fora do poder transformador de Cristo dentro de nós, todos somos capazes de pecar, pois uma coisa que o homem sabe fazer muito bem, essa coisa é pecar! Não importam quão boas sejam as nossas intenções, uma pessoa ainda não transformada pelo Espírito Santo está apenas vegetando. Nenhuma transformação fora do Espírito merece confiança.
Como americanos fomos ensinados que podemos efetuar mudanças na sociedade. Temos provérbios banais, como “Se um homem bom nada faz, o mal vai prevalecer”, como se viessem da Bíblia. Somos ensinados a ter iniciativa, a votar, a organizar, a trabalhar pela mudança. É verdade que podemos atrapalhar o sistema mundial, aqui e ali, fazendo isso parecer progresso, mas não podemos mudar o mundo. É o caso do Titanic. Ninguém imaginava que ele fosse afundar, mas quando ele ainda estava sobre as águas, a única esperança era conseguir salva-vidas e salvar o maior número possível de pessoas. Quando você está dentro da “causa”, não importa quão boa ela seja, quão bíblica, quão maravilhosa, você pode estar sendo um candidato ao engodo. Somos chamados a “morrer para nós mesmos, a fim de viver para Ele”. Não somos convocados a subir em qualquer carro de som que apareça, quer seja na luta contra o aborto, a favor dos valores familiares ou para salvar “baleias”. Somos chamados a “tomar todo dia a nossa cruz e segui-Lo” (Mateus 10:38). Se o Apóstolo Paulo fosse vivo, acho que ele faria à nossa geração a mesma pergunta: “Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?” (Gálatas 3:3).
Imagino que existem mais cristãos compromissados na África e na China do que na América. Os cristãos nas regiões muçulmanas da África vivem sob perigo de vida e de sobrevivência. Os cristãos na igreja subterrânea na China não têm raiz alguma neste mundo e no que ele possa oferecer. Quanto mais o “Cristianismo” é aceito numa sociedade, mais se torna possível que ele caia no engodo. A instituição americana que chamamos “igreja”, penetrou na mesma linha de administração da guerra contra o “eixo do mal” e o “Islamismo ímpio”. Eles declararam uma “guerra santa”, com o intuito de levar Cristo, o capitalismo e a democracia ao mundo. Quando a Igreja sobe ao carro de som e apóia o governo, o qual está, supostamente levando “a verdade, a justiça e o método americano” ao resto do mundo, cuidado! Temos aí outra cruzada perigosa!
Alguém pode dizer que sou mais um dissidente americano, embora não seja um inimigo iraquiano ou iraniano. Nada disso! Sou simplesmente um forasteiro e peregrino, um cidadão da pátria celestial.
Como o Sistema Mundial Manipula
Nos tempos passados, o atalaia da cidade transmitia as novidades, gritando na praça da cidade. As pessoas viviam suas próprias vidas, com pouquíssima influência do mundo exterior. Hoje vivemos na mesma velocidade da luz. Neste tempo e época é fácil criar o engodo coletivo, a histeria coletiva e o pensamento coletivo. O mundo inteiro está conectado à CNN, à Fox News, aos Websites e à Internet. É possível levar as massas, inclusive você e eu, a acreditar em qualquer coisa. Tudo que têm a fazer é repetir bastante as cosias, com bastante autoridade e com suficientes peritos por trás deles. Um bom exemplo é o de que a economia está ótima e estamos nos recuperando (ver
http://tehtribulatrion_netrwork.com/newsleter/economic deception.htm). As pessoas aparentemente acreditam nisso, enquanto o mercado, a habitação e o débito crescem e, de repente, como se não existisse o amanhã. Os peritos falam de recuperação, recuperação, recuperação... O tempo vai dizer... É possível apresentar os mesmo fatos e se chegar a duas conclusões diferentes. Isso acontece em praticamente cada história e notícia apresentadas na mídia. A diferença é a maneira como eles falam e colocam as coisas. Quando nos reportamos ao Oriente Médio, por exemplo, vemos a narrativa conforme é apresentada do ponto de vista ocidental - vemos um bando de terroristas suicidas, tentando nos matar, gritando ameaças de suas tendas no deserto... Do outro lado, vemos pessoas com pouca esperança no mundo, oprimidas, defraudadas e levadas a tal desespero que preferem ter esperança numa opção que fazem de ser homens bombas suicidas, em vez de viver na miséria. Você pode ler a mesma história, chegando aos fatos e aos anti-fatos, que lhe permitem chegar a conclusões bem diferentes. Muitas pessoas não chegam tão longe em seu raciocínio. Acreditam nos chamados fatos e nas resultantes conclusões. Em Israel, os judeus e os palestinos vêem as mesmas notícias e as interpretam de modo totalmente diferente, dependendo de como são apresentadas dentro de sua moldura referencial. Como podemos ser tão facilmente levados a crer de um modo ou do outro?
