Thursday, May 17, 2007

Aquecimento Global? Acredite...se quiser

Aquecimento Global? Acredite...se quiser!



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"Foi somente há 30 anos que muitos dos alarmistas do aquecimento global de hoje nos diziam que o mundo estava no meio de uma catástrofe de congelamento global." (Walter E. Williams, Ph.D - Nuremberg for global warming skeptics?)


Quando, já há algum tempo, escrevi o artigo A Nova Ordem Mundial e sua Sociedade Neo-Escravagista, assim iniciei o texto:

Todas as vezes que você ouvir termos ou expressões tais como “consciência ecológica”, “cidadania planetária”, “declínio da biodiversidade” e outras expressões similares, saiba que sobre você está sendo lançado o doutrinamento da Nova Ordem Mundial (a estrutura política, econômica e social internacional que trará ao poder a Besta citada em Apocalipse 13). E, pela inquietante velocidade dos acontecimentos atuais, podemos afirmar que o seu surgimento é uma questão de muito pouco tempo restante à nossa frente. Lembrando que esse governo mundial que já vai se estabelecendo, passo a passo, bem diante dos nossos olhos, de uma noite pro dia se tornará monstruosamente hostil contra todos os cristãos da terra, o que também está anunciado no Livro do Apocalipse e em Daniel:

“Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.” Daniel 7:25

De fato, a sequência destes eventos segue a passos largos. E gostaria de acrescentar às expressões acima a que hoje mais se encontra em voga: “Ambientalismo”. No contexto da presente situação política, econômica e social em que se encontra o mundo, trata-se de apenas mais uma expressão para mascarar o real intento por detrás dessa balela ecológica, globalista e ambientalista. Vejamos o interessante texto a seguir:

“A verdadeira agenda dos ambientalistas extremistas tem pouco ou nada que ver com mudança climática. Sua agenda real é encontrar meios de controlar nossas vidas. O tipo de controle repressivo do homem, sem contar genocídios sancionados pelo governo, vistos sob o comunismo perdeu qualquer medida de respeitabilidade intelectual. Assim, as pessoas que querem esse tipo de controle devem aparecer com um novo nome, e esse novo nome é ambientalismo.” (Walter E. Williams, Ph.D - Nuremberg for global warming skeptics?)

Estamos a caminho de um sistema de governo trans-nacional de caráter totalitário e ditatorial. Todavia, diferentemente das incisivas declarações tirânicas de homens carniceiros como Mao-Tse-Tung, Josef Stalin ou Fidel Castro, hoje o discurso opressor vem camuflado em uma nova linguagem, chamada de “politicamente correto”. É apenas um disfarce, uma máscara, uma maquiagem a fim de conduzir o mundo ao mais tirano regime de dominação que a história jamais registrou: o Governo da Besta. Vejam o que dizem as Escrituras:

“Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada. Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens. Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu; e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.” Apocalipse 13:11-18

O real objetivo por trás destas campanhas internacionais alarmistas de cunho supostamente ecológico (ou ambientalista) não é outro senão o de criar um conjunto de dogmas internacionais a serem seguidos (obedecidos) para que, daqui a algum tempo, esteja pronta a doutrinação final do mundo, o qual já está sendo lançado em um processo de “aprendizado” para que receba de braços abertos a Besta, o filho da perdição, o iníquo.

“Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça.” 2 Tessalonicenses 2:7-12.

E para quem não sabe, “aquele que agora o detém” é o Corpo de Cristo, a Igreja, a qual será implacavelmente perseguida antes do surgimento da Besta, a qual perseguirá, ela também, aos filhos de Deus.

“A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela? Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu. Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça.” Apocalipse 13:2-9

O ponto chave destes novos dogmas politicamente corretos é a criação de um consenso mundial de opinião pública (ditado pelos arquitetos da Nova Ordem Mundial) para que haja grande manipulação das massas e para que os que dele discordem sejam implacavelmente perseguidos. E esses novos dogmas incluirão a aceitação da nova Religião Mundial Ecumênica. Não tardará até que se cumpram as palavras do Mestre:

“Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.” Mateus 24:9

O Conto da Carochinha do Aquecimento Global

“Não há nenhum dado experimental que possa suportar a hipótese que assevera que o acréscimo de dióxido de carbono e de outros gases (ditos causadores do efeito estufa) estejam causando, ou que possam vir a causar mudanças catastróficas nas temperaturas globais ou no clima. Pelo contrário, nos 20 anos passados com os mais elevados índices de dióxido de carbono, as temperaturas atmosféricas decaíram.” (2007 - Oregon Institute of Science and Medicine Environmental Effects of Increased Atmospheric Carbon Dioxide)

O número de excelentes artigos já publicados na internet sobre o falacioso aquecimento global é enorme, a tal ponto de muitos cientistas já considerarem a teoria do aquecimento global como sendo uma hipótese invalidada.

