Tuesday, April 17, 2007

Um giro de iniqüidade pelo mundo

Sobe para 32 número de mortos em ataque a universidade da Virgínia
da Folha Online
O número de vítimas no pior ataque em uma universidade na história dos Estados Unidos, que ocorreu nesta segunda-feira na universidade Virgínia Tech (Instituto Politécnico da Virgínia), aumentou para 32. O número de mortos foi confirmado pelo congressista do Estado Randy Forbes. O autor do ataque, um atirador ainda não identificado, também morreu.
Não ficou claro se ele foi morto por policiais ou se se suicidou após atirar contra estudantes e professores da universidade. O presidente George W. Bush disse estar horrorizado com o ocorrido, segundo a Casa Branca.

Hoje a universidade foi atingida por uma tragédia que consideramos de proporções monumentais", afirmou o presidente da instituição, Charles Steger. "Estamos chocados".
Os dois ataques, que ocorreram em lados opostos do campus de 1.050 hectares, tiveram início às 7h15 (8h15 de Brasília) em West Ambler Johnston Hall, residência estudantil que abriga ao menos 895 pessoas. Cerca de duas horas depois, Norris Hall, edifício da engenharia, foi alvo de outro ataque a tiros.
Os tiroteios despertaram lembranças de outro massacre, que ocorreu na localidade de Columbine e completa oito anos nesta semana. No episódio, dois alunos mataram 12 colegas e um professor antes de se suicidarem em 20 de abril de 1999.
Além dos mortos de hoje, os hospitais da região informaram que há ao menos 21 feridos após o ataque. Alguns foram baleados, enquanto outros ficaram feridos ao pular das janelas do prédio da Engenharia, onde ocorreu o segundo tiroteio.
Um estudante presente no local disse para a rede americana CNN que o atirador entrou no prédio da engenharia, trancou todas as portas e começou a atirar em cada classe.
O site da universidade informou que o campus recebeu duas ameaças de bombas neste mês, e que havia uma recompensa de 5.000 dólares em troca de informações que levassem aos responsáveis.
Vítimas
A maioria dos mortos eram estudantes da universidade. Um deles foi morto em um dormitório e outros foram assassinados dentro de uma sala de aula, segundo o chefe de polícia do campus, W.R. Flinchum.
O nome do homem armado não foi divulgado, tampouco se ele era estudante da escola.
Antes desta segunda-feira, o pior ataque contra um campus da história dos EUA havia ocorrido em 1966 na Universidade do Texas, quando Charles Whitman subiu em uma torre de observação de 27 andares e abriu fogo. Ele matou 16 pessoas antes de ser baleado e morto.
Após os ataques a tiros, todas as entradas do campus foram fechadas, e as aulas foram suspensas. A universidade estabeleceu um local de encontro entre famílias e representantes estudantis. Uma reunião deve ocorrer nesta terça-feira na quadra de basquete da escola.
Testemunhas
"Há forte comoção. É difícil dizer exatamente o que está acontecendo", disse Jason Anthony Smith, 19, que mora no dormitório onde um dos ataques a tiros ocorreu.
Segundo Aimee Kanode, aluna do primeiro ano, o primeiro ataque ocorreu no primeiro andar do West Ambler Johnston, um andar acima do quarto em que ela dorme.
"Eles [a universidade] nos trancaram temporariamente nos quartos", afirmou. "Ficamos todos trancados nos quartos e acessando a internet para tentar saber o que acontecia".
A Virginia Tech tem 26 mil estudantes e fica a 390 km de Washington.É a segunda vez em menos de um ano que a universidade, que abriga 26 mil alunos, teve de ser fechada devido a um tiroteio.
Em agosto de 2006, o reinício das aulas foi suspenso e a entrada no campus foi bloqueada depois que um fugitivo matou um segurança e um policial envolvidos em uma perseguição ocorrida em um ponto próximo da universidade.
Veja os mais violentos ataques contra universidades dos EUA
da Folha Online
Um homem armado matou ao menos 30 pessoas em um dormitório e em uma sala de aula na Universidade Tecnológica da Virgínia em Blacksburg (Virgínia) nesta segunda-feira. Veja os mais violentos ataques já ocorridos em universidades americanas:
1º de agosto de 1966: Charles Whitman abre fogo de cima de uma torre de observação na Universidade do Texas, matando ao menos 16 pessoas.
1º de novembro de 1991: Gang Lu, 28, estudante chinês de pós-graduação em Física, abre fogo em dois prédios da Universidade de Iowa, matando cinco funcionários --entre eles, quatro membros do Departamento de Física. O estudante se mata em seguida.
28 de outubro de 2002: Robert Flores, 40, estudante reprovado na Universidade de Enfermagem do Arizona e veterano da Guerra do Golfo, mata a tiros uma instrutora. Poucos minutos depois, munido de cinco armas, ele invade uma sala de aula e mata mais dois instrutores antes de se suicidar.
2 de setembro de 2006: Douglas W. Pennington, 49, se suicida depois de matar seus dois filhos, Logan P. Pennington, 26, e Benjamin M. Pennington, 24, durante uma visita ao campus da Universidade Shepherdstown, na Virgínia do Oeste.
16 de janeiro de 2002: Peter Odighizuwa, 42, estudante de pós-graduação da Escola de Direito Appalachian, da Virgínia, mata três pessoas antes de ser detido por estudantes. Ele também fere três mulheres no ataque.
15 de agosto de 1996: O estudante de pós-graduação em Engenharia da Universidade Estadual de San Diego, Frederick Martin Davidson, 36, saca uma arma durante a defesa de sua tese e abre fogo contra uma banca, matando três professores.
28 de agosto de 2000: James Easton Kelly, 36, que havia abandonado um programa de doutorado na Universidade do Arkansas após dez anos de estudo mata o professor de inglês John Locke, 67, que orientava sua tese, e se suicida em seguida.
Universitários presos por crimes violentos em MG
Dois estudantes de direito de uma faculdade particular de BH são apresentados pela polícia Civil como integrantes de uma gangue acusada de seqüestro, roubo e latrocínio
Glória Tupinambás -Estado de Minas

