Israel negocia com EUA ataque ao Irã
Israel negocia com EUA ataque ao Irã
Jornal britânico afirma que estratégia de ofensiva contra a República Islâmica teria Iraque como base de operação
Torsten Blackwood/AFP
Torsten Blackwood/AFP
Vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, não descarta a opção militar para deter programa nuclear do Irã
Londres – O jornal britânico Daily Telegraph publicou uma reportagem em que afirma que Israel está negociando com os EUA para utilizar o espaço aéreo do Iraque caso decida bombardear instalações nucleares iranianas. O diário cita fontes militares israelenses. "Estamos nos preparando para todas as eventualidades e resolvendo questões cruciais como essa do acesso ao espaço aéreo", teria dito ao jornal uma autoridade israelense, sob condição de anonimato. "Se não planejássemos tudo agora, poderíamos ter uma situação na qual aviões israelenses e norte-americanos começariam a atacar uns aos outros".
O vice-ministro da Defesa israelense, Ephraim Sneh, negou as informações sobre um eventual ataque ao Irã dizendo que elas "não têm nenhum embasamento". "Aqueles que não querem adotar medidas políticas, diplomáticas e econômicas contra Teerã estão tentando mudar o foco das atenções com essas histórias sobre uma suposta missão israelense", afirmou Sneh. "A comunidade internacional deveria se concentrar agora em impor sanções econômicas contra o governo iraniano por ele ter desafiado uma resolução do Conselho de Segurança (CS) da ONU."
O Irã alega que seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas Israel, os EUA e boa parte da comunidade internacional suspeitam que o país queira produzir armas atômicas. Um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), divulgado na quinta-feira, diz que Teerã acelerou seu projeto para produzir urânio enriquecido, em vez de paralisá-lo, como o CS exigia, o que abriu espaço para que sejam adotadas sanções mais duras contra o país.
AMEAÇA
O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, voltou a alertar o Irã, durante visita à Austrália, que todas as opções permanecem sobre a mesa se o país continuar a desafiar os esforços liderados por Washington para suspender o programa nuclear iraniano. Numa coletiva de imprensa com o primeiro-ministro australiano, John Howard, Cheney disse ainda que Washington se sente à vontade com a decisão da Grã-Bretanha de retirar tropas do Iraque e que só depende da Austrália seguir o mesmo caminho.
Cheney afirmou ainda que os EUA estão profundamente preocupados com as atividades no Irã, incluindo o agressivo patrocínio do grupo terrorista Hezbollah e declarações provocadoras do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
Altos funcionários do governo norte-americano estão para se reunir com aliados europeus, segundo Cheney, para discutir a possibilidade de impor fortes sanções contra o Irã caso o país continue a enriquecer urânio. "Trabalhamos com a União Européia e a ONU para definir uma série de políticas na tentativa de persuadir os iranianos a desistir de suas aspirações e resolver o problema pacificamente, e esta continua sendo a nossa preferência," disse Cheney. "Mas eu já disse, assim como disse o presidente (George W. Bush), que todas as opções estão sobre a mesa," acrescentou, deixando aberta a possibilidade de ação militar.

0 Comments:
Post a Comment
<< Home