Apenas para citar outro exemplo, vejamos o que diz o Dr Frederick Seitz, ex-presidente da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos:

“Os Estados Unidos estão muito próximos de adotar um acordo internacional que racionaria o uso de energia e de tecnologia dependentes do carvão, do óleo, do gás natural e de outros compostos orgânicos. Esta ameaça é, a nosso ver, baseada em idéias falhas. Dados de pesquisas sobre as mudanças do clima não mostram que o uso humano de hidrocarbonetos seja prejudicial. Pelo contrário, há boa evidência que mostra que o acréscimo de dióxido de carbono é útil para o meio ambiente. O acordo internacional proposto teria efeitos muito negativos sobre a tecnologia de nações do mundo, especialmente aquelas que estão se esforçando para se levantar da pobreza e prover oportunidades para os mais de 4 bilhões de pessoas que vivem em países subdesenvolvidos no aspecto tecnológico.” (Letter from Frederick Seitz - Research Review of Global Warming Evidence).

A Origem do Big Bang e o Aquecimento Global

Emmanuel Swedenborg, em 1734, admitiu que lhe havia sido dito em uma sessão espírita que gás no espaço exterior se revirou e se auto-transformou no que é hoje o sol e as estrelas. Propagou esta teoria entre outros, tornando-se assim a fonte primária para a Teoria da Hipótese Nebular.

George Gamou, em 1949, publicou a Teoria do Big Bang, segundo a qual o nada se juntou e explodiu dando origem a hidrogênio, o qual então se transformou no que são as estrelas, os planetas, etc...Desenhava quadrinhos com termos intrigantes (como o ylem) fascinando os cientistas evolucionistas. George Gamov decidiu passar a receber por seus quadrinhos de estórias de ficção científica e passou a escrever para o público em geral. Vários anos depois, ele apresentou a astrônomos uma seqüela do Big Bang. Era o ciclo de oitenta bilhões de anos, chamado A Teoria do Universo Oscilante, onde uma expansão exterior do universo era seguida por um colapso interno transformando-se em um ponto menor do que uma polegada, e que depois explodiu para fora, de novo.

Fred Hoyle, em 1948, publicou a Teoria do Estado Estável do Universo, a qual ensina a geração espontânea de matéria (hidrogênio) no espaço exterior. Uma década depois, ele também se tornou um escritor de ficção científica em tempo integral, escrevendo por vários anos e mais tarde repudiando sua teoria como sem nenhum valor.

Esse mesmo Fred Hoyle foi um dos maiores propagadores de uma teoria chamada de Panspermia. Segundo esta “teoria”, a vida se encontraria espalhada por todo o universo em "sementes" as quais fariam parte das nuvens interestelares e chegariam aos planetas abrigados no núcleo de cometas. Esses "esporos" já conteriam códigos que regeriam seus desenvolvimentos futuros. E o que tem isto a ver com o suposto aquecimento global? É o que você verá a seguir.

Svante Arrhenius (1859 – 1927), o pai da teoria da Panspermia e do Aquecimento Global

Juntamente com Fred Hoyle (1915–2001) e Chandra Wickramasinghe, Svante Arrhenius foi um dos maiores proponentes da Panspermia, uma teoria desenvolvida a partir de registros do filósofo grego Anaxágoras (c. 500 AC) e já mencionada acima. Foi este mesmo sr Arrhenius o elaborador da teoria das Eras Glaciais e o primeiro a especular sobre as mudanças nos níveis de dióxido de carbono na atmosfera, mudanças estas que poderiam levar ao seu suposto Efeito Estufa ("On the Influence of Carbonic Acid in the Air Upon the Temperature of the Ground", Philosophical Magazine 1896(41): 237-76).

Em 1907, Arrhenius publicou um livro chamado Das Werden der Welten (Mundos em Formação), dirigido ao público leigo, no qual ele sugere que as emissões humanas de dióxido de carbono seriam suficientes a fim de prevenir que o mundo entrasse em uma nova Era Glacial. Curiosamente (e talvez uma grande surpresa para muitos ambientalistas iletrados que hoje propagam “os perigos” do fictício efeito estufa), o autor da teoria do Efeito Estufa, acreditava que um mundo mais quente seria uma mudança positiva, pois uma terra mais aquecida proporcionaria um grande aumento nas plantações e colheitas a fim de alimentar uma população mundial crescente. Todavia, a despeito de suas nobres preocupações com a alimentação dos povos (como se não houvesse um Deus nos céus controlando tudo), suas teorias sobre Eras Glaciais, Efeito Estufa e cálculos foram posteriormente considerados todos errados.