Dois estudantes de direito, matriculados em faculdade particular de Belo Horizonte, estão presos, acusados de integrar uma quadrilha de seis bandidos, especializada em latrocínio, roubo qualificado, seqüestro relâmpago, furto e desmanche de veículos para revenda de peças. Mateus Couto Duarte, de 22 anos, e Victor Braga Silva Simões, de 20, ambos de classe média, são suspeitos de atuar na receptação dos carros roubados e de vender o material a oficinas mecânicas de cidades do interior de Minas. O bando foi preso em flagrante no fim de semana, depois de 13 dias de investigação, e apresentado ontem, no Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), da Polícia Civil, na capital.
A polícia levantou indícios de que a quadrilha atuava na Região Metropolitana de Belo Horizonte havia pelo menos um ano. A gangue tinha, em seu patrimônio, um Audi placa GWF 3324, de Timóteo; um Renault Clio placa HBQ 3578, de BH; e um Gol placa GRX 7784, de Ribeirão das Neves. Além desses bens, comprados com dinheiro de assaltos, eles alugaram um casa no Bairro Veneza, em Ribeirão das Neves, usada como cativeiro de vítimas de roubo de carro. Alguns dos seqüestrados passaram até 10 horas em poder dos criminosos.

Segundo o inquérito policial, 10 crimes já foram apurados e, em todos eles, há provas de que os seis acusados agiam juntos. Outros quatro casos, entre eles o assassinato de um casal diante do Hospital de Pronto-Socorro Risoleta Neves, em Venda Nova, na Região Norte de BH, dia 5, para o roubo de um mostruário de jóias, também são investigados e há indícios de participação da quadrilha. Há ainda dois integrantes, um deles identificado apenas como Pirapora, com prisão preventiva decretada pela Justiça e sendo procurados pela polícia.
O primeiro passo da investigação foi dado dia 3, depois da denúncia do roubo de uma caminhonete D-20, na rodovia que liga Sete Lagoas à cidade de Jequitibá, na Região Central do estado. Durante o assalto, o dono do carro, César Álvares Menezes, e sua mulher foram capturados e levados para o cativeiro do Bairro Veneza. O casal ficou mais de 10 horas refém dos criminosos, tempo suficiente para que o veículo fosse entregue aos receptadores. Antes de serem libertadas, os dois foram espancados e César teve vários dentes quebrados.
COMO AGEM
A polícia identificou, primeiro, Gutemberg da Silva Carneiro, de 20 anos, como o principal suspeito de comandar o assalto ao casal e de ser o chefe da gangue. O segundo mais importante é Silas Lajes Moreira de Souza, de 21. Os dois aparecem em uma fotografia tirada em Porto Seguro (BA), no carnaval, em pose irônica, com grande quantidade de notas de R$ 100 e R$ 50. Eles até imitam o desenho de uma arma com os dedos. A dupla tinha a ajuda, nos crimes, de Rômulo Eustáquio Vilaça Cabral, de 21, e de Érica Silva Froes, de 26, que atuava como informante e dava suporte às fugas.
Mateus e Victor, ambos estudantes do 2º período de direito da Faculdade Pitágoras, são acusados de receber o produto dos roubos, principalmente veículos, e de atuar no desmanche, na adulteração de placas e chassis de carros e na revenda de peças. “Todos serão indiciados por formação de quadrilha, mas como as funções dos seis integrantes eram bem específicas, as denúncias também serão diferentes. Além do roubo de veículos, eles eram especializados em latrocínio e num tipo de crime conhecido como ‘saidinha de banco’, em que um bandido observa a movimentação de clientes em caixas bancários e repassa a informação a assaltantes, que, de moto, abordam as vítimas, assim que elas saem da agência”, disse o chefe da Divisão de Operações Especiais do Deoesp, Cláudio Utsch Moreira.
Até a conclusão das investigações, os acusados ficarão detidos na carceragem do Deoesp. Depois, serão transferidos para o Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp), da Gameleira, com exceção de Érica, que será levada a uma penitenciária feminina, e de Gutemberg, que já tem mandado de prisão temporária expedido pela Justiça de Sete Lagoas. Essa é a única passagem do chefe do bando pela polícia, e os demais suspeitos não têm ficha criminal.
Jovens cruéis e irônicos
Forma de agir da perigosa quadrilha desmantelada pelo Deoesp deixa até os policiais perplexos. Além de matar friamente para roubar, criminosos zombavam das vítimas