Primeiro, é a nossa moldura culturas de referência e segundo, isso tem a ver com o nosso aprendizado. Existem dois tipos de conhecimento: o conhecimento pessoal e o conhecimento público. Se você perguntar a uma dona de casa sobre cozinhar e cuidar de filhos, ela vai responder de modo pessoal. Mas se alguém lhe perguntar o que pensa sobre o Iraque, a Bósnia, o aquecimento global, a economia ou qualquer outro assunto atual, você vai usar as informações que tem sobre esses assuntos - provavelmente as notícias (TV ou jornal) de Bill O’Rielley, Rush Limbaugh ou qualquer outro de quem você tenha escutado. Temos opiniões definitivas sobre todo tipo de coisas que estão na esfera do conhecimento “público”. Se não fosse pelo que nos contam ou pelo que lemos, não teríamos opinião alguma.
Como poderíamos ficar a par de assuntos controversos de acontecimentos tão distantes? Só pelo que têm nos contado, chegando às conclusões que eles desejam que cheguemos. O conhecimento “público” é adaptado de modo que as massas possam entendê-lo. Todos têm fortes opiniões sobre os problemas globais e nacionais, porém de um modo um tanto vago. Os verdadeiros peritos estão a par da complexidade e das implicações. O verdadeiro perito observa quão pouco ele sabe e em geral tem menos opinião do que o homem das ruas. Ele vê a parte cinzenta e não apenas o preto e o branco. Não deveria nos surpreender que a humanidade não possa entender os complexos e obscuros conceitos. Contudo, a média das pessoas acha que pode entender assuntos complexos e resolver os difíceis problemas mundiais, tão facilmente como conseguem guardá-los. Imaginam poder resolver os problemas do Iraque e nem mesmo conseguem apontá-lo no mapa.
As massas podem ser facilmente convencidas a crer em quase tudo. Podemos navegar ao redor de nossa própria comunidadezinha. Temos problema quando tentamos extrapolar do mundo que conhecemos para aquele que não conhecemos. Um perito de alto padrão tenta explicar as complexidades dos problemas no Oriente Médio ou no meio ambiente e achamos que entendemos, especialmente se ele for capaz de pegar um problema importante e complexo e conseguir relatá-lo em termos simples, que possamos entender. O pensamento da multidão é diferente do pensamento individual. Um indivíduo trata com o mundo imediato ao redor, o qual ele pode entender. A multidão pode crer em qualquer coisa porque os “fatos” podem ser adaptados para elas, segundo as conclusões a que chegam os peritos.
Nossas “opiniões públicas” são constantemente construídas pela mídia, pelo governo e pela igreja, sendo reforçadas pela repetição. Embora saibamos que 15 dos 18 “hijackers” em 9/11 foram sauditas e nem um só do Iraque, mesmo assim, quando o governo prosseguiu com a sua campanha de desinformação, aproximadamente ¾ dos americanos acreditaram que os iraquianos estavam por trás dos 9/11 e nenhuma arma de destruição em massa foi encontrada. O medo do terrorismo permeia as ondas aéreas, à medida em que nos movemos de um nível de ameaça para o próximo. Conforme explicou Michael Moore, em seu recente livro “Dude, Where is My Country?” (Companheiro, Cadê o Meu País?), nem um só americano morreu nas mãos dos terroristas nos anos anteriores a 2001. Em 2001 as chances de ser morto por um terrorista eram de uma em dez, o perigo de morte por suicidas - então, por que o governo não gastou milhões nos protegendo? Estamos correndo um risco muito maior, quando entramos em nossos carros para ir ao mercado do que ser atacados por um terrorista. Contudo, o governo acena com o temor e com alarme amarelo, laranja e vermelho e nos induz, deturpando fitas e outros suprimentos sobre o assunto. É mais fácil você ser atacado duas vezes no farol. Quarenta mil pessoas morrem de pneumonia, mas quando morrem 5 de AIDS, logo vem o pânico pelo rádio. Você vê como temos sido manipulados pelo medo?
