Thursday, December 07, 2006

COSMO E O CRIADOR: A soberania do Deus onipotente sobre o universo

COSMO E CRIADOR

O Presidente Bush disse: “Estamos orgulhosos do nosso programa espacial... Encetamos a viagem espacial porque o desejo de explorar e entender é parte do nosso caráter... Usando o Crew Explorative Vehicle (Veículo Explorador Tripulado) (CEV, ainda não construído), encetaremos amplas missões humanas à Lua... Ali vivendo e trabalhando por períodos gradativamente longos... [Nós] estaremos prontos para levar... missões humanas até Marte e aos mundos mais distantes. Desenvolveremos nova propulsão de geração de poder (?), de suporte à vida e outro sistemas que poderão ajudar em viagens mais distantes... Os seres humanos são lançados ao Cosmo”.
Foi um discurso inspirador, encorajado pela NASA. Contudo, uma breve e honesta reflexão nos revela uma verdade simples: as vastas distâncias no Cosmo apresentam uma intransponível barreira às nossas maiores ambições.
O “space probe” investigador da Voyager I viaja cerca de 335 milhões de milhas ao ano. Se ela sobrevivesse, seriam necessários 162 mil anos para ela chegar à Alfa Centauro, o sistema estelar mais próximo de nossa galáxia, onde deve haver alguns planetas. Nossa nave espacial levaria 1,30 bilhão de anos para alcançar a galáxia mais próxima, fora da Via Láctea, a galáxia Sagitária Elíptica Menor (?) e mais de 3 bilhões de anos para alcançar a galáxia mais próxima, a Grande Nuvem Magelânica (?). Como poderiam esses sonhos tão remotos beneficiar alguém hoje? Não deveríamos admitir o humilhante fato de que veicular o “space probe” além do sistema solar é inconcebível? “Lançados no Cosmo!” Palavras ousadas, mas ostensivamente ridículas!
Estamos enviando mensagens de radio ao espaço e estas viajam à velocidade da luz - 186.000 milhas por segundo. Isso é rápido, porém não o suficiente para o homem “se lançar ao espaço”. Nessa velocidade ele levaria 100 mil anos para cruzar a galáxia Via Láctea, e milhares de milhares de anos para alcançar outras galáxias, das quais deve haver um trilhão.
Para que continuar nos iludindo? O radio alcança a Alfa Centauro em 4,3 anos; nesse caso, teoricamente poderíamos receber uma resposta em menos de nove anos. Temos esperado escutar sons radiofônicos inteligentes, desde 1960, mas até agora, nada!
Existem apenas três outros sistemas solares/estelares com a possibilidade de uma resposta pelo radio, em menos de 100 anos, e então a distância aumenta rapidamente: 130 anos para a Aldebaran, (a estrela mais brilhante em Taurus), 150 anos para a Regulus (a estrela mais brilhante em Leão), mais de 500 anos ara as Plêiades, 3.000 anos para Orion, 12.000 anos para a Crab Nebula, etc.
A maioria das estrelas na Via Láctea ficaria a muitos milhares de anos além do contato pelo rádio. Em 1974, uma mensagem pelo radio foi almejada a uma imensa coleção de estrelas conhecida como M-13; contudo esta levaria 25 mil anos para chegar lá, e outros 25 mil anos para trazer a resposta. Será que esses projetos representam tempo, esforço e dinheiro bem empregados?
Recusando-se a reconhecer o Criador, que oferece instantânea comunicação com Ele, a ciência persiste em explorar o universo impassivelmente vasto, deixando de admitir que Ele o criou. Nossos telescópios mais possantes não conseguem sequer mostrar-nos o universo conforme ele é hoje, mas apenas nos mostram como ele foi há muito tempo, quando a luz refletida que vemos iniciou sua viagem em nossa direção. Quão cego é o orgulho que conduz à loucura!
Alguns astrofísicos argumentam que a gravidade parece agir instantaneamente através do universo e, portanto, se pudermos alcançar sistemas de propulsão gravitacional, poderemos viajar a quase qualquer parte do universo, num instante. Contudo, a maioria dos cientistas espaciais (e a NASA) concorda em que a velocidade da luz, que tem comprovado ser a máxima para partículas aceleradoras, não pode ser exercida por objetos físicos.
