Wednesday, February 28, 2007

Turbulências na economia mundial à vista

Mais cedo ou mais tarde, o atual padrão econômico, baseado no dólar estadunidense sem lastro (ou seja, emissão monetária discriminada sem que ocorra um aumento na produção de bens e serviços) , vigente desde 1971 chegará ao seu fim, abalando as economias de todos os cantos do planeta, inclusive a China. Resultado: um colapso econômico poderá gerar um caos sem precedentes por todo o planeta e, conseqüentemente, aparecerá um líder apazigaudor e democrático, prometendo paz e segurança para o mundo inteiro. Certamente, não será Jesus Cristo, a Verdade absoluta, e sim um imitador muito sutil de sua obra, com aparência do bonzinho, humanitário, mas por trás desta aparência estará o somatório de toda mentira e iniqüidade que um elemento possa ter: o anti cristo
Bolsas desabam em clima de fim de festa
Temor com economia chinesa leva mercado a fortes perdas. Bovespa tem maior queda desde atentados de 11 de setembro. Nos EUA, negociações são restringidas para evitar mais prejuízos

Heberth Xavier
Maurício Lima/AFP

Alerta geral, mercado tenso, fim de festa. As notícias negativas parecem estar voltando de vez ao mundo financeiro global, ironicamente saídas da China, locomotiva do período de bonança na economia mundial dos últimos anos. Ontem, temores quanto à desaceleração do crescimento econômico da nação asiática derrubou os mercados em todos os continentes. Liderados pela Bolsa de Xangai, que desabou 8,8% (maior perda em 10 anos), outros centros financeiros tiveram péssima terça-feira. Em alguns momentos, e guardadas as devidas proporções, o clima entre operadores e analistas lembrava o que sucedeu importantes acontecimentos históricos, como o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001.

A comparação com o atentado foi lembrada por vários operadores da Bolsa de Valores de São Paulo. A Bovespa chegou a cair 7,52% no meio da tarde, seu pior desempenho desde a destruição das torres gêmeas, em Nova York, quando recuou 9,17% – no fim da tarde, melhorou um pouco, com queda de 6,63%, mas ainda recorde. O dólar registrou a maior alta desde maio do ano passado: fechou vendido a R$ 2,12, avanço de 1,73%. O risco Brasil disparou 10,4%, para 201 pontos. O alerta global contaminou até as expectativas em relação à trajetória da taxa de juros, que vinha em contínua redução nos últimos dias: os contratos negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) terminaram o dia valorizados. Contratos mais longos, como o de janeiro de 2010, registravam uma taxa de juros de 11,96% ao ano, elevação de 0,96 ponto em relação à segunda-feira.

O mercado brasileiro respondia ao comportamento generalizado dos mercados: o índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, despencou 7,49%; em Frankfurt, a queda atingiu 2,76%; Londres recuou 2,15%; Paris, 2,76%. A Bolsa de Nova York chegou a restringir os negócios à tarde, com o índice Dow Jones em queda de mais de 2% – é um patamar considerado muito elevado para os padrões do mercado acionário americano, que movimenta cifras altíssimas. A restrição às negociações, através de um mecanismo conhecido como trading curbs, é usada para tentar conter perdas quando a retração começa a preocupar. Não deu certo: Dow Jones terminou o dia com desvalorização de 3,28%.

A queda no mercado chinês foi, na realidade, uma antecipação dos analistas e operadores a prováveis medidas tomadas pelo governo asiático que funcionarão como freio à forte expansão econômica. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresce a um ritmo médio de 10% nos últimos 15 anos e, com isso, leva consigo boa parte da economia global. O temor é que essa festa esteja acabando. A afirmação do ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Alan Greenspan, de que a maior economia mundial pode entrar em recessão já no fim deste ano, também contribuiu para o pessimismo – Greenspan esteve à frente do Fed no período de forte expansão econômica em todo o mundo e, mesmo já fora do cargo, é talvez o economista mais influente da atualidade.

O clima de fim de farra é um ajuste de posições que, mais cedo ou mais tarde, ocorreria. O índice Xangai, por exemplo, computou ano passado alta de 130%. Dow Jones apresentou alta de 18,9% no período; na Bovespa, a valorização chegou a 32,9%. O mercado de ações não sobrevive de altas eternas – caso contrário, ninguém lucraria comprando na baixa e vendendo na alta. Um correção de rumo, portanto, era questão de tempo. Nenhum analista, porém, se arrisca em apostar que a festa, de fato, chegou ao fim e as perdas prosseguirão nos próximos dias. Mas o sinal amarelo já está aceso.
Estado de Minas 28/2/2007

Brasil é líder mundial no consumo de anfetaminas

Brasil é líder mundial no consumo de anfetaminas
Documento da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes faz alerta sobre uso sem controle de anorexígenos, que é 40% mais alto do que nos Estados Unidos

Lígia Maria Lopes
Com os olhos vermelhos, ela conta o mais íntimo de seus segredos: "Tenho vergonha do meu corpo". Mariana (nome fictício) é uma jovem de 23 anos que há quatro luta contra a balança. Seu duelo com os quilos a mais começou aos 19, quando ingeriu os primeiros anorexígenos — inibidores de apetite. Naquele tempo, fez exames, acompanhamento médico, dieta, exercícios físicos. Em dois meses, o esforço associado aos remédios trouxe resultado: 17 quilos a menos.
Como ocorre com muitos ex-gordinhos, Mariana relaxou. Não fez acompanhamento em consultório. Nem deu continuidade ao esforço diário de escolher alimentos saudáveis, fugir do doce e se exercitar. Pouco tempo depois, as gorduras do passado tornaram-se pesadelo reincidente. Contra o fantasma da auto-rejeição, ela recorreu novamente aos derivados de anfetaminas. Procurou um cirurgião plástico de Taguatinga, famoso pelas fórmulas milagrosas para emagrecer e pela agenda apertadíssima. "Ele me atendeu em 15 minutos. Não pediu exames, mal olhou na minha cara. Quando entrei no consultório, vi que ele já tem um receituário padronizado, em que os nomes dos remédios vêm escritos, e as quantidades, determinadas. Quando ele acha que é o caso de usar uma dosagem maior, faz uma alteração a caneta. É tudo muito simples e ágil. Ninguém perde tempo", conta a jovem.

INDISCRIMINADO
Mariana faz parte de uma estatística alarmante: 13 entre mil brasileiros consomem anorexígenos — contra nove norte-americanos para o mesmo universo. Derivados das anfentaminas, os inibidores de apetite, podem levar o paciente à morte se forem prescritos e tomados de forma indiscriminada. Por causa dos perigos, eles fazem parte da lista de remédios controlados pela Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), que amanhã anuncia um dado preocupante para o Brasil. Aqui, o consumo per capita de anorexígenos é 40% mais alto do que nos Estados Unidos, onde dois terços da população adulta sofre de obesidade ou está acima do peso. Em termos relativos, a notícia faz do Brasil o primeiro usuário mundial desses remédios, já que apenas 10% da população nacional sofre de obesidade. Apesar do quadro grave, a tendência é de crescimento da curva de consumo.

TENDÊNCIA
De acordo com o relatório da Jife, baseado em dados fornecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a produção de derivados de anfentamina, como femproporex e anfepramona, também cresceu. Além disso, 98,6% do femproporex e 89,5% da anfepramona produzidos no planeta são fabricados e consumidos em território brasileiro. Contra a informação, o alerta: "É necessária a intervenção eficaz por parte das autoridades locais para conseguir reverter essa tendência", diz no documento o presidente da Jife, Phillip Emafo.
Pela terceira vez consecutiva, o país figura no alto da lista de consumo mundial de remédios para emagrecer. Na tentativa de reverter o cenário, a Anvisa, responsável pelo controle e monitoramento desses medicamentos, lançou em dezembro uma consulta pública, em que propôs a mudança das regras de prescrição. Pela nova sugestão, o controle seria feito por meio do receituário amarelo, o qual contém informações como nome do médico, CPF e endereço do paciente, quantidades do princípio ativo presente nos estoques das farmácias brasileiras de manipulação etc.

HORMÔNIOS
As milagrosas pílulas que secaram o corpo de Mariana nada mais são do que a mistura de anfentaminas, tranquilizantes, hormônios sintéticos da tireóide (glândula responsável pela secreção dos hormônios metabólicos, que controlam o peso) e outras plantas de efeitos diuréticos e laxantes. Na maioria dos casos, elas são vendidas ao paciente como fitoterápicos inofensivos. Mariana, por exemplo, conhecia os perigos de usar anorexígenos, mas deixou o receio de lado quando deparou-se com a tranqüilidade do médico. "Ele garantiu que não teria problema e eu acreditei, porque precisava acreditar, iludir-me", diz ela. Em pouco tempo, o corpo denunciou o engano: Mariana apresentava um quadro de agressividade incontrolável, insônia e traços de comportamento maníaco-depressivo. "Foi a pior fase da minha vida", lembra.

O perigo dos mercados não-regulamentados é o tema do primeiro capítulo do Relatório Anual do Jife. Para a junta, o tema deve ser tratado pelas autoridades dos países como prioridade. "Com os mercados não-regulamentados, remédios fora do padrão – e muitas vezes letais – estão sendo vendidos para o consumidor desavisado. Esses mercados são muitas vezes supridos por remédios roubados, produzidos ilegalmente por indústrias farmacêuticas ou por meio de vendas ilegais na internet e distribuídos por correio ou outras formas de envio postal", diz o documento.
Estado de Minas 28/2/2007

Um retrato sombrio da juventude do final dos tempos (parte 3)

GERAÇÃO AFLITA
Mortas de fome Doença da globalização, a anorexia afeta jovens que buscam a aparência perfeita
Déa Januzzi, Sandra Kiefer e Daniel Camargos Maurício Lima/AFP

Vide Bula fez desfile contra a magreza das modelos na São Paulo Fashion Week A adolescente A., de 15 anos, já chegou com o coração quase parando de bater ao Hospital das Clínicas da UFMG, onde funciona há três anos o Núcleo de Investigação em Anorexia e Bulimia (Niab). Com uma palidez fantasmagórica, pele sobre osso, a jovem apresentava Índice de Massa Corporal (IMC) de 8,6, sendo que o mínimo exigido de pessoas normais é acima de 19 e o nível abaixo de 10 é considerado incompatível com a vida. Sem forças até para andar, A. já não estudava, não saía de casa, não fazia mais nada. Foi imediatamente encaminhada ao Centro de Terapia Intensiva (CTI), onde permaneceu internada por 20 dias, não para ganhar peso, mas apenas para conseguir sobreviver à anorexia. “Ela parecia uma morta-viva, literalmente um cadáver em pé”, afirma a médica Beatriz Espírito Santo, endocrinologista, com especialização em crianças e adolescentes e integrante do Niab. Depois do CTI e de um tratamento emocional intenso, A. venceu a anorexia, estuda e está namorando.

Toda semana, três adolescentes vítimas de anorexia e bulimia dão entrada no Hospital das Clínicas, em graus diferentes de desnutrição e anemia, pedindo socorro. Em três anos, o Niab já atendeu cerca de 300 casos, em sua maioria meninas, menos de 1% de homens. As doenças relacionadas a um desejo mórbido de emagrecimento ainda não chegam a ser caracterizadas como uma epidemia do ponto de vista médico, mas preocupam cada vez mais. O alerta vermelho, entretanto, só foi disparado com a morte da modelo paulista Ana Carolina Reston, de 21, em novembro do ano passado. Só depois de morrer de fome – pesando 40 quilos e com 1,74m de altura – a jovem realizou a façanha de se tornar a garota da capa de várias revistas de circulação nacional.