O Pensamento de Grupo
Se você aceita a maneira como a sociedade e a mídia o têm alimentado, logo estará concordando com a maioria das pessoas, pois você faz parte dessa massa. O pensamento de grupo é poderoso. Você não precisa examinar os assuntos por si mesmo. Precisa apenas acreditar no que lhe contam a mídia e os seus amigos. Até o século 20, a capacidade humana de entender os assuntos e ter problemas era limitada a alguns contatos, à força de sua voz e ao número de pessoas da vila que pudessem escutar a sua retórica. Graças à moderna comunicação - estradas de ferro, automóveis, avião, jornais, rádio, TV, satélites, cinema, telefone celular, etc., agora o eco de uma voz alcança o mundo. Pela primeira vez, o mundo inteiro pode sofrer sob a histeria coletiva e o pensamento coletivo. Como você imagina que Hitler conseguiu levar atrás dele a população alemã?
Antes do século 19, o monarca governava por direito divino. Ninguém o contestava e ele não se intrometia muito na vida dos seus súditos. Os impostos, regulamentos e serviços eram minúsculos, comparados aos de hoje. Tocqueville observou o poder do rei como absoluto e perigoso, embora os seus exércitos não pudessem estar em toda parte. Seu alcance era pequeno. E logo as multidões compreenderam não ser difícil neutralizar o poder real, degolando o próprio rei.
O pensamento coletivo começou a tomar diferentes formas - comunismo, democracia e fascismo - todos estes neutralizando o individualismo em favor do bem maior - o estado. A democracia convida todas as pessoas à classe governante, transformando-as em agentes do governo e, eventualmente, em seus próprios opressores. A democracia tem a ilusão de ter o controle através do povo, pois este vai votar em cada determinado ano. Na Grécia antiga, eles notaram o perigo da tirania das massas. Então, os cidadãos tomavam parte nos ofícios (muitos como dever de jurado), ou então selecionavam os governantes por lote.
Hoje em dia os partidos políticos usam pesquisas e focalizam grupos para lapidar suas mensagens, fim de conseguir o apoio das massas. Numa democracia, é possível enganar, mentir e roubar, a fim de conseguir 51% da votação. Isso se tornou lícito. Quanto mais exercemos nossa liberdade pelo voto, menos liberdade legítima parecemos conseguir. A democracia, que supostamente iria transformar-nos em pessoas ricas, só nos resulta em mais pagamentos de impostos dez vezes mais elevados do que acontecia no tempo dos monarcas da antiguidade, e mais controle e regulamentos do que Henrique VII jamais poderia ter imaginado.
Onde quer que o rei fosse teoricamente responsável pelos bem estar dos seus súditos, o indivíduo estava protegido em sua terra, dependendo dos amigos e da família. No mundo coletivo de hoje (quer seja comunista ou democrático), o governo é responsável pela redistribuição das riquezas, através dos impostos, provendo saúde, educação, bem estar e aposentadoria chamada “seguro social”. O sistema provê garantia e proteção contra as ameaças. O’, sim, ele também nos protege das ameaças dos nossos inimigos - inclusive do mais recente, o terrorismo. O bom nesse inimigo é que ele pode estar circulando em qualquer parte, de modo que até pode exatamente examinar a sua casa, o seu negócio, a sua conta bancária, (sem sofrer um processo ou suspeita). Eles vão trazer de volta a divisão universal de homens e mulheres. A lei já está escrita. Estão apenas aguardando a melhor hora, a fim de apresentá-la - mais provavelmente até o final de 2005. Eles vão enviar seus filhos e filhas ao mundo, a fim de protegê-los do grande “T”, alienando o resto do mundo no processo, criando novos terroristas, os quais criarão mais inimigos para saírem matando pessoas. Claro que eles gastam milhões em contratos com as suas corporações favoritas, tais como Halliburton, Bechtel e várias companhias de petróleo.
Mais um evento terrorista, até mesmo 9/11, pode ser visto no
http://the-tribulation-network.com/news/current_articles.htm) e o governo recebe carta branca, não só para fazer guerra, mas para perseguir inimigos - ou seja, qualquer pessoa que ousar fazer oposição ao mesmo. O que você imagina serem os programas ”Homeland Security” e TIPS? Esse é um programa nacional do “atalaia da vizinhança” para descartar os dissidentes e os desleais. Já não existe forte emoção com o patriotismo. O patriotismo faz com que o povo jovem vá cega e alegremente para a guerra. A massa coletivizada tem levado outras pessoas de bem a se juntarem, para enviar japoneses e judeus aos campos de concentração, achando que estão prestando um serviço ao estado. Ele vai erguer a sua horrenda cabeça, mais uma vez, na América pós-terror.