Muita ficção científica (até mesmo professada por cristãos como C. S. Lewis) tem popularizado a idéia de que seres inteligentes semelhantes ao homem habitam outros planetas no universo. Billy Graham, que aceita a Evolução como a maneira pela qual Deus criou o homem, disse: “Creio que existe vida em outros planetas... Não consigo imaginar que sejamos o único [planeta] que tenha vida. Seria uma coisa egoísta dizer isso”. Quanto a pregar o evangelho em outros planetas, Billy disse: “Eu adoraria, mas ninguém me convidou... Não creio que pudesse falar a língua deles...” Qual seria o evangelho?
Bilhões de dólares estão sendo gastos para contatar vidas inteligentes “lá fora”, na esperança de não estarmos sozinhos. A nave espacial Voyager levou esta mensagem do Presidente Carter, em 16/06/1977: “Dos 200 bilhões de estrelas na Via Láctea... algumas devem ter planetas não habitados e distantes civilizações espaciais. Caso alguma civilização intercepte a Voyager... aqui vai a nossa mensagem: ‘Esperamos algum dia reunir uma comunidade de civilizações galácticas. Esta [é] a nossa determinação... num vasto e assombroso universo’”.
Isso é um absurdo, conforme a Bíblia, embora a comunidade científica e acadêmica - e muitos cristãos - o levem muito a sério.
Carter afirma ser cristão. E mesmo assim, acalenta a esperança de que os seres terrestres se “reúnam numa comunidade de civilizações galácticas”? Isso não combina com o que Jesus disse em João 14:1-2: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”.
“A esperança [e] determinação de Carter” me levaram a escrever um livrinho intitulado “What Hapenned to Heaven?” (O que Aconteceu com o Céu?).
Os evolucionistas arrazoam que se a vida pôde acontecer espontaneamente na Terra, o mesmo poderia acontecer em milhões, talvez bilhões de planetas - e o desafio é encontrá-la. Contudo, a vida jamais poderia acontecer por acaso. Tal fato se apóia numa teoria extraordinariamente científica, embora a maioria dos cientistas o ignore, desejando deixar de prestar contas diante do Criador.
Esta evidência científica exige uma inescapável conclusão: “ A Terra é a única adaptada à vida e o universo é designado a sustentá-la”. Durante a primeira e única pousada na Lua, William Anders anunciou: “A todos os povos da Terra, a tripulação da Pólo 8 tem a mensagem que gostaríamos de enviar-lhes: “No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo...”.
Seguido por Jim Lowell e Frank Borman, Anders enviou pelo radio os primeiro dez versos de Gênesis (embora tenha pulado o verso 3).
Após o seu regresso à Terra, um repórter perguntou a Borman se ele tinha visto Deus por lá. Ele respondeu: “Não... Mas vi a Sua evidência”. Werner von Braun, o cientista maior da II Guerra Mundial, que se tornou o pai do programa espacial americano e o primeiro diretor da NASA, coloca o assunto desta maneira: “Ninguém pode ser exposto à lei e obra do universo sem concluir que deve haver um desígnio e propósito por trás de tudo isso” . Em carta ao California State Board for Education, de 14/09/1972, von Braun escreveu: “Minhas experiências com a ciência me conduzem a Deus... Provar a existência de Deus?... Será que precisamos acender uma vela para ver o Sol? Quanto mais entendemos as teias do universo... mais nos maravilhamos diante do inerente desígnio sobre o qual ele está embasado. Enquanto a admissão de um desígnio... levanta principalmente a questão de um Designador (um sujeito fora da ciência), o método científico não nos permite excluir os dados que nos levam à conclusão de que o universo, a vida e o homem estão embasados nesse desígnio... Somos forçados a chegar apenas a uma conclusão - que se cada coisa no universo aconteceu por acaso, isso violaria o exato objetivo da ciência... É em científica honestidade que endosso a apresentação de teorias de alternativas para a origem do universo, da vida e do homem na sala de aula da ciência”.
Deus criou Adão e Eva para povoarem a Terra (Gênesis 1:28).