Em janeiro, a platéia da São Paulo Fashion Week assistiu atônita ao desfile da top model Carol Trentini, que vestia um macacão com estampa de esqueleto. Com o modelito antianorexia, a grife mineira Vide Bula foi a primeira a fazer uma manifestação oficial contra a exigência do peso-pluma das manequins no mundo fashion. Só no Brasil, seis jovens morreram no ano passado, vítimas de anorexia e bulimia.

Preocupada com a saúde das colegas, Gisele Bündchen convocou a imprensa para anunciar que a mãe dela, Vânia Bündchen, nunca a deixou levantar da mesa sem acabar o prato. “Os pais são responsáveis, não a indústria da moda. Todos sabem que a norma na moda é a magreza. Há pessoas que nasceram com os genes certos para essa profissão”, afirmou a diva, 58 quilos, 1,79m. Filha de agricultores pobres, ela se dá ao luxo de comer normalmente e não resiste a um churrasco à moda dos pampas.

O discurso de Gisele não parece ter surgido da boca para fora. No campo psicológico, é sabido que as anoréxicas têm conflitos com os pais e, em geral, são filhas de mulheres autoritárias e com mania de magreza. “A anorexia é uma forma de a adolescente dizer não a uma série de outras coisas. A obsessão pelo corpo magro e o horror de engordar são apenas os sintomas mais visíveis”, afirma o médico Roberto de Assis Ferreira, especialista em medicina do adolescente e um dos fundadores do núcleo. Nos 10 anos em que lida com essas pacientes, o médico nunca conheceu uma anoréxica feliz. “Por mais magras que estejam, elas estão sempre infelizes com o próprio corpo, com a família, com a vida”, compara.

Nem sempre os familiares são capazes de notar os sinais fornecidos pelas meninas, embora, desde cedo, elas demonstrem insatisfação constante com alguma parte do seu corpo, além de alterações emocionais como timidez, agressividade e melancolia. Na maioria das vezes, os pais só percebem a doença quando a perda de peso se torna exagerada ou quando a adolescente se tranca horas no banheiro, em rituais de vômito”, alerta a psiquiatra Gilda Paoliello, professora da residência médica do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).

Do outro lado da mesma balança, estão as vítimas da bulimia. Assim como as anoréxicas, as bulímicas são capazes de passar 15 dias tomando apenas sucos e sopas insípidas. A diferença é que basta uma briga com o namorado ou uma nota vermelha para a jovem ingerir quantidades imensas de alimentos, em geral doces e sorvetes. Depois, ela se sente culpada, iniciando os rituais de vômitos. Quando esses cessam, recorre a laxantes e diuréticos para limpar tudo.
Apesar dos efeitos destrutivos, no corpo e na alma, as jovens brasileiras ainda preferem “miar” a engordar. Miar significa vomitar, no vocabulário dos mais de 15 blogs e sites criados na internet pelas garotas pró-Ana e pró-Mia, apelidos carinhosos recebidos pela anorexia e bulimia entre as jovens brasileiras. “Ana é um estilo de vida, não uma doença” é a frase de entrada de um dos blogs, em que as garotas trocam confidências sobre o dia em que fraquejaram diante de uma caixa de bombons, ou dão dicas de como enganar as mães para que não percebam que não estão comendo. Em outro, a autora dá conselhos de como ter repulsa à comida: fazer um doce e colocar um monte de sal; mastigar e depois cuspir; cheirar lixo e passear em uma rua cheia de cocô de cachorro e pensar que “se a comida vai se tornar isso, para que comer?”

O que explica a obsessão das jovens pela magreza no estilo Twiggy, a primeira modelo esquelética (cuja tradução do nome para o português é “graveto”) que, ainda nos anos 1960, introduziu o padrão de beleza no mundo da moda? Segundo Gilda, a anorexia é uma doença da globalização, que vende todo um arsenal para a fabricação do corpo perfeito, disseminando a fantasia de que assim a pessoa será mais amada ou poderosa.

Cara do horror
Com sua necessidade extrema de ser reconhecidas e amadas, as anoréxicas acabam provocando repulsa por sua aparência cadavérica. No último grau da anorexia, a mulher deixa de menstruar, podendo se tornar estéril. Também os seios e formas femininas desaparecem e a doença causa queda de cabelos e dentes. “A perseguição excessiva da beleza no Brasil acaba revelando a verdadeira cara do horror”, alerta a psiquiatra Gilda Paoliello. No último estágio da doença, elas sentem tanta fraqueza que não conseguem andar. A pressão arterial das pacientes fica na casa dos 8 por 4 (o normal é 12 por 8) e seu ritmo cardíaco é de 36 batimentos por minuto, quando uma pessoa normal registra entre 60 e 80, em média. O mais impressionante é que, ao medir a temperatura das anoréxicas, o mercúrio do termômetro não sai do lugar. As jovens se tornam esqueletos vivos e, ainda assim, resistem ao tratamento.

Volta por cima
Corpo escultural e sorriso perfeito, a estudante universitária de educação física Talita Bastos, de 19 anos, superou totalmente o episódio vivido na adolescência, quando teve o diagnóstico de anorexia, aos 12. Em menos de três meses, perdeu 22 quilos. A mãe, enfermeira plantonista, só percebeu o problema quando a filha se sentou na cama para trocar o uniforme e não se levantou mais. Desmaiou de fraqueza, após passar três dias sem comer nada. “Primeiro, cortei o jantar. Depois, parei de almoçar e eliminei massas e doces. Por dia, comia um pão francês ou três biscoitos água e sal, um a cada refeição. Em seguida, passei a saltar um dia em jejum e outro comendo. Para me distrair e não lembrar da fome, bebia litros de água e arranjava um monte de coisas para fazer – varria a casa, lavava a louça, ia estudar na casa de uma amiga”, conta. “Podia ter morrido”, admite Talita, que hoje é exemplo de geração saúde, dando aulas em duas academias de ginástica.

Linguagem do corpo
Bailarina mineira exercita mente e músculos, em busca de uma vida saudável e plena

Beto Novaes/EM
Gabriela Junqueira percorreu o mundo com o Grupo Corpo e não abre mão de seus sonhos e dos cuidados com a alimentação, pois nunca fica mais de três horas sem comer
Com os ombros cobertos por esparadrapos, devido aos ensaios do novo espetáculo do Grupo Corpo, ainda sem nome, mas com músicas de Lenine, a bailarina Gabriela Junqueira, de 22 anos, é magérrima: 1,63m de altura para 47 quilos, mantidos com rigorosa disciplina e alimentação orientada pela mãe Valéria, a maior de todas as suas fãs, e por uma nutricionista, que recomenda um mínimo de seis refeições por dia.

Antes de sair para o ensaio da companhia de dança, na Avenida Bandeirantes, na região Centro-Sul de BH, ela toma um copo de vitaminas de frutas. De 9h às 10h30, ela faz aula de balé clássico e no intervalo até o ensaio, que começa às 11h, ela come uma salada verde e uma barrinha de cereais. As três da tarde, quando terminam os ensaios, almoça normalmente, arroz, feijão, verduras e carne branca.

Gabriela cuida muito bem do corpo, que é o seu instrumento de trabalho. “Mais do que artista, o bailarino é um atleta que precisa de força e condicionamento físico”. Como só volta para casa tarde da noite, depois de dar aulas de dança para adolescentes de 13 a 18 anos, na Igreja Batista Central, no Bairro Luxemburgo, Gabriela refaz as energias com um lanche de pão, suco e mais uma barrinha de cereais. Não fica mais de três horas sem comer. “A única vez que eu quase morri de fome, foi na Ásia, em viagem com o grupo para apresentação dos espetáculos Parabelo e Lecuona, porque não gostei da comida deles, mas acabei encontrando um restaurante italiano e, então, me esbaldei.”

Gabriela sempre soube o que quis desde que começou com aulas de balé, aos 8, no Núcleo Artístico, dirigido por Marjorie Quest. “Na época em que todas as minhas amigas estavam tentando vestibular, eu tive que escolher: vestibular ou investir na dança. Optei pela dança, mas sempre sonhando em fazer parte do Grupo Corpo”.

Aos 16 anos já estava pronta, mas não ouviu os conselhos de grandes coreógrafos, para que tentasse audições em companhias de dança nacionais, em São Paulo, Bahia e Goiás. Quanto mais falavam, Gabriela, se agarrava com mais firmeza ao seu sonho: fazer parte do Grupo Corpo. A oportunidade surgiu em 2005. Ela estava com 19 anos, quando fez a audição, e um ano depois integrava a companhia mineira de dança, “graças à mãe e à avó, minhas duas maiores incentivadoras”. Ela, inclusive, diz que a avó, de 77 anos, faz pilates, hidroginástica, musculação, e é apaixonada pelo Corpo desde o espetáculo Maria, Maria.

Com 22 anos, Gabriela conhece boa parte do mundo com a companhia de dança. Já esteve na França, Estados Unidos, Espanha, Canadá, Áustria, Luxemburgo, Alemanha, Islândia, Cingapura, Macau, Hong Kong, Argentina, Uruguai. Assim como as modelos, ela abriu fronteiras com a linguagem do corpo. Gabriela exibe sua forma, nos vários cartazes de estréia nos palcos internacionais, impressos em vários idiomas.

Para ela, a dança é um prazer, mas, em primeiro lugar, está “a minha família, que é um exemplo de união, e também a religião. Batista, Gabriela sempre consulta a bíblia nos momentos de aflição e angústia. Ou conversa com os pais, por telefone, mesmo que esteja do outro lado do mundo. “O que me segura é a minha fé e também a força para enfrentar desafios. Dou o máximo, o melhor de mim em tudo que faço”.

O que mais irrita Gabriela é o egoísmo das pessoas. É por isso que ela sonha em criar uma fundação de artes, com dança, música, para crianças e adolescentes. Conta com a ajuda do namorado Samyr, de 25, cúmplice no sonho e parceiro na vida.

Gabriela confessa que raramente vê televisão, porque não tem muito tempo disponível. Prefiro ler jornais, revistas e livros. No momento, está lendo Liderança corajosa, de Bill Hybes, e acha que: “Beleza é a interior, de caráter; a física é de quem tem saúde e brilho nos olhos”.

"Beleza é a interior, de caráter; a física é de quem tem saúde e brilho nos olhos" - Gabriela Junqueira
www.uai.com.br/estadodeminas

Monday, February 26, 2007

Um retrato sombrio da juventude deste final dos tempos (parte 2)

Estes jovens sem direção e alienados do único caminho, que é Jesus Cristo, só tem um destino certo: a auto estrada do inferno. Quantos vidas foram ceifadas, tanto fisicamente, quanto espiritualmente. Como dizia Salomão: tudo é vaidade e correr atrás do vento.
Jovens sem direção
Com o velocímetro colado nos 260 km/h, eles transformam as ruas em pistas de corrida
Déa Januzzi, Sandra Kiefer e Daniel Camargos
Depois de assistir ao filme Velozes e furiosos, os amigos de “Vinícius”, de 24 anos, bateram um racha dentro do estacionamento do BH Shopping. Eles saíram do cinema empolgados com a realidade dos jovens retratados na tela, com seus carrões turbinados, mulheres bonitas e montanhas de dinheiro. “Sou viciado em velocidade. Correr dá adrenalina, igual a quem pratica escalada ou descida de rapel em cachoeiras. A diferença é que os esportes radicais não põem a vida dos outros em perigo”, afirma Vinícius., que já provocou a perda total de seis carros de luxo, incluindo três Volvos e uma BMW. “Os jovens do meu meio social não aceitam andar atrás de ninguém”, admite ele, que já perdeu nove amigos ao volante e 12 conhecidos.