Cito agora um trecho de uma matéria publicada no site Mídia Sem Máscara:
"Hoje em dia é difícil abstrair a publicidade sobre o efeito estufa e o aquecimento global por ação humana. Histórias dramáticas sobre iminentes catástrofes de clima são notícias de primeira página de jornal e recebem horas na televisão e rádio, enquanto os políticos aproveitam toda oportunidade para reafirmar suas credenciais verdes. Sir David King o principal assessor científico de Tony Blair descreveu mudança de clima como "o problema mais sério que hoje enfrentamos", enquanto o ex Vice-presidente Al Gore reivindica que "está em jogo nada menos do que a sobrevivência de civilização humana" e Evo Morales entende que as enchentes ocorridas na Bolívia no verão de 2007 foram causadas pelo aquecimento global gerado por americanos. A mídia já atribuiu o terremoto no Himalaia, o tsunami do Oceano Índico, a temporada de furacões nas Caraíbas e de tufões asiáticos, a seca do deserto de Saara à mesma causa. Curiosa é a designação jornalística do gás carbônico como poluente quando é o nutriente que sustenta, através da fotossíntese, a cadeia de alimentação de todos os seres vivos do planeta. Afirmações do gênero não são úteis aos bem informados, ainda que atendam à conveniência de alguns interesses.
Inventou-se um consenso inexistente. Pode ser constatado por consulta aos periódicos de ciência de clima que cientistas estão longe de ter opinião unânime, mas o noticiário alarmista costuma ser prefaciado pelo refrão “Todos os cientistas afirmam...” o que equivale a afirmar que os sacerdotes falaram e que todos devem crer, pois Roma locuta, causa finita. Quem adota essa postura revela uma fé comovedora e inteiramente fora de lugar em fenômenos físicos que exigem medição e prova e não os atos de fé apropriados a assuntos religiosos. Pessoas não afeitas a ciências exatas ignoram métodos quantitativos na apuração de relações de causa e efeito. Imaginam que o conhecimento é formulado num processo político, pela contagem de votos a favor ou contra uma proposição a ser eleita como verdade científica. Está longe de ser assim pela razão apontada por Albert Einstein quando o partido nazista rejeitou a Teoria da Relatividade como “física judaica” e sua máquina de propaganda publicou um artigo com o título: “Cem cientistas alemães contra a Relatividade”. Einstein retrucou: “Por que cem? Basta um que apresente prova válida”. Unanimidade de votos contrários no Tribunal da Inquisição de Roma nada significou para Galileu e até hoje nada significa para a ciência baseada no raciocínio lógico dedutivo com comprovação em experimentação sistemática." ( Alan N. Ditchfield)

Brasileiros são os mais preocupados com o clima

"Os brasileiros são as pessoas mais preocupadas do mundo com as mudanças climáticas, de acordo com uma pesquisa encomendada pela BBC. "

"Segundo o levantamento, divulgado nesta terça-feira, 87% dos brasileiros ouvidos se preocupam com o problema. Os sul-africanos vêm em segundo lugar, com 82%." (BBC Brasil).

Na realidade, quanto menos informada uma população for, quanto menos alfabetizada, mais alienada e manipulada, maior será o crédito dado a essas pseudo-informações baseadas em falsas e absurdas premissas (para não mencionar o disparate de suas conclusões). Lembrando, ainda, nossas tristes e lamentáveis estatísticas:

- 75% dos brasileiros são considerados analfabetos funcionais. Isso mesmo: 3 em cada 4 brasileiros. Destes, 8% são analfabetos absolutos, 30% lêem mais compreendem muito pouco e 37% entendem alguma coisa mas são incapazes de interpretar e relacionar informações (Fonte: Geração Online/INAF-Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional). Só para comparar: Na Suécia, esta mesma taxa é de 7%!

A Realidade Espiritual

Pior do que ser um analfabeto funcional é ser um ignorante espiritual. E embora muitos procurem ver e avaliar os atuais acontecimentos que atingem o mundo sob uma perspectiva meramente humana, a verdade é que caminhamos para dias terríveis a seguir, e se não contarmos com a misericórdia e com a graça de Deus, para nos proteger de tantas enganações e seduções da mentira, iremos de mal a pior. Mas, certamente que aqueles que amam a vinda do Senhor Jesus Cristo não estarão entre aqueles para os quais ele dirá:

"Não sei donde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais iniqüidades." Lucas 13:27

Se, todavia, dermos ouvidos Àquele que dos céus nos adverte, estando nós na habitação de Seu Espírito, certamente que ouviremos do Senhor:

"Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo." Mateus 25:34
E estas palavras serão ouvidas em muito breve! Amém!

-- http://drleadnet.com

Como nos tempos pré-diluvianos, a Terra está repleta de violência

A terra está cheia de violência
Fonte: Revista Ultimato

Pode-se ler esta notícia em jornais em português, em espanhol (La tierra está llena de violencia), em inglês (The earth is filled with violence), em francês (La terre est pleine de violence), em italiano (La terra è piena di violenza) e em muitas outras línguas ao redor do mundo. É fato, salta aos olhos. O problema é antigo e moderno. É maior hoje em conseqüência do aumento da população do globo (de 1,6 bilhão para 6,3 bilhões nos últimos cem anos). É mais visível hoje por causa da eficiência e da velocidade dos meios de comunicação. É chocante porque os números da violência são assustadores, a começar com os massacres ocorridos em Ruanda em 1994 — quase 1 milhão de pessoas foram mortas nos conflitos promovidos por extremistas hutus contra a minoria tútsi.

Curioso é que a manchete “A terra está cheia de violência” aparece também na Bíblia (Gn 6.11). Refere-se ao mundo antediluviano, à sociedade contemporânea a Noé. Este casamento da violência de ontem com a violência de hoje é bastante oportuno. Pode ser uma chamada, um aviso, uma ameaça e também, quem sabe, uma oportunidade. É proveitoso relembrar o personagem central e os acontecimentos que se deram na parte habitada do planeta na época do dilúvio.

