Friday, May 04, 2007

Guerras e rumores de guerras:premiê japonês quer modificar constituição pacifista

Detalhe: reformular a constituição japonesa, tornaria possível uma ação militar retaliatória conta a belicosa Coréia do Norte, que tem muitos mísseis balísticos nucleares. A segunda vinda de Jesus Cristo se aproxima a cada dia!
Premiê japonês quer reformar Constituição pacifista
Primeiro-ministro busca apoio para promover alteração, que permitiria o país de ter Exército, mas encontra resistência

Toru Yamanaka/AFP
Tóquio – O primeiro-ministro Shinzo Abe marcou o 60º aniversário da Constituição pacifista do Japão pedindo uma "ousada" revisão da Carta Magna para permitir que o país assuma um papel maior nas questões internacionais de segurança. Uma revisão da Constituição do Japão, criada no pós-guerra e escrita pelas forças de ocupação dos EUA, é um dos principais objetivos políticos de Abe.
A Constituição de 1947, que proíbe o uso da força militar para resolver disputas internacionais e não permite a manutenção de um Exército voltado para a guerra, nunca foi alterada. Apesar de diversas pesquisas recentes mostrarem um apoio substancial do público a algumas mudanças no documento, a manutenção de seu espírito pacifista é defendida por uma maioria "É necessária uma ousada revisão da posição pós-guerra do Japão e uma profunda discussão da Constituição para um novo Japão, a fim de se abrir uma nova era", disse o premiê num comunicado. Ele acrescentou também que está determinado a trabalhar "no sentido de um Japão que instigue confiança e orgulho entre seus filhos".
Numa iniciativa que começou com o anterior primeiro-ministro Junichiro Koizumi, o governo tem pressionado por mudanças constitucionais que removeriam restrições impostas aos militares do Japão e declarasse claramente o direito do país de ter um Exército com total capacidade.
O apoio popular a reformas na Constituição é dúbio. Em pesquisas publicadas ontem nos jornais Manichi Shimbum e o Nikkei, 51% se mostraram favoráveis a mudanças na Carta Magna, mas 49% não concordam que seja alterada a cláusula pacifista, contra 33% que concordam. O Japão já fez importantes mudanças de interpretação da Constituição pacifista, levando a declarar que o país tem o direito de manter uma força armada para sua proteção, o que permitiu a criação de suas Forças de Autodefesa, com 240 mil efetivos.
Tóquio enviou militares para uma missão no exterior, pela primeira vez depois da 2ª Guerra Mundial, em 2004, no Iraque, e tem reabastecido navios de guerra no Oceano Índico em apoio a operações dos EUA no Afeganistão. No ano passado, o Japão elevou sua Agência de Defesa para a categoria de ministério.
Mas os obstáculos para uma reforma constitucional continuam grandes. O Japão precisaria afastar temores de vizinhos, como a China e a Coréia do Sul, que sofreram invasões dos militares japoneses no século passado. Muitos ainda guardam fortes ressentimentos com a conduta do Japão na guerra e suspeitam de qualquer iniciativa buscando uma ressurgência do espírito militar japonês. E um forte sentimento pacifista ainda existe no Japão. Ontem, cerca de 10 mil pessoas fizeram uma manifestação contra a alteração da cláusula pacifista na Constituição.

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