Frieza e violência fazem parte dos crimes cometidos pela quadrilha apresentada ontem pelo Deoesp, especializada em latrocínio, roubo qualificado, seqüestro relâmpago e roubo de veículos. Pelo menos quatro pessoas foram mortas pelos criminosos nos últimos 10 meses, entre elas um policial civil, que reagiu a um assalto, na madrugada do dia 1º, em Contagem, na Grande BH. Marco Antônio Dias, de 43 anos, trabalhava como detetive e foi abordado, em um sinal de trânsito no Bairro Milanez, por dois homens, que o obrigaram a entregar a motocicleta que dirigia. O policial reagiu, sacou uma arma e atirou em um dos suspeitos, Lucas de Souza, de 21, que morreu no local, mas, em seguida, foi baleado duas vezes no peito.
Um dos primeiros crimes com a marca da crueldade, com participação comprovada da gangue, foi o latrocínio do empresário Abner Gonçalves de Lana, em julho do ano passado. Segundo as investigações, depois de sacar R$ 17 mil em uma agência do Banco Itaú, na Avenida Olinto Meireles, na Região do Barreiro, em BH, ele foi abordado pelo chefe da quadrilha, Gutemberg Carneiro, que pilotava uma moto. Ao tentar fugir dos ladrões, Abner bateu o carro em um ônibus e foi obrigado a parar. O assaltante, que tinha o apoio de outras duas pessoas também em motocicleta, parou ao lado do carro do empresário, deu um tiro em sua cabeça e levou todo o dinheiro.
A Polícia Civil ainda não conseguiu levantar o volume de dinheiro arrecadado pelos seis acusados. Outro traço que tem impressionado a polícia é o cinismo e a ironia dos integrantes da quadrilha. “Chegaram a zombar de vítimas e ainda encontramos uma foto deles no carnaval em Porto Seguro, em que fica clara a ostentação do dinheiro”, disse o chefe da Divisão de Operações Especiais de Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), Cláudio Utsch Moreira.
CLASSE MÉDIA
A participação nos crimes dos dois estudantes de direito de uma faculdade particular de Belo Horizonte – a mensalidade é de R$ 716,16 – causa espanto a vizinhos dos universitários e deixa até a polícia perplexa. Há mais de 20 anos morando ao lado da casa da família de Victor Simões, no Bairro Padre Eustáquio, na Região Noroeste de BH, uma dona-de-casa, que preferiu não se identificar, custou a acreditar no envolvimento do jovem em crimes crimes violentos: “Ele sempre foi um rapaz tranqüilo, estudioso e com bom relacionamento com pais e irmãos. A única explicação que consigo achar para a tragédia é a influência de más companhias.”
Para o chefe da Divisão de Operações Especiais do Deoesp, Cláudio Utsch Moreira, o envolvimento dos jovens de classe média com a criminalidade é reflexo da falta de referências sociais. “Pessoas sem religião e com uma estrutura familiar deficiente perdem os parâmetros e acabam entrando no mundo do crime”, afirmou. (GT)
Patético e lamentável !!!

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