O homem notavelmente completo e de fé O livro de Gênesis refere-se a Noé como “homem justo e íntegro entre o povo da sua época” e afirma que ele, à semelhança de seu bisavô Enoque, “andava com Deus” (Gn 5.22; 6.9). Mas o original hebraico diz mais do que isso. Daí a paráfrase da Bíblia Viva: “Noé era o único homem reto, de todos os que viviam naquele tempo. Ele procurava viver sempre de acordo com a vontade de Deus”. O comentarista Derek Kidner vai além e afirma que, “num mundo corrompido, Noé emerge como o melhor elemento de uma geração má [e] como um homem de Deus notavelmente completo” (Gênesis: Introdução e Comentário). O grande feito de Noé foi manter esse excelente comportamento em meio aos seus contemporâneos. Noé estava em um extremo e todos os demais estavam no extremo oposto. Antes de ser um sobrevivente do dilúvio, ele foi um sobrevivente da corrupção globalizada da sua geração. Ele vivia entre pessoas infectadas sem se contaminar.

A Epístola aos Hebreus ressalta uma qualidade de Noé que está explícita em Gênesis: “Pela fé Noé, quando avisado a respeito das coisas que ainda não se viam, movido por santo temor, construiu uma arca para salvar sua família” (Hb 11.7). Construir uma embarcação de três andares de 3.037,5 metros quadrados cada um, em terra seca, longe de rio ou mar, ao longo de 120 anos, sem nenhum registro histórico de inundação e antes de qualquer sinal visível de que tal coisa poderia acontecer, firmado unicamente na revelação de Deus — é um gesto de fé tão grande quanto o de Abraão ao se dispor a sacrificar o próprio filho na certeza de que Deus o ressuscitaria (Hb 11.17-19).

O pregador da justiça Em sua Segunda Epístola (2.5), o apóstolo Pedro acrescentou mais um predicado a Noé, que não aparece em nenhuma outra parte da Bíblia. Ele o chama de “pregador da justiça” (A Bíblia de Jerusalém chama-o de “o arauto da justiça”). Outras versões são mais enfáticas: Noé era “a única voz que proclamava justiça” (J. B. Phillips), “o único homem que falava a favor de Deus” (BV) e “aquele que anunciou que todos deveriam obedecer a Deus” (NTLH).

Autores não bíblicos também registram essa faceta de Noé. É o caso de Flávio Josefo (primeiro século d.C.) e Clemente de Alexandria (segundo século d.C.). Os famosos Oráculos Sibelinos, lidos e citados por vários pais da igreja, também dizem que Noé era “mensageiro da justiça”.
A pregação de Noé ontem é a pregação do Espírito Santo hoje: “Quando ele [o Espírito] vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16.8). Não é fácil convencer uma maioria esmagadora do pecado globalizado, arraigado e contumaz. Mas a pregação não é só para provocar uma eventual mudança de idéia a respeito do pecado e de Deus. É também para questionar, desmascarar, estabelecer a culpabilidade, condenar, arrancar da alma humana o último pingo de justiça própria. Se tivesse medo de falar contra a perversidade, a corrupção e a violência, e a favor da santidade, da soberania e do juízo de Deus, Noé teria fracassado.

Sem dúvida, Noé foi alvo de zombaria e de piadas da parte de seus contemporâneos. Até hoje há quem o ridiculariza, como o poeta brasileiro Oswald de Andrade (1890-1954), chamando-o de “diretor do circo zoológico flutuante que percorreu o mundo à toa e acabou se dispersando por falta de público” (Dicionário de Bolso).
pregação de Noé era tríplice: ele pregava por meio de seu estilo de vida (era justo e íntegro), por meio da construção da arca (levava Deus a sério) e por meio da palavra (não se calava). Nas duas primeiras vias, a pregação de Noé era captada visualmente; na terceira, era captada audivelmente. Quando se tratava das coisas de Deus, os contemporâneos de Noé tinham olhos, mas não enxergavam; tinham ouvidos, mas não ouviam. É por isso que a Epístola aos Hebreus afirma categoricamente que, “por meio da fé, ele [Noé] condenou o mundo” (11.7). Simon Kistemaker lembra que “a construção de uma embarcação em terra seca ofereceu muitas oportunidades de se pregar a justiça aos habitantes perversos do mundo”, mas ninguém deu ouvidos ao “arauto da justiça”. Curiosamente, centenas de anos mais tarde, outro pregoeiro da justiça foi enviado por Deus a uma grande cidade cuja maldade havia subido à sua presença, para convencer seus habitantes do pecado, da justiça e do juízo iminente. E o resultado foi totalmente diferente daquele da pregação de Noé: “Os ninivitas creram em Deus. [...] E todos eles, do maior ao menor, vestiram-se de pano de saco” (Jn 3.5)!

A maior inundação de todos os tempos O dilúvio de que falam as Escrituras Sagradas (Gn 6–9) e outros escritos sumérios e babilônicos de fato aconteceu. Não se sabe ao certo a ocasião em que se deu nem se foi um fenômeno regional ou universal. Teria acontecido muitos anos antes da chamada de Abraão, ocorrida mais de dois mil anos antes de Cristo.

