Tuesday, April 24, 2007

Iniqüidade, selvageria e futilidade no futebol brasileiro

Mais casos de violência provocados por motivos fúteis, mostram que a impunidade aliadas à alienação e o emburrecimento mental e falta de moral das massas podem provocar. Somente Cristo, o filho unigênito do Deus Pai, ressurreto e primogênito dentre os mortos pode tirar o homem vil e pecaminoso desta situação. Vejam agora dois exemplos de selvageria e alienação provocados por torcedores de times de futebol, dementes, débeis mentais, oligofrênicos, estúpidos e totalmente alienados, além de outros adjetivos de baixo calão que prefiro não mencionar.
Torcedor de 15 anos morre após tumulto entre torcidas em Goiânia
FELIPE BÄCHTOLD
da Agência Folha
Um torcedor de 15 anos foi morto a tiros no domingo (22) em Goiânia (GO) após o jogo entre Goiás e Vila Nova, pelo Campeonato Goiano.
Segundo a Polícia Militar, a vítima estava em meio a um grupo de torcedores do Vila Nova em um terminal de ônibus em uma região da periferia da cidade quando houve um tumulto entre as torcidas.
Enquanto torcedores dos dois times corriam para fugir da confusão, um homem ainda não identificado atirou pelo menos três vezes.
O torcedor foi atingido na cabeça e morreu na hora. Outras duas pessoas foram baleadas, mas não correm risco de morte, segundo a PM.
A polícia prendeu e encaminhou à Delegacia da Infância e Juventude um adolescente de 15 anos acusado de ter feito os disparos.Ontem, o suspeito foi liberado por falta de provas
O crime ocorreu duas horas após a partida. O terminal de ônibus fica a cerca de 30 km do estádio Serra Dourada, onde aconteceu o jogo.
A Polícia Militar diz que faz escolta de grupos de torcedores após as partidas. Com diferença de 20 minutos, cada torcida é acompanhada até terminais de diversas regiões da cidade --o que não foi suficiente para evitar o confronto.
Segundo os policiais, a briga não está ligada a torcidas organizadas. Goiás e Vila Nova são os dois principais times de futebol do Estado.
Briga de torcida em Belo Horizonte
Enfrentamento entre grupos da Galoucura e da Máfia Azul provoca tumulto, correria e medo em ruas do Barro Preto Paulo
Henrique Lobato do Estado de Minas

Uma briga de torcedores da Galoucura e da Máfia Azul terminou com a prisão de 33 pessoas, 17 delas menores. O tumulto ocorreu na noite de domingo, logo depois do jogo em que o Cruzeiro venceu o Tupi, no Mineirão, por 4 a 0. Mais de 50 torcedores transformaram ruas do Bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul da capital, num palco de guerra, causando pânico e desespero em quem passava pelo local. Todos os detidos foram liberados, mas devem responder pelo crime de lesão corporal.

O confronto foi marcado por chutes, socos e muita correria. O alvinegro E.V.S., de 16 anos, do Bairro Milionários, no Barreiro, foi a principal vítima da violência. Na briga, ele perdeu um dente e sofreu cortes na cabeça. Foi encontrado desmaiado por policiais militares e levado para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS). Depois da alta, foi encaminhado à Delegacia de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad).

Testemunhas informaram que a briga teve início perto da sede do Cruzeiro, na Rua Araguari, quando um grupo da Galoucura tentou incendiar uma bandeira da Máfia Azul. Houve pancadaria e os atleticanos, em menor número, fugiram em direção à sede da Cemig, na Avenida Barbacena. Seis deles se esconderam na portaria do Hospital Mater Dei, na Rua Gonçalves Dias. Funcionários do hospital, temendo confronto no interior do prédio, chamaram a Polícia Militar, que retirou o grupo. Vários carros da PM perseguiram outros torcedores.

Foi necessário um microônibus do Batalhão de Operações Especiais para transportar os detidos à Dopcad. O tenente Oswaldo Nunes, da 5ª Companhia, disse ter ficado espantado com a briga entre torcedores, pois o Atlético não jogou domingo. Ele não descarta a possibilidade de alguns torcedores alvinegros terem saído de casa para promover a pancadaria. “Um dos rapazes disse que a Galoucura havia marcado uma reunião para domingo”, explicou, desconfiado das palavras do atleticano.

O diretor do Conselho Administrativo da Galoucura, William Palumbo, confirma a desconfiança: “Não marcamos nenhuma reunião. A briga pode ter ocorrido em razão de bailes funk no Barro Preto. Vamos apurar a participação dos atleticanos. Caso algum integrante da equipe esteja envolvido, pode ser expulso, pois somos contra a violência”, salientou. Nenhum diretor da Mafia Azul foi localizado.

O tenente alerta que, domingo próximo, haverá o primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro, entre Atlético e Cruzeiro, e a PM estará de olho nos torcedores que se envolverem em confusões. “A juventude está muito rebelde. Chegou a hora de a gente se conscientizar pela paz. Estou preocupado, porque nessa e na semana que vem teremos o clássico”, reforçou.

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