Quando eles se rebelaram e tiveram de ser expulsos do Jardim, Deus não se lamentou: “Eles me abandonaram! Vou tentar novamente! Em outro planeta!”. Ele sabia que Adão e Eva iriam pecar - e sabia como haveria de redimir a humanidade. Cristo é chamado “O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13:8).
Como disse von Braun: “Deus, deliberadamente, reduziu-se à estatura humana, para visitar pessoalmente a Terra, por causa do efeito cumulativo sobre centenas de milhões de indivíduos que iriam escolher agradar a si mesmos, para evitar que o planeta fosse infectado.”
Quaisquer seres inteligentes e moralmente responsáveis, com o poder de escolha, iriam, inevitavelmente, pecar. Então, não faria sentido algum Deus começar novamente com outros Adões e outras Evas, em um ou em milhares de outros planetas. Isso iria apenas saturar o universo de rebeldes.
Porque “Deus é Amor”, Ele seria forçado a redimir os pecadores, pelo pagamento da penalidade do pecado, em lugar das criaturas finitas, as quais iriam sofrer eternamente o castigo. Para pagar os pecados em lugar destas, o Criador precisaria se tornar uma delas. Obviamente, o fato limita a redenção (e também a criação) a uma raça de seres inteligentes e moralmente responsáveis. Só poderia haver salvação para o homem e, desse modo, Deus não iria criar outros seres.
Cristo se fez homem para redimir a humanidade. Ele não poderia ter nascido como as demais criaturas, em outros planetas, a fim de redimi-las. Deus tem apenas um Filho e O entregou a este mundo (João 3:16). Jesus prometeu levar todos os que nEle cressem para as moradas que para eles estaria preparando na Casa do Pai (João 14:2-3), conduzindo muitos filhos à glória (Hebreus 2:10); conformando-os à Sua imagem (Romanos 8:29; 1 Coríntios 15:49; 2 Coríntios 3:18; Colossenses 3:10). Ele só pôde fazer isso pela raça humana, da qual se tornou eternamente membro.
A vastidão do universo e o número imaginário de galáxias e estrelas tornam mais espantoso o fato de que um ínfimo planta seja o foco da atenção divina [“E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são...” (1 Coríntios 1:28]. Quanto mais aprendemos sobre o universo mais se torna assombroso o fato de que Deus o criou para sustentar a Terra e os seus habitantes. (Ler “The Privileged Planet”, em nossa lista de ofertas). O mais espantoso de tudo é que o próprio Criador tenha se tornado homem nesta Terra, através do nascimento virginal, a fim de revelar-Se à humanidade, mesmo sabendo de antemão que os homens iriam rejeitá-Lo, zombar dEle e crucificá-Lo. Von Braun disse: “Quando Deus se tornou homem... foi montado o palco para uma situação sem paralelo na história da Terra. Ele visitaria as criaturas e estas O pregariam na cruz”. Apesar disso, em amorosa resposta, Ele rogou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34) e entregou Sua vida, pagando individualmente a penalidade dos pecados daqueles que O crucificaram. Quanto amor! Quanta misericórdia! Quanta graça!
A morte é o fim da vida física, mas não da existência. Se assim fosse, não precisaríamos ser salvos e poderíamos seguir a filosofia: “Comamos e bebamos que amanhã morreremos.” Contudo, a Bíblia diz que “... aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hebreus 9:27). Por isso necessitamos de salvação - para nos resgatar do castigo pelos nossos pecados. Como disse von Braun: “Tudo que a ciência me ensinou... fortalece a minha crença na continuidade de nossa existência espiritual após a morte”.
A Bíblia declara repetidamente que “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” (Salmos 19:1). Cada pessoa racional reconhece a existência do Criador e sua consciência conhece as Suas leis, as quais temos quebrado repetidamente (Romanos 1,2). O senso comum também nos diz que a penalidade pela quebra dessas leis, mesmo que seja apenas uma vez, não pode ser paga por guardá-la perfeitamente, no futuro, ou pela realização de muitas obras boas. Desafiando, porém, este óbvio fato, as religiões oferecem vários esquemas (na realidade, escamas) de como agradar a Deus, através de rituais e boas obras. Os que persistem em tal desonestidade religiosa violam as suas próprias consciências, rejeitando o perdão que sabem não merecer e que somente Deus pode prover. Ninguém pode ter a desculpa de que jamais soube que Cristo pagou toda a penalidade do pecado, quando morreu na cruz. Os incrédulos têm rejeitado tudo que o universo e sua consciência ensinam claramente.