A maior enchente de que se tem notícia foi provocada de baixo para cima (“todas as fontes das grandes profundezas jorraram”), e de cima para baixo (“e as comportas do céu se abriram”). É provável que tenha havido um terremoto e o fundo dos oceanos tenham se elevado. Toda a água levantada do mar se encontrou com toda a água de quarenta dias e quarenta noites de chuva ininterrupta. Teria havido uma inversão do que aconteceu no segundo dia da criação, quando “Deus fez o firmamento [o céu] e separou as águas que ficaram abaixo do firmamento das que ficaram por cima” (Gn 1.7).

As águas do dilúvio “subiram até quase sete metros acima das montanhas” e fizeram desaparecer todos os animais e todos os seres humanos, exceto aqueles que foram abrigados na famosa e não lendária arca de Noé (Gn 7.20-23). A inundação prevaleceu 150 dias sobre a terra e o escoamento de tão grande volume de água durou outros 150 dias (Gn 7.24; 8.3). Ao todo, o tempo passado na arca foi superior a um ano (377 dias).

A arca de Noé tinha fundo achatado e media 135 metros de comprimento, 22,5 de largura e 13,5 de altura. Tais dimensões poderiam provocar um deslocamento de 43.300 toneladas. Havia três andares (ou conveses), o superior, o médio e o inferior, divididos em compartimentos (alguns dos quais deveriam ser os camarotes dos oito sobreviventes, que eram ao mesmo tempo tripulantes e passageiros). Depois da incrível borrasca, a embarcação pousou na região montanhosa de Ararate, entre o mar Cáspio e o mar Negro, na atual Turquia, a cerca de 800 quilômetros de seu ponto de partida, talvez sobre o pico mais alto das montanhas, coberto de gelo, a 5.600 metros acima do nível do mar (Gn 8.4).

A história do dilúvio ocupa quatro capítulos do primeiro livro da Bíblia. É mencionada por Jesus como lembrete da vigilância contínua no discurso sobre a inesperada vinda do Filho do Homem (Mt 24.38; Lc 17.26). As outras referências estão na Epístola aos Hebreus (11.7) e nas Epístolas de Pedro (1 Pe 3.20; 2 Pe 2.5).

O dilúvio não é apenas um registro histórico. É uma palavra profética para o mundo de hoje, tão cheio de violência e tão sujeito ao juízo de Deus como o mundo do tempo de Noé.

Wednesday, May 09, 2007

Análise: Tristeza Corporativa

O descontentamento e a insatisfação da humanidade está muito evidente nestes tempos finais. Que Cristo Jesus, o caminho, a verdade e a vida seja a nossa alegria e satisfação.
Tristeza corporativa
O capitalismo selvagem em que vivemos está gerando um processo produtivo desumano e doentio
Deusdedith Aquino, Jornalista


Pesquisa realizada pela psicóloga Betânia Tanure, entrevistando, pessoalmente, 263 presidentes, vice-presidentes e diretores de 350 empresas no país, além de outros 1 mil executivos, por questionário, mostrou um quadro alarmante de infelicidade no topo das corporações. Qualificado pela revista Época Negócios (maio/2007) como “o mais completo estudo sobre o mundo corporativo no Brasil”, o trabalho levou dois anos de levantamentos, análises e conclusões. Betânia Tanure é uma referência internacional em cultura empresarial. Professora associada da Fundação Dom Cabral, mestre convidada do Instituto Internacional de Administração e Negócios (Insead, França) e da London Business School (Inglaterra), autora de sete livros, a própria pesquisadora ficou impressionada com o que encontrou.