Evitando o Engodo
Por ser o mundo infinitamente complexo, quanto mais de perto você o examina, mais difícil se torna entendê-lo de verdade. Nossa esperança é que Deus nos deu o Seu “Manual do Fabricante”, um livro de instruções, se você estiver interessado, sobre a natureza do homem e os seus problemas. Quanto mais você entende as coisas do ponto de vista de Deus, mais habilitado fica para filtrar a verdade. Ele também nos deu o Seu Espírito para nos conduzir à verdade. O problema humano é que temos a mente depravada (Romanos 1:28).
“E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração;
Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo, se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito da vossa mente; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4:17-24).
Pode observar que os efésios são comandados a não andar, não agir e nem pensar conforme os gentios (aqueles que não são salvos e cujos espíritos ainda não foram vivificados). Isso indica claramente que é possível um cristão andar, pensar e agir como se não fosse “salvo”. Infelizmente são poucos os cristãos de “mente renovada”. Eles são mais afetados pelas coisas que lhes dizem, pelo que vêem e lêem, do que pelo Espírito de Deus. O item principal para o cristão dos “tempos finais” é este: se suas mentes foram de fato renovadas, Deus os protegerá do engodo porvir. Porém, se suas mentes não foram renovadas e acompanham as multidões, eles não certa cairão no engodo. A renovação da mente é um processo que exige muitos anos.
“Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido; e até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Mas, quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará. Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Coríntios 3:14-18).
Observe que nossas mentes são naturalmente cegas. Não podemos entender as coisas de Deus. Nem sequer entendemos a verdadeira natureza do mundo, até que seja retirado o véu que encobre o nosso coração. Essa transformação somente acontece quando passamos algum tempo na presença do Senhor. Por outro lado, se você gasta o seu tempo absorvendo passivamente tudo que lê, vê e escuta, sua mente vai ser moldada pelo sistema mundial. Se você aceita passivamente o que diz o seu pastor, ou lê livros dos especialistas, adquiridos na livraria local, certamente vai cair com facilidade no engodo. Como posso fazer uma declaração assim tão radical? Como posso ser assim tão julgador? Porque a Bíblia diz claramente que a Igreja vai apostatar nos “últimos dias”.
* Primeiro vem a apostasia (2 Tessalonicenses 2:3).
* “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (1 Timóteo 4:1).
* “SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”
(2 Timóteo 3:1-5).
* “Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências” (2 Pedro 3:3).
* “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mateus 24:24).
* “Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará” (Mateus 24:9-12).
A Igreja e a Política
Existe um inacreditável corpo de literatura que examina a entrada da Igreja Americana na área política. Poder-se-ia dizer que a “Igreja” tem-se inclinado a influenciar a política, afim de, no futuro, tomar as rédeas da mesma, através do Partido Republicano do aparentemente convertido presidente atual na Casa Branca. Não imagino ser exagero afirmar que 9 entre 10 cristãos evangélicos de hoje acreditam que finalmente um “homem de Deus” tomou assento na cadeira presidencial e que esse ”homem de Deus” decididamente, tem declarado guerra contra o mal mundial e está guerreando o mesmo. Eles imaginam que foi esse “homem de Deus” quem jogou areia nos olhos do maligno.
Mas será que este governo é realmente de Deus ou não passa de uma autêntica fraude? Não desejo argumentar aqui sobre este ponto. É você quem deve decidir. Tudo que eu posso dizer é que a média dos cristãos “nascidos de novo” está de tal maneira entusiasmada com o fato de ter um presidente “cristão”, o qual se coloca heroicamente contra o mal, que está nutrindo a esperança de que a Igreja possa realmente ser capaz de trazer o Reino de Deus à terra.
Se você está assim tão excitado é porque tem colocado esperança demais neste mundo. E pode estar enganado se achar que...
a guerra contra o terror é realmente uma séria ameaça à média da América (e por que não fazer guerra contra o cigarro que mata 40.000 pessoas por ano),
que nossa invasão de 2/3 dos países do mundo foi justificada,
que as políticas fiscal e econômica, a qual beneficia a elite e destrói oportunidade às pessoas inferiores, é boa,
que a nossa dívida de um trilhão e os resultantes balões (em ações e letras de crédito) não estão destruindo a economia americana em benefício de algumas elites,
o evento de 9/11 foi deslanchado por um homem enfermo, escondido numa caverna, vagando pela metade do mundo (por favor, acesse
http://the-tribulation-network.com/News/foreknowledge_of_911.htm).
“The Deception of the World & Politics” - Capítulo 11 do livro
“Recognizing the Deception”, de Dene McGriff
Traduzido por Mary Schultze