Nada disso, porém, fez o jovem parar de correr. Ele só decidiu poupar a última das suas sete vidas quando o irmão mais novo quase morreu, no ano passado, ao bater de frente com um caminhão, ao sair tonto de uma balada. “Não seria capaz de conviver com a culpa de ser um mau exemplo para o meu irmão, já que eu o levava para a aula acelerando, de manhã bem cedinho”, conta ele, que, mais amadurecido hoje, passou a trabalhar.

Vinícius faz jus ao estereótipo de “filhinho de papai” – mora em apartamento de R$ 1 milhão, no Bairro de Lourdes, usa tênis de R$ 1 mil e nunca deixou de ganhar carros novos do pai, alto empresário mineiro, mesmo depois das batidas em série. Dois de seus amigos andam de Ferrari, com motor nitrado, ou seja, turbinado com nitro, que confere ainda mais potência ao veículo. Gosta de carros desde os 7 anos e aprendeu com o pai os macetes de dirigir em alta velocidade.
As noitadas regadas a adrenalina e álcool já mataram jovens demais no Brasil. Em novembro de 2006, seis adolescentes saíam de uma festa de 15 anos no Mix Garden, em Nova Lima, às 5h30 da manhã, quando o carro rodou na pista e bateu em uma árvore na BR-040. Três jovens entre 16 e 17 anos morreram na hora. Episódio parecido ocorreu em setembro do mesmo ano, no Rio de Janeiro, causando comoção nacional. Cinco jovens de classe média alta perderam a vida ao bater o carro contra uma árvore na Lagoa Rodrigo de Freitas, ao sair de uma boate, por volta das 5h da manhã. Um estudante de 19 anos dirigia o Honda Civic, que ficou completamente destruído, matando a namorada, de 17, e três amigos do casal.

Além de enfiar o pé no acelerador, muitos jovens se tornam algozes de outros jovens, que traçam projetos de vida diferentes, mas têm a infelicidade de cruzar o mesmo caminho. Foi o que ocorreu com a médica Flávia Costa Pereira, então com 26 anos, casamento marcado para daí a quatro meses. Na manhã do domingo de 25 de abril de 1999, ela saiu de casa cedo, antes das 6h, pronta para assumir o plantão no Hospital Odilon Behrens. No cruzamento da Avenida Pedro II, o carro da jovem foi violentamente atingido por uma BMW, conduzida por Thiago Gomide, na época com 23 anos, que voltava de uma festa e, segundo os autos, avançou o sinal vermelho em alta velocidade, e estava bêbado.

Primeiro caso no país de condenação pelo novo Código Brasileiro de Trânsito, Thiago recebeu a pena de três anos de prisão em regime semi-aberto, que foi revertido em trabalhos comunitários em um hospital na região do Barreiro. O próprio código, porém, banaliza a vida, ao caracterizar acidentes de trânsito com vítimas fatais como homicídio culposo (sem intenção de matar). Em outras palavras, equivale a dizer que uma pessoa embriagada e que decide dirigir em alta velocidade não teve a intenção de matar.

“Naquele dia, acabou uma vida. Mas muita coisa boa começou a ser construída por intermédio da Flávia”, diz a pedagoga Maria Beatriz Costa Pereira, mãe da jovem. Quatro semanas depois de perder a filha no acidente de trânsito, ela criou o projeto “Viva e deixe viver”. Seis anos depois, perdeu a conta das escolas onde já deu palestras, alertando sobre o risco de misturar álcool e direção. Nas palestras, ela tenta resgatar a auto-estima dos jovens. “Eles estão perdidos, alienados, egoístas e consumistas. Têm de tudo em termos materiais, mas não são felizes. Os valores estão adormecidos dentro dos jovens; até o mais politizado, que saía para as ruas em passeatas, adormeceu. É preciso que os pais e os professores acordem o quanto antes”, alerta.

HERÓI ÀS AVESSAS
“João” virou Diabinho há cinco anos, quando terminou a noite – pela segunda vez – na delegacia do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Como da primeira vez, o Diabinho estava no banco do carona atentando o amigo motorista a acelerar além do que a lei, o bom senso e amor à vida permitem. Quando o policial apontou o indicador para que ele se levantasse e assinasse o inquérito, o Diabinho ainda estava zonzo com as quatro garrafas de vinho entornadas com o amigo. Aos 14, já roubava o carro do pai: "Esperava ele dormir ou, então, falava que ia lavar o carro e dar uma volta no bairro". Amparado por desculpas do gênero, disputava pequenos rachas, abusava dos cavalos-de-pau, até o dia que estourou um pneu no meio-fio e atiçou a desconfiança paterna. O pai, aliás, está na gênese da paixão de João pelo perigo. Antigo proprietário de uma boate situada em região afamada por disputa de pegas, sempre teve carro com motorzão: “Quando passava lá em frente, ele dava uma acelerada e contava as histórias", lembra, como se justificasse a imprudência no sangue.

A filosofia da velocidade
Vinícius, 24 anos

Infância
Quando eu tinha 7 anos de idade, meu pai assinou para mim a revista “4Rodas”, que eu gostava de folhear. Até os 15 anos, sempre ganhava carros de presente da minha avó, e, aos 12 anos, aprendi a dirigir.

Ídolo
Meu pai e o Schumacher, que, apesar de ter se aposentado, provou que é um grande piloto na última prova dele, em Interlagos.

Ensinamento
Meu pai me ensinou a gostar de carro, a fazer uma curva em alta velocidade sem derrapar. Sei que ele quis me ensinar mais por medida de segurança, para eu não passar aperto. O resto eu fui aprendendo sozinho, olhando o braço dele no volante, o jeito que ele põe o pé no acelerador.
Política
Política e nada é a mesma coisa.

Sonho
Meu sonho é simples – ser feliz e ter amigos. Minha vida tem muita coisa boa, pelo tanto de vezes que eu já pisei na bola.

Status
O que dá status hoje nem é tanto a marca do carro, mas a motorização. Os caras melhoram o veículo com turbinas de caminhão e colocam nitro (óxido nitroso), que aumenta a potência do motor de 20 cavalos para até 200 cavalos. Locais preferidos para os pegas: Seis Pistas, entorno do Mineirão e Via Expressa.

Conselho
Não daria conselho algum para um cara de 17, 18 anos que está começando a correr, porque sei que não adianta. Vou ser voto vencido. Só parei de correr no ano passado, quando o meu irmão mais novo quase morreu ao bater contra um caminhão, a 160 km/h, voltando tonto de uma boate.

Perigo nas pistas
De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em 2004, 44% dos condutores envolvidos em acidentes com vítimas tinham menos de 29 anos. Em 2005,esse percentual subiu para 46%, sendo que 3,4% tinham menos de 18 anos. A grandiosidade dos números levou o Denatran a eleger o jovem como alvo de suas campanhas educativas. Todos os órgãos que compõem o Sistema Nacional de Trânsito desenvolverão diversas ações educativas, no decorrer deste ano, em especial, durante a Semana Nacional de Trânsito, em setembro.

Sunday, February 25, 2007

Israel negocia com EUA ataque ao Irã

Israel negocia com EUA ataque ao Irã
Jornal britânico afirma que estratégia de ofensiva contra a República Islâmica teria Iraque como base de operação
Torsten Blackwood/AFP
Vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, não descarta a opção militar para deter programa nuclear do Irã

Londres – O jornal britânico Daily Telegraph publicou uma reportagem em que afirma que Israel está negociando com os EUA para utilizar o espaço aéreo do Iraque caso decida bombardear instalações nucleares iranianas. O diário cita fontes militares israelenses. "Estamos nos preparando para todas as eventualidades e resolvendo questões cruciais como essa do acesso ao espaço aéreo", teria dito ao jornal uma autoridade israelense, sob condição de anonimato. "Se não planejássemos tudo agora, poderíamos ter uma situação na qual aviões israelenses e norte-americanos começariam a atacar uns aos outros".

O vice-ministro da Defesa israelense, Ephraim Sneh, negou as informações sobre um eventual ataque ao Irã dizendo que elas "não têm nenhum embasamento". "Aqueles que não querem adotar medidas políticas, diplomáticas e econômicas contra Teerã estão tentando mudar o foco das atenções com essas histórias sobre uma suposta missão israelense", afirmou Sneh. "A comunidade internacional deveria se concentrar agora em impor sanções econômicas contra o governo iraniano por ele ter desafiado uma resolução do Conselho de Segurança (CS) da ONU."

O Irã alega que seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas Israel, os EUA e boa parte da comunidade internacional suspeitam que o país queira produzir armas atômicas. Um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), divulgado na quinta-feira, diz que Teerã acelerou seu projeto para produzir urânio enriquecido, em vez de paralisá-lo, como o CS exigia, o que abriu espaço para que sejam adotadas sanções mais duras contra o país.

AMEAÇA
O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, voltou a alertar o Irã, durante visita à Austrália, que todas as opções permanecem sobre a mesa se o país continuar a desafiar os esforços liderados por Washington para suspender o programa nuclear iraniano. Numa coletiva de imprensa com o primeiro-ministro australiano, John Howard, Cheney disse ainda que Washington se sente à vontade com a decisão da Grã-Bretanha de retirar tropas do Iraque e que só depende da Austrália seguir o mesmo caminho.

Cheney afirmou ainda que os EUA estão profundamente preocupados com as atividades no Irã, incluindo o agressivo patrocínio do grupo terrorista Hezbollah e declarações provocadoras do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

Altos funcionários do governo norte-americano estão para se reunir com aliados europeus, segundo Cheney, para discutir a possibilidade de impor fortes sanções contra o Irã caso o país continue a enriquecer urânio. "Trabalhamos com a União Européia e a ONU para definir uma série de políticas na tentativa de persuadir os iranianos a desistir de suas aspirações e resolver o problema pacificamente, e esta continua sendo a nossa preferência," disse Cheney. "Mas eu já disse, assim como disse o presidente (George W. Bush), que todas as opções estão sobre a mesa," acrescentou, deixando aberta a possibilidade de ação militar.

Um retrato sombrio da juventude deste final dos tempos

O triste retrato de nossa juventude mostra o quanto este mundo caminha para pior. Que o Senhor Jesus possa alcançar a vida de muitos jovens como os descritos nesta série de reportagens, porque o tempo se finda.

" Buscai ao Senhor Jesus enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto".

Isaías 55.6

Atitudes de alguns jovens assustam pais e amedrontam a sociedade
12:40
Jovens das classes média e alta vivem hoje uma crise de família, de identidade, de valores, de ideologia, de fé e de esperança. Mas especialistas apontam caminhos
(Déa Januzzi /Estado de Minas)
(Sandra Kiefer/Estado de Minas)


Com Daniel Camargos
Eles não são melhores nem piores do que os de outras gerações. Mas não é de hoje que os jovens têm assustado os pais, a sociedade e os educadores. Nos últimos 10 anos, a história que mais chocou o país foi a do índio Galdino, queimado vivo por cinco filhos da classe média alta de Brasília (DF). As atrocidades não pararam aí. Nem dá para enumerar os crimes envolvendo jovens privilegiados socialmente, que passaram a ser algemados e trancados dentro de penitenciárias.