Do total de executivos, 84% são infelizes no trabalho, 76% acessam e-mail profissional fora do horário de serviço, 58% acham que os cônjuges estão descontentes com o ritmo excessivo de trabalho deles, 55% vivenciam uma mudança radical no campo profissional, 54% estão insatisfeitos, com o tempo dedicado à vida pessoal e 35% apontam problemas com o chefe. Para chegar a esse resultado, de forma profunda, a professora chefiou uma equipe que utilizou dois tipos de avaliação. O Índice Global de Satisfação verifica horas trabalhadas, grau de satisfação com chefes e subordinados, níveis de cobrança por resultados e sistema de recompensa. Já o Índice Global de Sensações e Atitudes registra o grau de efeitos somáticos, como ansiedade, insônia, problemas familiares, desânimo, consumo de bebidas alcoólicas e outros. Cruzados esses dados, são considerados infelizes aqueles em que os indicadores negativos ultrapassam os positivos. Diante desse quadro, como os profissionais da alta cúpula das empresas estão conseguindo sobreviver? A resposta é da própria professora Betânia Tanure: “Eles colocam um véu em seus problemas e se recusam a olhar para suas infelicidades”.
A pesquisa certamente será debatida em universidades e corporações, aqui e no exterior. É uma preciosidade, que mostra como as organizações, de modo geral, se tornaram tóxicas para os seres humanos. Presos numa cadeia de falta de escolhas, e também premidos por sua própria ambição, pela pressão financeira da família e, de certa forma, pelo gosto da competição, presidentes e dirigentes são a mortadela do sanduíche. Sobre eles, acionistas cada vez mais ávidos por resultados na “linha final dos balanços” ou nas cotações em bolsas de valores. Embaixo, clientes cada vez mais exigentes, levando a uma competição feroz. Também no recheio há funcionários, fornecedores, governos etc. Altos executivos contratados – em intensidade maior do que dirigentes-proprietários das empresas, porque esses têm mais liberdade de comando – estão intrincados na teia dos stakeholders (todo o público que o cerca).
Esse movimento tem algumas origens que podem ser identificadas. A introdução dos programas de qualidade total, na década de 1980, que, em busca de aumento da produtividade e copiando modelos da austeridade japonesa, geraram arrocho nas linhas de produção. Nessa fase, os atingidos foram os “operários do chão de fábrica”, enquadrados em normas para elevar a produção por hora/homem/máquina. Era o primeiro aceno de ajuste à competição internacional que crescia, vinda da Ásia. Quem não se lembra dos Tigres Asiáticos? Os efeitos foram bons para as empresas, cujo ajuste permitiu maior capacidade de competir com o exterior. Mas a combinação de consumidores exigentes e tecnologia crescente bateu de frente com milhões de trabalhadores que perderam seus empregos pelo mundo afora ou foram forçados a mudanças de métodos em suas vidas.
Uso intensivo de informática e telecomunicações, o barateamento dos transportes e o alargamento dos mercados, que permitiram a globalização, a partir dos anos 1990, fecharam o circo. Em busca da eficiência competitiva a qualquer custo, surgiram os famigerados programas de downsizing (redução brusca de estruturas), a “reengenharia” (mudança de processos, com “enxugamento” na quantidade de trabalhadores) e outras novidades lançadas por gurus. Para as pessoas, os impactos nos últimos 25 anos foram terríveis e, vendo esse trajeto, não é difícil compreender por que a pesquisa da professora Tanure apresenta tanta tristeza corporativa. Ela mesma constata: “Legiões de profissionais foram demitidos. Quem antes fazia apenas seu trabalho passou a realizar o de três. Quem chefiava um departamento assumiu o comando de vários. Os que sobraram tiveram de provar sua competência de maneira obsessiva. O acirramento da competição globalizada trouxe uma virada no mundo das organizações”.
Quem está no jogo, por gosto, ambição ou necessidade, atribui tudo isso às chamadas novas realidades do mercado. Mas é preciso acrescentar um ponto crucial: o capitalismo selvagem em que vivemos está gerando um processo produtivo desumano e doentio.
Estado de Minas 9/4/2007