A Bíblia oferece centenas de profecias (que já mostramos com detalhes no passado) referentes ao Messias Salvador. Sua ancestralidade é profetizada; o local do Seu nascimento; o dia exato em que Ele entraria em Jerusalém e qual o animal que Ele iria cavalgar; Sua rejeição pelos judeus e pelo mundo; Sua crucificação, ressurreição e ascensão ao céu, e o Arrebatamento dos redimidos ao céu; o retorno de Cristo à Terra para aqui reinar, etc. Todos os que, conhecendo esses fatos, rejeitam o Senhor que os salvou serão duplamente condenados.
Foi no planeta Terra que Cristo nasceu como homem, viveu, morreu e é para a Terra que Ele voltará.
Diz a Bíblia que a Terra é o centro do universo. Todos os planos futuros de Deus envolvem a humanidade. O homem foi feito à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27). A redenção é toda para ele. A Escritura declara: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Timóteo 2:5).
“Mas este [Cristo], havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus” Hebreus 10:12). Sua obra redentora foi para sempre completada [N.T. Isso demonstra a fatuidade da Missa]. Este evento cósmico - que define toda a História - aconteceu na Terra, para redimir toda a humanidade. Foi através da morte de Cristo neste planeta “... que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus” (Colossenses 1:20). Pois o Pai congregou “em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” (Efésios 1:10).
Pela morte de Cristo na cruz Satanás foi derrotado, o próprio céu foi purificado e o novo universo será criado sem pecado - para nele Deus habitar com o homem, na Nova Terra, para sempre...
O fato mais espantoso de todos é que a batalha final entre Deus e Satanás será travada pelo destino da Terra, quando o inimigo de Deus será vencido (Apocalipse 20:10-15). Da Terra na qual Satanás veio destruir a criação de Deus; da Terra o dragão, que é a antiga serpente chamada diabo e Satanás (junto com a morte e o inferno), será lançado no Lago de fogo (Apocalipse 20:15).
Mais espantoso ainda é que neste minúsculo planeta existe uma cidade muito preciosa ao Criador do universo. Esta cidade é Jerusalém, a qual é mencionada 811 vezes na Bíblia e nem sequer uma única vez no Alcorão. Este fato expõe a falsa reivindicação dos muçulmanos por Jerusalém, como uma crassa mentira. Nesta Cidade Santa (Números 11:1;Isaías 48:12;52:1;Mateus 4:5, etc.) Cristo foi saudado como o Messias, por centenas ou milhares, percorrendo o caminho desde o Monte das Oliveiras, para fazer Sua entrada triunfal pela Porta Oriental - um evento celebrado ainda hoje, no Domingo de Ramos. Quatro dias depois, aquela mesma multidão gritava: “Tira, tira, crucifica-o... Não temos rei, senão César”. (João 19:15). Em seguida, Ele foi pregado na cruz, nos arredores de Jerusalém.
Mesmo assim, esta é a cidade que Deus ama e deseja abençoar, mesmo tendo ela se rebelado tantas vezes contra Ele. Esta é a “Cidade de Deus”, conforme Salmos 46:4; 87:5, à qual Deus enviou os Seus profetas, dia após dia, semana após semana, mês após mês e ano após ano, pregando o arrependimento. Esta é Sião, a “Cidade de Davi” (2 Samuel 5:7; Neemias 12:37; Isaías 22:9, etc.), sobre a qual Jesus chorou, e que, finalmente, Deus destruiu por causa de sua iniqüidade, prometendo, contudo, restaurá-la totalmente, um dia...
Deus continua velando por Jerusalém. Pelo fato dos povos renegarem o Seu plano para o universo, Ele vai punir todas as nações. Esta é a cidade que, em cumprimento às profecias bíblicas, proferidas há milhares de anos, tem se tornado uma pedra de tropeço ao mundo inteiro.
Para Jerusalém, se Deus permitir, voltaremos o nosso foco, mais detalhadamente, na TBC de julho 2006.

“Cosmos and Creator”, TBC junho 2006 - Dave Hunt/Mary Schultze

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