Aos 19 anos, Suzane von Richthofen, uma jovem rica, loura, de olhos amendoados, ajudou a planejar o assassinato dos próprios pais. Foi ela mesma que abriu a porta da casa da família, no Brooklin, zona Sul de São Paulo, para que os dois criminosos entrassem e matassem seus pais a pauladas.


Não dá para omitir que jovens bêbados saem pelas ruas e avenidas das grandes cidades dirigindo em alta velocidade e ao encontro da morte. Quando não matam quem ousa passar no seu caminho, naquele momento impróprio.


Sem falar dos pegas. Viciado em velocidade e em carros turbinados com nitrogênio, Vinícius, de 24 anos, confessa que correr dá adrenalina, igual a quem pratica escalada ou descida de rapel em cachoeiras. A diferença é que os esportes radicais não põem a vida dos outros em perigo. Com o ponteiro colado nos 260 km/h , ele já provocou a perda total de seis carros de luxo, incluindo três Volvos e uma BMW. Além de perder nove amigos e 12 conhecidos ao volante.


Muitos pais não conseguem mais pregar os olhos depois que os filhos decidiram tirar a própria vida. O estilista Renato Loureiro, de 62 anos, por exemplo, vive atormentado com o que ocorreu com seu único filho, de 19, que pulou de um prédio em Miami, nos Estados Unidos, para onde embarcou como guia de uma viagem sem volta.


No enterro de um outro jovem, de 25 anos, que se enforcou dentro do próprio quarto, o desespero da mãe era feito de medo, culpa e sentimentos dolorosos. Quase à beira da loucura por ter perdido o seu único filho, por quem fez de tudo, a mãe viu o caixão descer no túmulo frio e solitário, coberto por flores, orações e um amor incondicional, e sob o olhar perdido de uma multidão de amigos, todos jovens. Até hoje, ela chora sem parar, buscando explicações, principalmente depois de saber que o filho tinha a pretensão de tatuar o rosto dela nas costas. "Por quê, por quê?", perguntavam-se mãe, familiares, amigos e conhecidos.


A autodestruição tem várias faces. Uma delas é a anorexia, doença da globalização, que virou pesadelo para mães como a da modelo paulista Ana Carolina Reston, de 21anos. Só depois de morrer de fome – pesando 40 quilos e com 1,74m de altura – ela realizou a façanha de ser capa de revistas nacionais.


No Bairro Jaraguá, na Pampulha, a mãe de R., de 19 anos, não tem mais paz desde que o filho foi pego em flagrante e autuado por tráfico de LSD, junto com o amigo carioca P., que desembarcava na rodoviária de Belo Horizonte, para passar o carnaval no Serro, região Central de Minas. "Por que os filhos não ouvem os pais?", também se pergunta a mãe de R. Ela só terá autorização para ver o filho daqui a 30 dias, pois ele está incomunicável numa cadeia em Belo Horizonte.


Sem ideologia, fé, identidade, limites, modelos a seguir, muitos jovens estão abraçando projetos de morte, com o uso abusivo de drogas e bebidas, além dos pegas, assaltos, tráfico e crimes. A partir de hoje, o Estado de Minas mostra, na série de reportagens Geração aflita, que os próprios jovens se definem como individualistas, pois não têm grandes participações sociais ou interesses políticos, como Anne Paul, uma jovem de 26 anos, que nas últimas eleições anulou o voto: "Não gosto de política", confessa.


Segundo dados da pesquisa "Este jovem brasileiro", idealizada pelo psiquiatra Jairo Bouer, em parceria com o Portal Educacional, prevalece "o interesse próprio, o prazer imediato e o consumismo". Mas ainda há esperança, dizem pais, especialistas e outros jovens que estão trilhando caminhos diferentes.

Juventude faz discurso eticamente correto, mas, na prática, age de forma diferente
(Déa Januzzi /Estado de Minas)
(Sandra Kiefer/Estado de Minas)
Anne Paul freqüenta os bares da região da Savassi, tem 70% do corpo tatuado, se veste de preto dos pés à cabeça e usa vários piercings

O antebraço de Ana Paula Prado é um inferno. Na definição dela é o subsolo do cemitério, onde moram um capeta e seu inseparável tridente, diversos vermes e algumas rosas negras. As rosas ligam o antebraço ao braço e compõem um quadro tenebroso, em que se ressalta uma figura cadavérica. "É uma morta viva cercada por imagens abstratas e que expressam melancolia", explica a moça, de 26 anos. A descrição das tatuagens que se espalham pelo corpo de Ana Paula, ou Anne Paul, como é conhecida, seria suficiente para ocupar páginas e páginas de histórias, garantindo a ela a láurea de a mulher mais tatuada de Minas Gerais, com 70% da pele tomada por figuras negras, roxas e vermelhas. Há oito anos, a filha de pais católicos fervorosos do Bairro Califórnia, na região Noroeste, se empenha em exibir aquilo que ela acredita ser: "Arte, cultura e determinação".


Anne Paul senta-se à mesa do bar, na Rua Antônio de Albuquerque, na noite de chuva intermitente de uma quinta-feira. O lugar ostenta em seu cardápio o slogan de ter "a maior variedade de grelhados da Savassi". O que não se propaga é que ali há também um cenário vasto da "fauna jovem da cidade". Eclético e sedento, pois segundo o proprietário do bar, em uma noite de véspera de feriado, são vendidas entre 12 e 16 caixas de cerveja, algo que vai de 172 a 230 litros de bebida.


Na mesma mesa da turma de Anne Paul, uma moça com o cabelo tingido de ruivo e usando óculos de "a mais inteligente da turma" conta, clamando atenção, a história de seu pai, que já capotou o carro três vezes. Destaca que, em duas oportunidades, seu pai provocou perda total e que em outra acertou um ciclista em Lagoa Santa. "Tirou a foto do carro todo estraçalhado", diz, já rindo, antes de completar: "Meu pai é foda".


É 0h20 de sexta-feira e Anne Paul explica que o símbolo que traz na blusa preta – da mesma cor da saia, bolsa, coturno, sombra nos olhos e tinta do cabelo – é um pentagrama. "Eu me baseio nele para viver. Representa os cinco elementos da Terra e me ajuda a saber o que é certo e errado", comenta. Errado, ela esclarece, são as drogas e o álcool. Mas, enquanto toma um gole de cerveja, acrescenta que faz uso de entorpecentes. Porém, ressalta, com moderação. "A droga está em todo lugar", professa, com o dedo indicador balançando.


Anne mora com os pais e com a filha, de 4 anos. Considera-se jovem, mas acredita que a maior dificuldade de seus iguais é encontrar um emprego. Aos 18, quando fez a primeira tatuagem (uma tribal na nuca, já sobreposta) começou a trabalhar com body peircing, fazendo no corpo dos outros aquilo que mais admira. Além do emprego, arrumou um desgosto profundo para seus pais, que nunca viram "a arte" com olhos bentos.

"Quando tatuei na frente do pescoço o nome da minha filha, ao lado de um demônio, meus pais quase me deserdaram", Anne Paul Ela quer se mostrar forte, mas confessa que, quando tatuou na frente do pescoço o nome da filha, ao lado de um demônio, os pais “quase a deserdaram”. No rosto estão quatro piercings, mais um na língua e outro na gengiva, acima dos dentes da frente. Há também piercings nos dois mamilos e um no clitóris. As unhas são “garras de gata que fazem um estrago” e pintadas com esmalte preto. A predileção pelo preto é justificada porque concentra todas as cores: “É completa”.


POSTURA Heterossexual, não recusa experiências. Na última eleição anulou o voto, pois não tinha opinião formada e também não gosta de política. Considera-se uma católica atéia e do futebol só admira a torcida Galo Metal, do Atlético. Eclética, freqüenta os bares da Savassi e aceita convites para comer uma pizza na região da Lagoa da Pampulha ou interagir em encontros de motoqueiros no Bairro Eldorado, em Contagem. “Só não gosto de música da Bahia”, afirma.
Lembra com saudade dos tempos do Colégio Estadual Central, quando “aprontou demais” e revela que está solteira, depois de ficar “juntada” com o pai de sua filha por três anos. Aos críticos, tem um recado na ponta da língua (e que não tropeça no piercing): “Sou um ser humano como qualquer outro”.


O relógio marca 1h45. Na porta da boate A Obra, que é um pedaço de uma garagem de um edifício da Rua Rio Grande do Norte, no Bairro Funcionários, o movimento é contínuo. É noite do “Rock and Roll Radio Explosion”, com três DJs, que se revezam até o dia clarear. Do outro lado da rua, dois rapazes fumam um cigarro de maconha e o cheiro penetra denso no ar até a porta.
De dentro da boate escapa um rock. É My generation, do The Who. Quem compreende o inglês pode gritar e dançar no porão abafado da boate e sorver a letra escrita por Pete Towshend, há 41 anos: “Por que vocês todos não desaparecem/ E não tentam entender o que nós dizemos/ Eu não estou tentando causar uma grande sensação/ Só estou falando sobre a minha geração”.



Na transição para o mundo adulto, jovens precisam de identidade e projeto de vida
12:56
(Déa Januzzi /Estado de Minas)
(Sandra Kiefer/Estado de Minas)
Jovens sempre vibram, como nos shows do fat boy Slim,uma oportunidade de extravasar emoções


A crueza e imensidão do levantamento sobre suicídio de jovens entre 15 e 24 anos, elaborado pelo Núcleo de Intervenção em Crise e Prevenção do Suicídio, do Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de Brasília (UnB), se contrapõem a uma tarefa árdua, pois é praticamente impossível prever o ato. As principais causas da mortalidade são, nesta ordem: acidentes, assassinatos e suicídios, segundo o coordenador dos trabalhos, Marcelo Tavares, doutor em psicologia clínica.


Tavares explica que a maioria das doenças possibilita uma profilaxia, mas que a complexidade de desenvolver um trabalho sobre o tema é grande. "Se sabemos que 38% dos sucidas são depressivos, temos que cuidar deles. Mas também sabemos que 90% dos depressivos não se matam." A depressão, segundo o psicólogo, é um dos principais fatores, mas jovens submissos ou agressivos também requerem cuidados.


O que faz do jovem vítima de si mesmo é a sensação de que não adianta construir. "Ele vive em um meio que prega a gratificação imediata", avalia. Muitos partem para o que ele define como "identidade de aluguel", se valendo de escapes como a internet, que não exigem o uso do nome verdadeiro, do sexo ou da idade. "O jovem procura espaços em que ele não se revela verdadeiramente. Vi na televisão uma moça falando que ficou com um cara na boate e não sabia o nome dele. Quando a amiga perguntou, ela respondeu que não poderia ter essa intimidade", aponta Tavares.


Para o consultor do Instituto Ayrton Senna, o pedagogo mineiro Antônio Carlos Gomes da Costa, os jovens de hoje estão procurando a morte todos os dias, pois estão bebendo muito, consumindo drogas em excesso, participando de pegas. "É uma geração perplexa, percebe-se que os jovens estão devendo algo. A ausência de projetos de vida não deixa apenas um vazio, mas gera um projeto de morte. E aí vem toda essa adrenalina, essa angústia, essa busca do imediato, das sensações, da intensidade", observa o especialista, que foi consultor do Unicef, da ONU, em Genebra (Suíça). Ele cita a socióloga argentina Cláudia Jacinto, que disse que para fazer a transição para o mundo adulto, a juventude precisa construir identidade e projeto. "O jovem precisa saber o que veio fazer no mundo, qual a sua profissão, a pessoa da sua vida, religião, posição política. Quando não fazem essas escolhas fundamentais, eles ficam no limbo."


A angústia da modernidade contribui para mudar os valores dos jovens. "Não há condição de a pessoa pensar quem ela é ou estabelecer relações estáveis. Hoje, as pessoas não vivem para ser, mas para ter. Vivemos em uma sociedade de consumo", reflete.


O dilema, segundo Marcelos Tavares, é que os jovens nem sabem que sofrem com isso. Todos estão angustiados. A diferença é que alguns sabem lidar com esse sentimento, outros não, e há aqueles que não querem nem ouvir falar. "Nossa cultura não ensina a lidar com emoções. Se o menino sente vergonha ou culpa, o pai chama de 'maricas' ou logo diz que ele 'tem tudo para ser feliz'", frisa. Ele lembra que é dever da família escutar aquele que sofre. "Ouvir é levar a sério." Ele compara um jovem com problemas de auto-estima que faz terapia com outro que não recebe ajuda: "É como a rota de um foguete. Corrigi-la em um centésimo de grau é essencial".


Antônio Carlos também ressalta a importância da família. Para ele, o fato de os pais pagarem colégio, inglês, judô, natação e uma série de atividades não significa que eles estejam presentes na vida do filho. "Estar perto não significa estar presente. Essa ausência da presença gera uma solidão exacerbada na vida do jovem", considera. A melhor forma de exercer uma influência construtiva sobre um jovem ainda é dar o exemplo.


Pais estão perplexos diante do vazio interior que leva filhos a atitudes extremas
12:48
(Déa Januzzi /Estado de Minas)
(Sandra Kiefer/Estado de Minas)
"Você sabe como são os filhos. A gente fala, insiste, aconselha, mas eles acabam fazendo do jeito que querem", Renato Loureiro

Um entrou para o quarto da própria casa e se enforcou. A outra jogou-se com o carro zero quilômetro no abismo. O terceiro pulou de cima da ponte, que tem o nome do avô, na Região Metropolitana de BH. Todos jovens, entre 18 e 25 anos, que não conseguiram preservar o maior de todos os bens: a vida. Não encontraram outra saída e deixaram os pais atormentados. A mãe do primeiro não consegue parar de chorar até hoje, um ano e oito meses depois que o filho único tomou a drástica decisão. Não consegue dar entrevistas. Virou uma espécie de morta-viva, que anda de um lado para o outro desde agosto de 2005. Nem pensa em tornar pública a sua dor. A mãe da jovem de 19 anos também não quer falar. Está muda há um ano, desde março de 2006. Ela, o marido e a outra filha, de 23 anos, não compreendem até hoje o que ocorreu, pois tudo parecia estar bem. A terceira mãe vive hoje à base de calmantes. Dorme a tarde toda, para fugir da realidade cruel de que o filho foi embora, para nunca mais voltar, justamente no Dia das Mães, naquele ano de 2005.


Entre os pais que passaram pela dor de perder um filho em circunstâncias trágicas, está o estilista mineiro Renato Loureiro (foto), de 62 anos, o único a se abrir. "Não me interessa saber se ele se jogou ou se caiu. O fato é que o meu filho está morto." Mas a morte de Guilherme, em julho de 2005, aos 19 anos, veio alinhavar a história de uma tragédia pessoal, que começou com a separação conjugal, depois de 22 anos de relacionamento. Um pouco antes de a ex-mulher anunciar que ia sair de casa, Renato acabara de passar por um outro golpe, com o fechamento da confecção de moda e muitos prejuízos.


Ainda sentindo o gosto amargo do divórcio e da crise financeira, pediu ao filho que não fosse para os Estados Unidos. "Mas você sabe como são os filhos. A gente fala, insiste, aconselha, mas eles acabam fazendo do jeito que querem." Guilherme foi, mas ligava quase todos os dias, para dizer que estava tudo bem, que no dia seguinte estaria em Belo Horizonte e que tinha comprado muitos presentes para todos. Já estava à espera dele, quando chegou a notícia da morte. "Foi um soco na boca do estômago, fiquei tonto", desabafa Renato.


Das providências para trazer o corpo de volta, ao enterro e à tentativa de se reerguer no meio do caos, Renato Loureiro ainda teve que ouvir comentários de que o filho pulou porque estava drogado. "Por favor", clama o pai, "diga que não havia droga nenhuma na história do meu filho, que ele teve uma crise em Miami, depois de ver que um dos meninos do grupo, do qual era guia, se perdeu dentro do shopping. Preocupado e se sentindo responsável, saiu à procura do menino, de apenas 14 anos, e também ficou sem rumo e sem comunicação, porque a bateria do walk talk acabou".


A família já viu milhares de vezes o filme gravado pelas câmaras do shopping de Miami, até o momento em que Guilherme sai na direção contrária à entrada do prédio. "Desorientado com o desaparecimento do menino do grupo, ele entrou num prédio em construção, subiu até o alto, onde tirou a camisa, deixou a mochila com tudo, e desceu ao 4º andar, até que anoiteceu. Depois de uma longa espera, os outros guias resolveram retornar ao hotel, pois era o último dia de excursão em Miami. Eles, porém, não se preocuparam tanto, porque Guilherme sabia falar inglês fluentemente, um dos requisitos exigidos pela agência de turismo que o contratou para a excursão."


No dia seguinte, a polícia norte-americana encontrou o corpo de Guilherme, sem concluir a investigação sobre as causas. Para Renato Loureiro, porém, foi uma fatalidade. "Não sei se ele caiu ou se pulou", repete, como se fosse um mantra. "Apenas sei que ele estava fora do seu território, desorientado e sem o apoio da família."


Estilhaços
Quase dois anos depois, Renato Loureiro sente muita saudade do filho, que estava em uma de suas melhores fases. "Guilherme era muito bonito, tinha 1,85m, corpo malhado, fazia administração na PUC Minas e estava empregado." Morador do Bairro de Lourdes, tinha carro e estava sempre rodeado de meninas lindas, além de ser carinhoso. "Éramos superamigos. Quando chegava em casa, ele deitava no meu colo e contava as coisas que tinham acontecido com ele durante o dia."


Como pai, esteve presente em todos os momentos da vida do filho. Seis meses antes da viagem para Miami, "Guilherme ficou sem rumo, desorientado, andando da minha casa para a da mãe, colocando e tirando tudo da mochila. Até que o levei a um psiquiatra, que deu o diagnóstico de que Guilherme era portador de transtorno bipolar, uma doença com episódios de euforia e depressão. Em tratamento, ele estava muito bem medicado e fazendo terapia, mas foi para um país estranho, sem a família, apesar dos avisos. Sem referências, ele pode ter tido uma crise quando saiu procurando o menino que se perdera no shopping".


Renato Loureiro hoje vive sozinho. Recuperou-se da crise financeira, porque aprendeu que um artista tem que criar e não ser empresário. Vai abrir um ateliê e uma loja. "Minha meta é a dedicação exclusiva ao trabalho. Não pensar em mais nada." O Renato Loureiro estilista sobreviveu. Está partindo para um novo tempo, mesmo que estilhaçado. "Sei que posso colar um por um (os pedaços), mas nunca mais ficarei inteiro. Nunca mais serei o mesmo."


Vício
13:06
(Estado de Minas)

Divulgado no fim do mês passado, o "2º Levantamento domiciliar sobre uso de drogas psicotrópicas no Brasil", do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), revela que, entre 2001 e 2005, o número de jovens dependentes entre 18 e 24 anos subiu de 23,7% para 27,4%. O número de adolescentes entre 12 e 17 anos envolvidos com álcool passou de 5,2% para 7% no período. O vício é geral e quando eliminado o corte por faixa etária, considerando os 7.939 entrevistados de 12 a 65 anos, 22,8% usaram drogas – exceto álcool e tabaco – pelo menos uma vez. Em 2001 eram 15,4%. O consumo de maconha subiu de 6,9% para 8,8%, de cocaína de 2,3% para 2,9% e de estimulantes de 1,5% para 3,2% no intervalo de quatro anos.


Alerta
13:05
(Estado de Minas)

• Um em cada três jovens já pensou em se matar
• Um em cada 10 fez uma tentativa
• Dois grupos de suicidas são identificados
• Um, motivado por sofrimento grave, envolvendo depressão. Maioria de mulheres vítimas de violência, abusos físicos ou sexuais
• Outro, por decisões com base em uma dor profunda, de momento. Homens se matam com armas de fogo e tomam decisões poucos minutos antes


Saiba mais
13:02
(Estado de Minas)

1800 a 1900
Com a Revolução Industrial, os jovens deixaram o campo e foram viver próximos uns dos outros nas cidades. Feiras, mercados e festas religiosas passaram a ser pontos de encontro, locais onde os jovens se reuniam e namoravam. Com a industrialização na Inglaterra, formaram-se distritos industriais, como os de Liverpool, onde os Beatles viveriam anos depois. No Brasil, as vilas de São Paulo também nasceram com a Revolução Industrial.


1900 a 1945
As lutas de classe trazem idéias socialistas e com elas as leis que restringem o trabalho até os 15 anos de idade. O tempo livre intensificou o relacionamento entre os pares. O surgimento da iluminação a gás e depois da eletricidade revelou a noite, com suas cores e luzes. O tempo e energia eram gastos à noite e, com isso, surgiram as gangues , a gravidez fora de hora, o uso de drogas e o posicionamento do jovem não mais como solução, mas como problema.


1945 a 1968
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, nasce nos Estados Unidos o movimento beat. A juventude passou a se guiar, no melhor estilo on the road, com o pé na estrada, doses de Jack Daniels e notas de jazz fazendo a cabeça. Os beatniks moldaram as gerações seguintes e assistiram o nascimento do rock and roll, além de darem os primeiros movimentos para a "reforma" sexual que viria. Por tudo isso foram chamados de "geração perdida" .


1968 a 1980
Em maio de 1968, com as manifestações em Paris, a juventude se divide: de um lado, os engajados, que queriam tomar o poder e organizam-se em movimentos estudantis e milícias armadas. Do outro, os hippies, preocupados em revolucionar os costumes, as relações sexuais, a família e experimentar de tudo: do budismo à macrobiótica, passando pela astrologia, naturismo e o desbunde escancarado. Surgem os rebeldes que lutam por uma ideologia


1980 a 2000
A frase de John Lennon "The dream is over" (O sonho acabou), gravada na música God, de 1970, vaticina o contexto social. Ao se referir ao fim dos Beatles, ele retrata com fidelidade a derrocada das duas correntes de mudança. Os militantes perderam os combates, e os hippies foram para as vitrines, gravando músicas e vendo suas batas em shopping. Do fim do sonho vieram inúmeras correntes: hip hop, funk, skinheads e outras tribos, retratando a falta de um projeto.


2000 em diante
O jovem atual é acusado de ser consumista, hedonista, imediatista e relativista, pois não adere a nenhum partido e a nenhuma religião. Mas ele não se deixa manipular pelo estado, partidos políticos nem pelas igrejas. Está meio perdido e se recusa a seguir os mesmos caminhos de gerações passadas. Não encontrou ainda o próprio caminho, não surgiu um líder genial entre eles. Porém, sabe muito bem o que não quer.


Como tudo começou
12:54
(Estado de Minas)

Todos os deuses da mitologia greco-romana são especializados. Jove, Zeus ou Júpiter, o deus dos deuses, porém, é o único generalista, que não se especializou em nada. A acusação de Catão, político romano, era de que os "jovens se julgam parecidos com Jove", pois não têm nenhuma especialidade. Em vez de acharem o termo pejorativo, eles gostaram e começaram a adotar o título de jovem, que é aquele que não fez três escolhas na vida. Não escolheu a profissão e, portanto, está aberto a todas. Não escolheu a pessoa com quem terá filhos, portanto, está livre para ter filhos com todos os homens e mulheres. Não escolheu a causa da sua vida – se será comunista, socialista, capitalista. Juventude é isso. É ser disponível, estar aberto aos ideais políticos, à escolha afetiva e profissional.





Friday, February 23, 2007

Guerras e rumores de guerras: o Oriente Médio sob tensão

Relatório abre caminho para isolamento do Irã
Documento da Agência Internacional de Energia Atômica afirma que Teerã descumpriu prazo dado pela ONU para suspender enriquecimento de urânio e sanções podem aumentar
Raheb Homavandi/Reuters

Viena – A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão das Nações Unidas, divulgou ontem o relatório sobre as atividades nucleares do Irã e abriu caminho para ações que podem isolar a República Islâmica. O documento diz que o Irã não deixou de enriquecer urânio até o dia 21, como havia exigido o Conselho de Segurança da ONU, o que pode acarretar novas sanções ao país.
Segundo o relatório, o Irã instalou duas redes de 164 centrífugas em sua fábrica subterrânea de urânio enriquecido em Natanz, e que duas outras redes estão perto de serem concluídas. Isso, diz a agência, indica um esforço de enriquecer urânio em escala industrial. O Ocidente teme que o combustível atômico seja parte do desenvolvimento de armas. O governo iraniano garante que seu programa nuclear é voltado apenas para a geração de eletricidade com fins pacíficos.
Ao ignorar o prazo, Teerã reafirmou sua rejeição a uma oferta de benefícios comerciais feita em meados de 2006 por seis potências mundiais, caso o país abandonasse as atividades de enriquecimento nuclear. O Conselho de Segurança da ONU impôs em 23 de dezembro sanções ao programa nuclear iraniano, proibindo principalmente a transferência de tecnologia. A mesma resolução autorizava o Conselho a tomar novas medidas caso o Irã desrespeitasse o prazo. Entre as novas penalidades podem estar a proibição de viagens de autoridades iranianas e restrições a atividades não-nucleares.
Mohammad Saeedi, vice-diretor da Organização de Energia Atômica do Irã, afirmou que “a respeito da suspensão mencionada no relatório, sendo tal demanda sem base legal e contra os tratados internacionais, naturalmente ela não pôde ser aceita por Teerã". Segundo ele, o relatório mostra que a melhor forma de resolver a disputa é voltando às negociações.
O relatório diz que o Irã já colocou na usina de Natanz um contêiner de 8,7 toneladas do gás hexafluorido de urânio (UF6), como preparativo para a alimentação das centrífugas, que purificam o material para seu uso em usinas nucleares ou, se refinado em níveis mais altos, para bombas. O Irã diz à AIEA que pretende manter 3 mil centrífugas, divididas em 18 redes, que entrariam gradualmente em operação até maio. Essas centrífugas serviriam de base para a futura produção de urânio enriquecido em escala industrial, envolvendo cerca de 54 mil máquinas.
O texto diz ainda que o Irã continua muito distante de enriquecer urânio em quantidades necessárias para o uso em usinas. Uma fonte da ONU familiarizada com as operações da AIEA no Irã disse que a quantidade de urânio já produzida é mínima. Analistas dizem que o Irã ainda levaria dez anos para acumular material suficiente para uma bomba atômica.
O relatório não dá respostas significativas a velhas questões da AEIA sobre a natureza do programa nuclear iraniano, como os misteriosos traços de urânio passível de uso em bombas e o suposto envolvimento militar nas pesquisas. O Irã promete repetidamente esclarecer essas questões, mas diplomatas dizem que as informações estão sendo guardadas como fichar para uma eventual barganha.
O governo iraniano, porém, manteve o tom desafiador: "Resistiremos até o final às pressões internacionais. O povo iraniano considera seu direito o acesso à tecnologia nuclear para uso pacífico", disse o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, num discurso para milhares de pessoas na cidade de Talesh, no Norte do país. Em Teerã, mais de 700 iranianos fizeram protestos na frente das embaixadas britânica e francesa em apoio à posição de seu governo na questão nuclear.
Aumenta a tensão nas Colinas de Golã
AFP
Soldados israelenses fazem exercícios militares nas Colinas de Golã, área ocupada por Israel na guerra contra a Síria, em 1967
Jerusalém – Jornais israelenses afirmaram ontem que o Exército da Síria movimentou tropas em direção à fronteira com Israel nas Colinas de Golã. Para o jornal Haaretz, a Síria entrou em uma corrida armamentista com a ajuda do Irã. "Nos últimos tempos, o Exército sírio se reforça em todas as áreas com a ajuda financeira do Irã de uma forma sem precedentes", destaca na primeira página do jornal o correspondente militar Zeev Schiff. Ele acrescenta que a corrida armamentista se concentra sobretudo em mísseis e foguetes de longo alcance.
Anteontem, o Exército israelense executou importantes manobras nas colinas de Golan, com unidades de infantaria blindadas, artilharia e aviação. O ministro israelense da Defesa Amir Peretz afirmou que o exercício não estava vinculado a um eventual conflito. No final de 2006, Peretz desmentiu categoricamente informações divulgadas pela imprensa israelense sobre a eventualidade de uma guerra com a Síria em meados de 2007, após declarações de autoridades sírias sobre uma eventual opção militar para recuperar Golã.
As Colinas de Golã foram conquistadas por Israel durante a guerra de 1967 e anexadas em 1981, mas a comunidade internacional e as Nações Unidas não as reconhecem como território do Estado hebreu. As negociações entre Israel e Síria estão suspensas desde 2000. O governo sírio exige a restituição das Colinas de Golã. Mais de 15 mil israelenses permanecem na região.

Thursday, February 22, 2007

O melancólico balanço do carnaval 2007

Isto é apenas uma amostra grátis dos efeitos nefastos do carnaval em nossa sociedade, no momento em que a libertinagem e a anomia ultrapassam os limites dos dias comuns. Resultado: mais acidentes de trânsito, delitos, homicídios, lares destruídos e muitos contaminados pelo vírus da AIDS o outras DST's, implicando gastos desnecessários do governo com saúde para o tratamento destes irresponsáveis. Satanás ceifou muitas vidas neste feriado, mas Jesus quer nos uma vida abundante e eterna, sem se envolver neste esgoto pútrido libertino.
"O ladrão (satã) veio para roubar, matar e destruir. Eu (Cristo) vim para que tenham vida, e a tenha em abundância."
João 10.10
Salvador tem mais 6 arrastões em ônibus

LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha, em Salvador
Armados com revólveres, punhais e estiletes, cerca de 50 homens promoveram na quarta-feira (21), último dia do Carnaval de Salvador, mais seis arrastões em ônibus.
De quinta-feira às 7h de ontem, houve 59 arrastões em ônibus --três no centro e o restante na periferia. A PM registrou ainda outros 14 assaltos a ônibus da 0h de anteontem às 7h de ontem. Entre assaltos, arrastões e apedrejamentos, mais de 200 ônibus foram alvo de criminosos no Carnaval.
"O aumento no número de assaltos a ônibus durante grandes festas populares é normal, mas arrastão no Carnaval é novidade", disse o presidente do Setps (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador), Horácio Brasil.
Além dos arrastões e assaltos a ônibus, houve 21 homicídios em Salvador no Carnaval --dois dentro dos circuitos da festa-- e sete na região metropolitana.
"Governantes e empresários que ganham muito dinheiro com a festa vendem a imagem de uma folia pacífica, o que não é verdade", diz o sociólogo da UFBa (Universidade Federal da Bahia) Gey Espinheira, autor de estudos sobre violência.
Segundo ele, os crimes no Carnaval traduzem a violência na cidade. "Em Salvador, há 37,5 homicídios para cada 100 mil pessoas. Em Nova Iorque, o índice é de nove.
"Pelo segundo dia consecutivo, a Folha tentou falar com o governador Jaques Wagner (PT). Assessores informaram que ele não faria comentários.
À noite, o governo divulgou números oficiais sobre o Carnaval. Foram registrados 1.714 agressões físicas, contra 1.715 no ano passado; 74 assaltos a ônibus, ante 75 em 2006; e 1.460 ocorrências gerais (roubos, furtos e outros crimes), contra 1.320. Houve também 97 prisões de pessoas com drogas e armas, ante 54 em 2006.
Acidente durante disputa de racha deixa seis mortos em Manaus

KÁTIA BRASIL
da Agência Folha, em Manaus
Seis jovens morreram e outros dois ficaram feridos em acidente durante disputa de um racha no início da madrugada desta segunda-feira, em Manaus.
Segundo testemunhas, os jovens tinham saído de uma festa de um bloco de Carnaval no autódromo da cidade. Seguiam em um Voyage por uma avenida do bairro Parque das Laranjeiras, disputando racha com um Gol, quando o carro em que estavam atingiu árvores e um poste numa curva.
Os seis jovens que morreram estavam dentro do carro. Os dois que sobreviveram estavam no porta-malas. Com o impacto da colisão, foram lançados para a rua. O Gol que teria participado do racha não teve as placas identificadas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o veículo teve que ser serrado para a retirada das vítimas. O IML (Instituto Médico Legal) atestou que todos morreram por politraumatismo.
Moisés dos Santos Silva, 23, irmão de Natanael dos Santos Silva, 21, que morreu no acidente, disse que o irmão voltaria da festa de ônibus, mas pegou carona com o colega Thiago Lima de Souza, 21, que também morreu. Os amigos moravam no bairro Cidade Nova 3, na periferia de Manaus.
Em outro acidente de trânsito ocorrido nesta segunda-feira em Manaus, três pessoas morreram em batida entre uma moto e um carro, durante a madrugada.
Número de acidentes e mortes sobe nas rodovias federais
Fonte: Folha Online

Houve 8% mais acidentes e 15% mais mortes nas rodovias federais do país durante este feriado prolongado de Carnaval em comparação com o do ano passado, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira pela PRF (Polícia Rodoviária Federal). Em 2006, houve 2.236 acidentes que mataram 126 pessoas. Neste ano, foram 2.417 e 145 mortes.

O número de feridos também aumentou em mais de 13,3%. Em 2006, foram 1.400 e, neste ano, foram 1.587.

Os Estados que mais registraram acidentes foram Santa Catarina, com 344 acidentes; Minas, com 343; Rio, com 227; São Paulo, com 196; e Rio Grande do Sul, com 170.

Quanto às mortes, os Estados com maiores números foram Minas, com 22; Santa Catarina, com 23; Bahia, com 11; Rio Grande do Norte e São Paulo, com 10; e Pernambuco, com 9.

Em todo o país, também durante o feriado de Carnaval, foram fiscalizados 189.238 veículos dos quais 48.144 foram autuados e 2.197 foram retidos por más condições de conservação ou problemas de documentação.

Wednesday, February 21, 2007

Crônica: Uma carta aberta a Jesus Cristo

O clamor por sua vinda aumenta a cada dia, conforme vemos nesta crônica. Mas, vale lembrar que sua vinda será para executar seu juízo, com poder e glória e não para salvar a humanidade, através da crucificação e sua ressurreição, em sua primeira vinda.Portanto, buscai Jesus, enquanto se pode achar, ou seja, enquanto ele retorna.
Nota: São opiniões da cronista, que em parte, não expressa a minha opinião.

Uma carta aberta a Jesus Cristo

Ninguém quer mais alimentar esse sentimento tão nobre que você nos ensinou: Amai-vos uns aos outros
Caro Jesus, nunca nos foi possível falar-lhe pessoalmente ou mesmo escrever-lhe. Você se foi e não nos deixou o endereço do céu. Nem o código postal daí, conseguimos até hoje. Só nos comunicamos por meio do pensamento. Temos receio de falar em voz alta e não sermos compreendidos. Você precisa voltar. As coisas, por aqui, estão muito diferentes. O homem continua sedento de descobertas, porém ainda existem situações não solucionadas.
A doutrina que você nos deixou continua provocando polêmica. À cada dia, são construídas muitas moradas que dizem ser suas. As religiões entram constantemente em conflito e cada uma delas se considera a verdadeira. As idéias se chocam, cada religião tem suas peculiaridades e não se misturam.
Temos nos esforçado para dar certo, mas tantas são as contradições que, muitas vezes, duvidamos sobre a veracidade das informações. Aqui, a gente luta muito para ganhar dinheiro, pois quase tudo se resolve com ele. Procuramos viver dentro dos padrões da moralidade, embora as grandes manchetes vêm nos mostrando rombos escandalosos nos cofres públicos e lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
Dos assassinatos, nem dá para entrar muito em detalhes. Pessoas estão sendo queimadas vivas, outras, vítimas de balas perdidas ou, intencionalmente, direcionadas. Morreu, está morto. Não há ressurreição semelhante à de Lázaro. Isso aqui está um horror. Milagres? A gente nem sabe mais o que são. Ninguém aprendeu a multiplicar o pão, cada dia mais caro. Você precisa ver o preço do vinho. Nossos políticos (salvo raras exceções) só se preocupam com a ganância e o próprio bem-estar. São ricos em dinheiro e pobres de espírito. Andam dizendo que dirigem o Brasil, mas somos sempre vítimas de graves acidentes. As crianças já não desfrutam da infância. O trabalho infantil as obriga a abandonarem a escola e os brinquedos. Faz até dó.
Nossos jovens estão perdidos, sem direcionamento nem perspectivas. Amor, Jesus, hoje virou prática de sexo. Ninguém quer mais alimentar esse sentimento tão nobre que você nos ensinou: Amai-vos uns aos outros . As empresas, em geral, e os bancos geram emprego, mas se preocupam muito com os lucros e menos com o ser humano.
Estamos com os pés calejados pelo tanto de caminhos percorridos. As solas estão doloridas e grossas por nossas andanças em busca do sonho distante que ainda não veio. Pisamos em terra fria, molhada, escorregadia. Esses mesmos pés, freiam as emoções , galgam o tempo, a vida. De vez em quando, chutamos a barraca, o balde, mas não fugimos da luta, deixando pegadas enquanto houver chão.
Sabe, você precisa voltar. Dessa vez, será diferente. Ninguém irá colocar-lhe uma coroa de espinhos ou uma cruz nos ombros. Já aprendemos a carregar as nossas. Queremos que volte, não como um rei, mas como um líder seguro e democrático. Nossa democracia ainda é um engodo. O carnaval deste ano passou, mas volta. Quem sabe, no ano que vem, você até aceite desfilar na Escola de Samba da Portela ? O povo daqui adora carnaval e tem uma enorme carência nos pés.
Reservaremos para você um lindo carro do ano, embora os preços dos combustíveis estejam pela hora da morte. Apesar disso, ninguém pára de rodar. Dá para entender? Gostaríamos de fazer-lhe algumas recomendações. Quando voltar, tome todas as vacinas. A Terra está altamente poluída e o buraco negro, na camada de ozônio, só aumentando. Tem aparecido muita doença incrível. Algumas ainda sem nome ou cura.
Muitos amigos e parentes já devem estar aí no paraíso. Abrace-os por nós. Estamos saudosos, mas não os aconselhamos a voltar. Aí não existe inflação, dor e miséria. Arranje bastante acomodações. Tem muita gente precisando subir. Quando vir nos visitar, traga-nos de presente, bastante paz, fé e amor. Um abraço carinhoso do povo brasileiro e um especial da minha parte.
REGINA MORELO
Professora
Diário da Tarde 21/2/2007

Wednesday, February 14, 2007

Ataques de homens armados deixam oito mortos nos EUA

Ataques de homens armados deixam oito mortos nos EUA
Publicidade

da Folha Online
Ataques de atiradores solitários em dois Estados diferentes dos EUA deixaram pelo menos oito mortos nesta segunda-feira (12).Em um dos tiroteios, um homem armado assassinou cinco pessoas dentro de um shopping center em Salt Lake, no Estado de Utah, até ser morto por um policial de folga.No outro incidente, um atirador matou três pessoas numa reunião entre diretores de uma empresa na Filadélfia, no Estado da Pensilvânia, e depois se matou, segundo a polícia local.
Morte no shopping
O shopping Trolley Square, de Salt Lake, foi invadido por um homem com uma espingarda, que passou a disparar aleatoriamente contra os clientes, no início da noite (horário local). Além das cinco mortes, pelo menos quatro pessoas ficaram feridas, três delas em estado grave.As vítimas foram baleadas em pontos diferentes do shopping. Aparentemente, o assassino atirou ao acaso. As pessoas foram mortas simplesmente porque estavam passando.A matança foi interrompida pela ação de um policial de folga, que, segundo testemunhas, baleou o atirador numa loja de roupas infantis. O policial não se feriu.
Negócios interrompidos
O tiroteio da Filadélfia ocorreu numa sala de conferências do Centro de Negócios Navais, por volta das 20h30 de segunda (horário local). O assassino alvejou quatro pessoas: três morreram e a outra permanece internada em estado grave.Outras duas pessoas estavam na sala, mas não foram atingidas. O local se transformou num cenário de "caos absoluto", nas palavras do comissário de polícia Richard Ross.Segundo a polícia, o homem conseguiu entrar na sala dizendo que tinha um "assunto de dinheiro" a tratar com os diretores. Armado com uma pistola, ele disparou contra as pessoas da sala e em seguida trocou tiros com a polícia.Após atirar contra os policiais, o assassino teria se escondido atrás de uma porta e atirado em si mesmo, segundo a polícia.Com agências internacionais

Monday, February 12, 2007

Na Arca de Noé Não Existia uma Sala de Espera!

Você Está Realmente em Cristo?
Na Arca de Noé Não Existia uma Sala de Espera!

Muitos versos das Escrituras no Novo Testamento dizem que os filhos de Deus estão em Cristo. O que significa a expressão "estar em Cristo"? Em vez de dar uma resposta ou uma definição encontrada em algum livro-texto de teologia, permita-me tentar explicar por meio de uma ilustração. Embora já tenha mencionado a arca de Noé em outro artigo recente, vou usá-la novamente - mas em uma perspectiva diferente.

Em Gênesis 6 até 8, encontramos o relato do julgamento de Deus por meio de um dilúvio mundial que destruiu todos os seres vivos na Terra [tudo o que vivia na terra seca], exceto Noé e sua família e os animais que estavam com eles na arca. Encontramos a razão para esse julgamento no verso 5 do capítulo 6:

"E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente."

Muitos comentaristas atuais da Bíblia acreditam que a razão pela qual a humanidade atingiu esse triste estado foi devido à intervenção dos anjos caídos [referenciados como "filhos de Deus"] que cohabitaram com as mulheres e geraram filhos, desse modo corrompendo o "banco genético" humano [versos 1 e 2 do capítulo 6].
Eles acreditam que tenha sido uma tentativa de Satanás de estorvar o plano de Deus de enviar o Messias - Jesus Cristo ao mundo. Satanás não é Deus e, portanto, é limitado em seu conhecimento, mas obviamente sabia o suficiente para perceber que o Messias teria de ser um homem sem pecado, para cumprir o plano de Deus de redimir a humanidade. Criando uma raça de gigantes [verso 4], Satanás esperava atrapalhar o plano de Deus. No entanto, a resposta de Deus a esse esquema foi destruir todos os que foram assim corrompidos. Para mostrar como Satanás esteve perto de alcançar seu plano maligno, somente oito pessoas [Noé, seus três filhos e suas respectivas esposas] foram poupadas. Isso dentro de uma população que é estimada por alguns especialistas em até 2 bilhões de indivíduos!

Nos versos 13 e 14 do capítulo 6, Deus informa a Noé duas coisas: (1) que irá destruir a humanidade e (2) que para salvar a si mesmo e sua família, precisa construir uma arca de madeira de gofer. Os construtores modernos de navios dizem que as especificações do projeto da grande embarcação que Deus deu a Noé eram perfeitas para o propósito desejado. Obviamente, o tamanho total da arca era imenso e uma tarefa muito difícil para ser realizada, mas Noé obedientemente trabalhou na construção. Os estudiosos da Bíblia acreditam que Noé precisou de 120 anos para construir a arca e provisioná-la com alimentos e suprimentos suficientes para ele, sua família e todos os animais.

Agora que temos essa informação de pano de fundo estabelecida, quero que usemos nossas "imaginações santificadas" para considerarmos o que deve ter acontecido naquele dia fatídico em um passado distante. E, ao fazermos isso, quero que lembremos que Noé e sua família já estavam na arca - e estavam ali há sete dias [Gênesis 7:10]. Deus lhes deu a ordem de entrar a bordo e depois fechou a porta e selou-os ali dentro. [7:16] Embora a Bíblia não mencione isso, estou convencido que os vizinhos de Noé - que há muito tempo pensavam que ele estava louco - reuniram-se do lado de fora para fazer o maior carnaval. Talvez estivessem zombando de Noé e falando com ele pela janela de um côvado, que aparentemente ia de uma extremidade à outra nas laterais da arca, para permitir a entrada da ventilação. Noé provavelmente aceitava as brincadeiras, porém tinha seu coração pesado, pois sabia o que iria acontecer. Ele sabia que já era tarde demais para aquelas pessoas. O julgamento estava vindo e a arca era o único modo de salvação. Ele pregou e advertiu aquela civilização durante 120 anos - todo o tempo em que a arca esteve em construção - que aquele dia chegaria, mas eles não quiseram ouvir. Agora, o tempo tinha finalmente chegado e eles estavam à beira do desastre, mas ainda zombavam e riam das advertências.

Lembre-se que aquelas pessoas nunca tinham visto a chuva cair dos céus, pois antigamente Deus regava a Terra por meio de um vapor que subia do subsolo. Portanto, elas cometeram o erro fatal de rir e fazer piada com aquilo que não compreendiam. Muitas pessoas estão fazendo isso hoje, quando o julgamento do fim dos tempos está prestes a cair sobre elas!

Se conheço bem a natureza humana, como acho que conheço, posso afirmar com segurança que algumas daquelas pessoas que estavam rindo de Noé tinham um "Plano B" em mente. O raciocício delas era mais ou menos assim: "Todo mundo sabe que o velho Noé está louco, mas se esse dilúvio realmente acontecer - poderei subir e ficar no teto da arca e assim me salvar." Assim, colocando essa idéia ridícula na cabeça, continuaram a se divertir à custa de Noé. Passando a garrafa de vinho de um para o outro, assentaram-se em pequenos grupos para discutir como se divertiriam após o prazo passar. Entretanto, subitamente, e sem qualquer aviso, gotas de água começaram a cair dos céus! Admirados com o fenômeno, eles ficaram vendo aquilo continuar, lentamente no início, mas aumentando gradativamente de intensidade até que todos ficaram totalmente molhados com a chuva.

Relâmpagos e trovões os deixaram aterrorizados, pois era algo que nunca tinham visto antes. Em pouco tempo a água no chão começou a subir e, em pânico, eles subiram nos lugares altos para encontrar abrigo. Logo alguns daqueles que tinham formulado o "Plano B' começaram a bater na porta da arca, implorando que Noé a abrisse - sem saber que Deus tinha selado a porta. Outras pessoas treparam nas árvores ou correram até os montes.

Enquanto isso, a chuva ficava cada vez mais forte e a inundação continuava a aumentar. Esforçando-se ao máximo, alguns homens e mulheres conseguiram subir e chegar até o teto plano da arca onde agruparam-se, tentando confortar e elogiar uns aos outros por terem sido espertos e capazes o suficiente de chegar até ali. Outros, gritavam desesperados quando escorregavam ao tentar subir na madeira molhada e caiam nas águas. Os minutos tornaram-se horas, as horas tornaram-se dias, e a chuva continuava caindo sem parar. Sentindo frio, molhados e desesperadamente famintos, tentavam animar uns aos outros - "Coragem, isso não pode durar muito tempo!" No entanto, não compreendiam a real natureza da situação. A chuva duraria quarenta dias e quarenta noites! Um a um, em sua condição debilitada, foram sucumbindo ao vento e às ondas e morreram. A estratégia adotada conseguiu apenas prolongar suas vidas por mais alguns dias - mas como eles não estavam realmente dentro da arca, todos acabaram mortos. Enquanto isso, dentro da arca, Noé e sua família e os animais estiveram protegidos da chuva e da subseqüente inundação por mais de um ano!

É muito preocupante para mim ver grandes massas de pessoas subindo no exterior da arca de Deus, Jesus Cristo. Persistentemente, elas se agarram a um falso senso de segurança - uma "fuga do fogo do inferno" arriscando suas vidas eternas com os ornamentos externos do cristianismo. Elas se orgulham de sua sabedoria espiritual e supersticiosamente "cobrem todas as bases" indo ocasionalmente à igreja e orando - sua versão do "Plano B". No entanto, exatamente como aquelas pessoas contemporâneas de Noé, quando o juízo inevitável de Deus vier, elas serão varridas para longe juntamente com todos os demais que não fingem qualquer espiritualidade.

OK, então é óbvio que estar na arca é o melhor lugar para ficar - e isso ilustra o "estar em Cristo" - mas o que realmente significa? Como alguém pode estar nele? Subir na arca feita de madeira é uma coisa, mas isso é ridículo! Minha resposta é que não é tão ridículo quanto parece.

Encontramos a resposta para esse termo intrigante em 2 Coríntios 5, a partir do verso 17:
"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus. Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus."

Na mente de Deus, o Pai, todos os indivíduos salvos - os santos - de todos os tempos foram crucificados com Cristo e ressucitaram com ele! Portanto, estar "em Cristo" significa que você foi regenerado por Deus, "nasceu de novo" - recebeu vida eterna e tornou-se membro do "corpo de Cristo", a igreja. Você morreu com Cristo, portanto está seguro em seus braços amorosos, como Noé esteve seguro na arca. Essa morte compartilhada com Cristo é apresentada pelo apóstolo Paulo em Galátas 2:20:
"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim."

Você aceita e confia completamente em Jesus Cristo como seu Salvador? Morreu com ele naquela cruz no Calvário? Ou, precisa admitir que tem estado do lado de fora da arca, com o "Plano B" em mente? Estar em Cristo não é como um clube ao qual você se associa. Você não nasce na família de Deus em virtude do relacionamento de seus pais [ou de qualquer outra pessoa] com ele. A participação como membro de uma igreja, o envolvimento nas atividades, o batismo e todas as boas obras no mundo também não contribuem em nada para sua salvação. O que realmente importa é se você realmente confia e se teve um encontro pessoal com Jesus Cristo, que transformou sua vida. A Bíblia diz o seguinte no livro de Romanos capítulo 10:

"Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação." [Romanos 10:9-10]

Antes que você pense que isso é fácil, deixe-me alertá-lo! A crença em Jesus Cristo que leva à salvação não é uma mera aceitação intelectual dos fatos apresentados. Não, muito pelo contrário! A palavra grega pisteuo, que foi traduzida como "crer" é quase impossível de ser traduzida com apenas uma palavra equivalente na língua portuguesa. Uma parte do prefácio da Bíblia Amplificada, deixa isso bem claro:

"... significa 'aderir, ser fiel a; confiar, ter fé em; depender de.'" Conseqüentemente, as palavras "Crê no Senhor Jesus Cristo..." realmente significam "Tenha uma total confiança pessoal no Senhor Jesus Cristo como Salvador..."

Adicionalmente, a crença precisa ser acompanhada pelo arrependimento pessoal - a admissão do coração partido e a expressão de vergonha pelos seus pecados e o desejo de ser perdoado e purificado [Lucas:13:3; Atos 2:38, 17:30] Como você se posiciona hoje? Já houve um momento em sua vida em que se viu como Deus vê o homem - um pecador, condenado e contaminado - destinado a uma eternidade no inferno? Você então se arrependeu dos seus pecados, derramando seu coração diante de Deus em oração e pedindo seu perdão - crendo e confiando nele com toda sua alma para salvá-lo e colocá-lo em Cristo? Se essa ainda não foi sua experiência, é minha responsabilidade diante de Deus informá-lo que, de acordo com as Escrituras, você ainda está em seus pecados e fora da arca e já está começando a chover! Você não quer considerar a condição da sua alma eterna e sair da chuva - depositando sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador? Em minha vida, nunca encontrei alguém [ou soube de alguém] que tenha feito isso e tenha se arrependido depois.

Boletim da iniqüidade: dois crimes bárbaros assutam o país

POLÍCIA PRENDE RAPAZ ACUSADO DE ESQUARTEJAR E FRITAR O CORPO DA MÃE EM SP

da Folha Online

Um rapaz de 22 anos foi preso suspeito de ter degolado a mãe de 51 anos, no apartamento em que os dois moravam, em Guarulhos (Grande São Paulo). Para esconder o corpo, ele retirou e fritou os órgãos --para deixá-los parecidos com restos de comida-- e esquartejou o restante. Os pedaços ele jogou um a um, em um córrego, durante oito dias.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, William Grande, depois de separar os pedaços do corpo, o suspeito os lavava e os embalava em jornal e plástico. Em seguida, ele os escondida junto ao corpo, com a ajuda de uma jaqueta, e os jogava no córrego enquanto passeava com seus cães --dois poodles.

O assassinato ocorreu no dia 26 de novembro do ano passado. O caso foi descoberto porque as irmãs da mulher estranham o sumiço dela. Insatisfeitas com as respostas evasivas do sobrinho, elas decidiram ir ao apartamento da vítima, no último dia 16 de dezembro. O suspeito se recusou a abrir a porta, e as irmãs acionaram a PM (Polícia Militar).

Quando os PMs entraram no apartamento, eles encontraram vestígios de sangue e prenderam o rapaz. Na ocasião, ele disse que a mãe havia viajado.

Por meio de exames de DNA, a Polícia Civil descobriu que uma mão humana que havia sido encontrada no córrego dias antes era da mulher. O rapaz, então, teria confessado o crime. Ele foi indiciado por homicídio qualificado, vilipêndio e ocultação de cadáver. A reportagem não conseguiu apurar se o suspeito já possui advogado.

CRIANÇA MORRE DEPOIS DE SER ARRASTADA PELO CARRO NO RIO
da Folha Online

Um assalto terminou com a morte de um menino de seis anos, na noite de quarta-feira (7), no Rio. Ele não conseguiu sair do veículo levado pelos criminosos e foi arrastado por aproximadamente sete quilômetros, durante a fuga dos assaltantes.

De acordo com a polícia, o menino --identificado como João Hélio Fernandes-- estava no carro com a mãe quando foram abordados pelos assaltantes, no bairro Osvaldo Cruz (zona norte). A mãe foi retirada do veículo, mas não conseguiu retirar a criança --que estava no banco traseiro, presa ao cinto de segurança. A irmã do menino e uma outra pessoa também estavam no carro e conseguiram sair.

Antes de o menino ser retirado, um dos assaltantes assumiu a direção do veículo e acelerou. Ele ficou pendurado e foi arrastado. A fuga teria durado cerca de 15 minutos, até que o carro foi abandonado em uma rua de Cascadura, também na zona norte.

Durante o trajeto, moradores que presenciaram a fuga gritaram para que os criminosos parassem o carro. A criança foi encontrada já sem vida. Os assaltantes --seriam três-- fugiram.

Sunday, February 04, 2007

Estranho Fenômeno chama atenção na Sibéria


Neve laranja e mal-cheirosa cai em cidade na Rússia

Nível tóxico da neve não preocupa, dizem autoridades russas
A Rússia enviou uma equipe de especialistas em substâncias químicas à Sibéria para investigar um estranho fenômeno: uma neve de cor laranja e mal-cheirosa que tem caído sobre várias cidades da região.

Flocos de neve alaranjados e com aparência oleosa caíram sobre uma área de mais de 1,5 mil quilômetros quadrados, na região da cidade de Omsk, na última quarta-feira, informaram fontes oficiais russas.

Testes químicos já estão sendo feitos para identificar a causa do fenômeno.
Os moradores das regiões atingidas foram alertados para não utilizar a neve em tarefas domésticas ou permitir que animais usem essas áreas como pasto.

Não-tóxico
“Até agora não temos como explicar essa neve, que se apresenta oleosa ao toque e tem um forte cheiro de material podre”, disse Anton German, promotor público de Omsk, citado ontem pela agência de notícias russa Itar-Tass.

“Nós estamos aguardando os resultados dos testes que foram feitos nas amostras.”
Um dos diretores do Ministério da Defesa Civil em Omsk, Vladimir Gurzhey, divulgou uma nota informando que a substância não representa ameaça à saúde da população.

“Foi detectado que o nível de tóxicos da neve está dentro do normal. A única elevação encontrada foi no nível de ferro”, diz Gurzhey na nota, de acordo com a agência de notícias Interfax.

Um canal de televisão local informou que a neve alaranjada também caiu sobre as regiões de Tomsk e Tyumen, vizinhas à Omsk.

Omsk, que fica na parte ocidental de Sibéria, é um centro da indústria de petróleo da Rússia.
Cerca de 27 mil pessoas vivem nas áreas atingidas pela neve, informaram autoridades do país.