Saturday, May 05, 2007

Uma reflexão sobre o consumismo desenfreado destes tempos finais

O consumismo desenfreado tem sido um combustível poderoso na crescente insatisfação da sociedade atual. Tamanha insatisfação gera por sua vez muitas iniqüidades e abominações neste sistema mundano maligno moribundo.
Necessidades Desnecessárias
Richard J. Foster
Publicação: 26/04/2007
"A simplicidade nos liberta... nos permite ver as coisas como são"!

A cultura contemporânea é atormentada pela paixão de possuir. Está sempre presente a idéia de que uma boa vida é encontrada no acúmulo de bens materiais. Em geral, aceitamos essa idéia sem questionar, e o resultado é que o desejo fervente de afluência na sociedade tornou-se psicótico: perdeu completamente o contato com a realidade. Ademais, o ritmo do mundo moderno acentua o nosso sentimento de fratura e fragmentação. Sentimo-nos tensos e apressados. A simplicidade nos liberta dessa mania moderna, trazendo sanidade à nossa extravagância compulsiva e paz ao nosso espírito frenético. Ela nos permite ver as coisas como são – bens para embelezar a vida, não para oprimi-la. As pessoas podem tornar-se, novamente, mais importantes do que os bens materiais.

A Estratégia Maléfica
O plano da mídia é o de "inflamar nosso desejo de querer sempre ter mais". É importante atentar para a maneira como os serviços de comunicação procuram enredar sua presa: eles são insistentes e, por veicularem muitas vezes a mesma propaganda, acabam conquistando espaço em nossas mentes, fazendo-nos crer que não vivemos sem muitas coisas. Preste bastante atenção à representação abaixo, exemplo de como progressivamente a mente vai sendo capturada:
Isto é extravagante à Seria bom ter isto à Realmente eu preciso disto à Eu tenho de ter isto.
A televisão nos diz que as coisas mais idiotas nos farão loucamente felizes. Pode bem ser que elas nos deixem loucos, mas é genuinamente duvidoso que realmente nos tornem felizes. Os propagandistas famosos estão trabalhando dia e noite para nos fazer encaixar em sua forma. Eles se lançaram a um empenho conjunto de capturar nossas mentes e as mentes de nossos filhos.
Somos enganados, logrados, persuadidos. Contudo, isso é feito de maneiras tão sutis que nem percebemos o que aconteceu. Pensamos que somos sábios porque conseguimos enxergar facilmente a lógica infantil dos anúncios. Mas quem escreveu os anúncios nunca tencionou que acreditássemos nesses anúncios bobos, apenas desejássemos o produto que anunciam. E acabamos comprando porque os anúncios atingem seu alvo de inflamar nosso desejo.
Mais diabólico e manipulativo, ainda, é a maneira pela qual a mesma companhia fabrica produtos rivais. Elas sabem que os consumidores sentem que têm poder se houver escolha, e esse sentimento de poder os levará a comprar, comprar, comprar. Amamos o poder de nos recusar a comprar uma marca de detergente com seus estúpidos cristais branqueadores, e, em vez dele, escolhemos outro. A escolha, contudo, não foi realmente escolha alguma, visto ambas as marcas serem fabricadas pela mesma companhia e serem basicamente a mesma de qualquer forma.
A aparente competição acirrada é, em geral, nada mais do que uma guerra falsa para nos fazer pensar que estamos comprando algo melhor. A intenção da propaganda não é a de persuadir o espectador a comprar uma marca particular disso ou daquilo, mas de criar a disposição de consumir. Aparelhos mais luxuosos, sofás mais confortáveis, carros mais famosos, mais...mais...mais. O alvo é aumentar o desejo!
Como Reagir
Mas o que fazer? Aqui estão algumas sugestões.
1. Junte-se à revolta jubilosa e feliz contra a máquina da propaganda moderna.
2. Quando for tomada a decisão de obter um item em particular, apresente-o a Deus em oração por talvez uma semana. Isso permite esperarmos em Deus e põe um fim às compras por impulso.
3. Faça recreação saudável, feliz e livre de aparelhos.
4. Aprenda a comer sensata e sensivelmente. Plante uma horta, mesmo que consista apenas de potinhos no beiral da janela. Coma menos vezes fora.
5. Conheça a diferença entre viagens significativas e viagens desnecessárias. Quando Albert Schweitzer visitou os Estados Unidos, os jornalistas lhe perguntaram porque viajava de terceira classe no trem. Respondeu ele: "Porque não há uma quarta classe!"
6. Compre coisas por sua utilidade e não por seu status. Sua casa deve servir para ser habitada e não impressionar os outros. Compre somente as roupas de que precisa – pare de tentar impressionar as pessoas com suas roupas e impressione-as com sua vida. Quanto aos móveis – sua mobília deve refletir você, não alguma vitrina formal.
7. Enfatize a qualidade de vida acima da quantidade de vida.
8. Cultive a solidão e o silêncio. Aprenda a meditar, a ouvir-se e a ouvir Deus.
9. Desenvolva amizades íntimas e desfrute longas noites em conversa séria e hilariante. Essas ocasiões são muito mais valiosas do que todo o entretenimento plástico que o mundo comercial tenta nos vender.
10. Valorize a música, a arte, os livros, os passeios significativos. Se você não tem tempo para ler, é sinal que anda ocupado demais.
11. Descubra a oração como um entretenimento vespertino.
12. Aprenda a verdade de que aumentar a qualidade de vida significa diminuir o desejo material.
13. Dê as costas a todas as situações competitivas de alta pressão que fazem da subida profissional seu principal enfoque.
14. Nunca coloque a felicidade no palco principal da vida.
Ao lutarmos para saber o que fazer em cada situação, faríamos bem em manter diante de nós a observação astuta de Mark Twain: "A civilização é uma multiplicação ilimitada de necessidades desnecessárias."

Extraído e adaptado de "Celebração da Simplicidade", Richard Foster; direitos autorais pertencentes à Editora Hagnos, edição atualmente esgotada. Richard Foster, autor e conferencista, tem raízes entre os quacres (Quakers), com os quais mantém ligações até o presente. É fundador de "Renovare", uma organização dirigida ao desenvolvimento e crescimento da vida espiritual entre os cristãos de todas as igrejas (www.renovare.org).

Texto extraído do sítio www.celebrandodeus.com

Friday, May 04, 2007

Guerras e rumores de guerras:premiê japonês quer modificar constituição pacifista

Detalhe: reformular a constituição japonesa, tornaria possível uma ação militar retaliatória conta a belicosa Coréia do Norte, que tem muitos mísseis balísticos nucleares. A segunda vinda de Jesus Cristo se aproxima a cada dia!
Premiê japonês quer reformar Constituição pacifista
Primeiro-ministro busca apoio para promover alteração, que permitiria o país de ter Exército, mas encontra resistência

Toru Yamanaka/AFP
Tóquio – O primeiro-ministro Shinzo Abe marcou o 60º aniversário da Constituição pacifista do Japão pedindo uma "ousada" revisão da Carta Magna para permitir que o país assuma um papel maior nas questões internacionais de segurança. Uma revisão da Constituição do Japão, criada no pós-guerra e escrita pelas forças de ocupação dos EUA, é um dos principais objetivos políticos de Abe.
A Constituição de 1947, que proíbe o uso da força militar para resolver disputas internacionais e não permite a manutenção de um Exército voltado para a guerra, nunca foi alterada. Apesar de diversas pesquisas recentes mostrarem um apoio substancial do público a algumas mudanças no documento, a manutenção de seu espírito pacifista é defendida por uma maioria "É necessária uma ousada revisão da posição pós-guerra do Japão e uma profunda discussão da Constituição para um novo Japão, a fim de se abrir uma nova era", disse o premiê num comunicado. Ele acrescentou também que está determinado a trabalhar "no sentido de um Japão que instigue confiança e orgulho entre seus filhos".
Numa iniciativa que começou com o anterior primeiro-ministro Junichiro Koizumi, o governo tem pressionado por mudanças constitucionais que removeriam restrições impostas aos militares do Japão e declarasse claramente o direito do país de ter um Exército com total capacidade.
O apoio popular a reformas na Constituição é dúbio. Em pesquisas publicadas ontem nos jornais Manichi Shimbum e o Nikkei, 51% se mostraram favoráveis a mudanças na Carta Magna, mas 49% não concordam que seja alterada a cláusula pacifista, contra 33% que concordam. O Japão já fez importantes mudanças de interpretação da Constituição pacifista, levando a declarar que o país tem o direito de manter uma força armada para sua proteção, o que permitiu a criação de suas Forças de Autodefesa, com 240 mil efetivos.
Tóquio enviou militares para uma missão no exterior, pela primeira vez depois da 2ª Guerra Mundial, em 2004, no Iraque, e tem reabastecido navios de guerra no Oceano Índico em apoio a operações dos EUA no Afeganistão. No ano passado, o Japão elevou sua Agência de Defesa para a categoria de ministério.
Mas os obstáculos para uma reforma constitucional continuam grandes. O Japão precisaria afastar temores de vizinhos, como a China e a Coréia do Sul, que sofreram invasões dos militares japoneses no século passado. Muitos ainda guardam fortes ressentimentos com a conduta do Japão na guerra e suspeitam de qualquer iniciativa buscando uma ressurgência do espírito militar japonês. E um forte sentimento pacifista ainda existe no Japão. Ontem, cerca de 10 mil pessoas fizeram uma manifestação contra a alteração da cláusula pacifista na Constituição.

Crise do dólar e crise do euro


Crise do dólar e crise do euro
por Robert Kurz

A crise da valorização real do capital transforma-se sempre também em crise do dinheiro. O dinheiro, porém, não existe imediatamente como dinheiro mundial, mas apenas como moeda com um determinado nome de dinheiro nacional. À medida em que o capital se expande em estruturas transnacionais vai-se tornando notória a contradição com o carácter de moeda nacional do dinheiro. O dólar, sendo moeda do comércio mundial e moeda de reserva mundial, permanece simultaneamente ligado aos EUA, enquanto estado nacional. Porém, o fundamento para a sua função de moeda mundial na globalização já não é a posição dominante da economia nacional dos EUA, mas apenas o seu papel como "poder garante" do capitalismo de crise planetário, em virtude da máquina militar sem concorrência, que de certa maneira constitui o "ouro" do dólar. Só por isso é que o capital dinheiro global excedente se desloca predominantemente para aplicações em dólares, como pretenso "porto seguro", financiando assim o transbordante défice da balança de pagamentos dos EUA. Mas esta constelação é precária, pois ameaça levar à queda do dólar e com ela à perda da função de dinheiro mundial, uma vez que o peso do sempre crescente défice externo repercute-se no carácter nacional da moeda.
A crise do dólar que se desenha poderia sugerir uma futura ascensão do Euro ao papel de dinheiro mundial. Mas tal aparência é enganadora, pois é impossível à União Europeia assumir o papel de "poder garante" global. Nas condições de crise dominantes, uma máquina militar com as dimensões da dos EUA seria infinanciável, mesmo num espaço de tempo histórico. E até os EUA já há muito correm o risco de perder o controlo, como se vê não apenas no Iraque. Economicamente, a União Europeia não tem de facto nenhuma posição dominante própria, pelo contrário, está ligada à estrutura de défice dos EUA, com as suas exportações de capital e de mercadorias na globalização. Sobretudo, porém, o Euro é um produto artificial. A União Monetária não corresponde a nenhum estado nacional europeu. Não há aqui nenhuma vantagem face aos EUA, apenas a contradição entre capital transnacional e espaço monetário assume aqui uma forma diferente.
A União Monetária Europeia ameaça levar à desintegração, em vez de à integração, porque foi apenas sobreposta a espaços funcionais estatais nacionais que continuam com níveis de produtividade diferentes. Os défices explosivos na balança da pagamentos em Espanha, Grécia e Portugal, na ordem de 7 a 10% do PIB, já não podem ser amortecidos com a desvalorização cambial das moedas nacionais, porque estes países têm agora a mesma moeda que os países com superavit (sobretudo a RFA). Esboça-se um desastre semelhante ao da unificação alemã, onde os diferentes níveis de produtividade da RFA e da RDA foram compelidos a um tecto monetário comum. A consequência foi o conhecido e até hoje não dominado desastre da integração económica da Alemanha Oriental. No âmbito do espaço do Euro, porém, o problema não pode ser disfarçado com pagamentos-transferências, como no âmbito da RFA. Por isso, sob a pressão da globalização, a União Europeia está claramente à deriva. Os países do sul da Europa, na sua aflição, começam a desalavancar o mercado interno europeu com medidas de protecção nacional. Paralelamente à crise do dólar está à vista uma crise do Euro a curto prazo. No capitalismo de crise global, em última instância, é toda a função do dinheiro que soçobra, precisamente porque o meio dinheiro não consegue ser universal, mas continua ligado a espaços monetários delimitados.
O original foi publicado no Neues Deutschland, de 02/Junho/2006. A tradução em português encontra-se em http://obeco.planetaclix.pt/rkurz230.htm Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .