Mensagem de fim de ano: um alerta contra a apostasia na Igreja
Muitos ignoravam que a primeira vinda do messias (JESUS) ocorreria. Isto ocorreu a mais de 2000 anos. Atualmente, muitos no seio da fé tem ignorado o fato de que o mesmo Cristo retornará com poder e glória para buscar sua noiva, a Igreja Gloriosa.
Que o Senhor nos livre disto pela sua misericórdia e que tenhamos cada mais esperança em sua bendita volta!
Operadores do Erro
"E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira" 2 Tes.2:11
DUAS DATAS:
1) Bênção de Toronto, Canadá:
Início: 20 de janeiro de 1994
2) Avivamento na Assembléia de Deus em
Brownsville, Pensacola, Flórida, EUA:
Início: 18 de junho de 1995
O SECTARISMO CARISMÁTICO
Kevin Reeves
Tradução de Mary Schultze
Há um ano atrás, um amigo meu assistiu a um culto dominical em um grupo carismático, conhecido pela sua exuberante adoração, envolvimento local e apaixonado ministério com crianças. O pastor era relativamente novo na área, um veterano de meia idade, cuja extrovertida personalidade e dinâmica ligação com o ministério ofereciam uma certa esperança ao sistema eclesiástico espiritualmente frio da cidade. Durante esse culto especial, o pastor leu a narrativa de Atos 5 sobre Ananias e Safira e, segundo meu amigo contou, ele advertiu solenemente a congregação: “Jamais critiquem o que acontece na Igreja e, se o fizerem, tenham cuidado!”
A implicação para o meu amigo horrorizado ficou meridianamente clara. Tudo que acontecesse naqueles cultos seria de Deus. Opor-se ou questionar quaisquer incidentes ou manifestações seria virtualmente estar provocando a ira de Deus. E Deus iria tratar com o descontente do mesmo modo como havia tratado Ananias e Safira. [N.T. - As igrejas carismáticas agem exatamente como as seitas ditas evangélicas, contrariando Gálatas 5:1]. Meu amigo, que é um cristão maduro, nunca mais voltou àquela igreja.
Imagino que o coração desse ministro seja sincero e que ele, como um bom cristão, deseja o melhor para o seu povo. Contudo, a promoção que ele faz de Benny Hinn, da TBN e o seu envolvimento com o atual Movimento “River” através do Reavivamento de Brownsville, deixaram aberta a porta de sua mente para algum tipo de controle ou manipulação, o que tem sido a marca registrada dos “ministérios” supracitados. A afamada cruzada de Benny Hinn, na qual ele declarou maldições contra os seus adversários; os agressivos pregadores do Movimento Vineyard e de Toronto, acusando os irmãos de fariseus; a “profecia” da destruição dirigida contra um apologista da Bíblia - Hank Hannegraaf, proferida pelo Pr. John Kilpatrick em 1997 e as multifacetadas ameaças e insultos deslanchados pelos pastores do Movimento “River” contra os pastores engajados na genuína busca de crentes têm demonstrado amplamente a maneira ditatorial prevalecente em suas fileiras.
Os crentes com discernimento estão certamente alarmados com esse dramático afastamento do Cristianismo ortodoxo, com as heréticas doutrinas que têm partido de dentro da própria igreja. Além disso, constantes esforços da parte dos cristãos conscientes têm sido incentivados através de fortíssima resistência ou direta condenação aos pastores que supostamente deveriam estar cuidando dos seus rebanhos.
Apesar da minha honesta denúncia contra a falsa doutrina e subseqüente engajamento numa luta contra a mesma, sou um cristão pentecostal que ainda acredita na verdade dos dons do Espírito Santo. E foi com tremenda dor no coração que senti a necessidade de deixar uma congregação que é “movida por todo tipo de doutrina”, depois de mais de um ano de organizada ação para conduzir assuntos, os quais, finalmente, eu havia verificado serem contrários ao verdadeiro Evangelho. Meus doze anos de assistência aos cultos (seis do quais, como Presbítero) em nada contribuíram para que eu efetuasse uma mudança nos rumos da igreja. Pelo contrário, minha credibilidade sofreu um dano irreparável dentro da congregação, na qual me tornei alvo de insinuações, sendo rotulado por trás das cenas, tendo sido eventualmente ignoradas as minhas preocupações nas arenas públicas. Conquanto eu desejasse um completo arrependimento, fui basicamente assegurado de que ninguém ali dele precisava. Somente após um ano de solicitações minhas é que foi permitido que esses assuntos fossem discutidos em um fórum de presbíteros, antes que eles fossem [os assuntos] definitivamente encerrados, sem cerimônia alguma. Depois da apresentação de um vídeo que levei à primeira reunião que tivemos, sobre as manifestações animalescas de Toronto, mostrando as cenas de embriaguez espiritual (inclusive de homens caindo sobre mulheres e todo tipo de indecência carnal), numa hoste de bizarras e não bíblicas manifestações erroneamente atribuídas à “unção” do Espírito Santo, ficou basicamente decidido (por todos, exceto por minha esposa e eu) que, em vista de todos nós já termos manifestado algumas dessas mesmas manifestações, elas deveriam provir de Deus. De fato, alguém da liderança até mesmo apresentou a sugestão de que, mesmo que o tal vídeo tivesse me deixado horrorizado, os assuntos ali expostos poderiam vir de Deus. [N.T.- Observem a cegueira desses carismáticos destituídos de qualquer discernimento bíblico].
Isso exige a pergunta: “como podem manter ordem nos cultos os cristãos que andam de quatro e ladram como cães?”
A maior resistência que encontrei durante o ano em que tentei dialogar nas duas reuniões com os presbíteros tinha a ver com o “dar nomes aos bois”. Muitos dos que apóiam o Cristianismo Carismático - todos eles ativamente promovidos pelo grupo de nossa igreja - eram os próprios culpados das doutrinas flagrantemente heréticas. Mesmo com o volume de documentação por mim apresentada continuamente, durante 12 meses seguidos, o pensamento de colocar-se publicamente contra os ensinos dos “ungidos do Senhor”, fez com que cada membro da liderança, exceto minha esposa e eu, se encolhesse de medo. Não poderíamos tocar naqueles homens nomeados por Deus, eles nos disseram. O próprio Deus iria tratar com eles. Fomos, portanto, advertidos a não usar o púlpito para denunciar como heresias os seus ensinos, apesar da óbvia evidência do que estes exerciam entre as comunidades de crentes. “Ensine somente a verdade e o horror será corrigido”, insistia a liderança.
Sejamos claros sobre isso. Quando mestres da Palavra da Fé (Kenneth Hagin, Kenneth Copeland, Joyce Meyer e outros) ensinam que a cruz de Cristo não reparou os pecados e que, em vez disso, Cristo precisou sofrer no inferno, em nosso lugar, como um mero homem (Jesus morreu espiritualmente) isso é heresia. Quando Copeland afirma que Deus lhe contou que Jesus precisou nascer de novo no inferno, isso é heresia. Quando Hagin afirma que o crente é uma completa encarnação do Filho de Deus, isso é heresia. Quando Benny Hinn disse a uma audiência de TV que Jesus iria aparecer-lhe fisicamente no palco de uma de suas cruzadas, isso é heresia.
Não estamos tratando aqui de assuntos periféricos, mas de heresias. As doutrinas verdadeiras são essenciais à nossa salvação. Qualquer pessoa que apresente à igreja uma doutrina que altere o Caráter ou a Pessoa de Deus ou a nossa salvação exclusivamente por meio de Cristo, cai em condenação (Gálatas 1:8-9). Os mestres da Palavra da Fé do Movimento “River” têm feito isso muitas vezes, sem jamais terem se retratado. Contudo, por causa do seu status de “mestres da Palavra de Deus”, eles têm recebido virtual imunidade. Examinar criticamente as doutrinas por eles promovidas e expor suas aberrações e heresias é invocar a condenação divina, segundo eles propalam. Além de tudo, o raciocínio que prevalece é a de que Deus, em primeiro lugar, e a Sua “unção” está sobre eles; portanto não devemos tocar nesses “ungidos do Senhor”!
Deus vai cuidar deles em seu próprio tempo e à sua própria maneira [diziam eles].
Temos nos tornado iguais aos israelitas ao pé do Monte Sinai, festejando de longe com um bezerro de ouro, enquanto Moisés ficava no cume do Monte, com os Dez Mandamentos de Deus em sua mão.
Conquanto sejamos advertidos continuamente a não falar contra os líderes, temos principalmente em mente que Deus sempre usou um homem para corrigir outros homens, especialmente dentro da Igreja. Paulo enfrentou a hipocrisia de Pedro (Gálatas 2:11-14); João denunciou Diótrefes (3 João 9-10); Paulo entregou Himineu e Alexandre a Satanás por causa de sua blasfêmia (1 Timóteo 1:20). A Bíblia está repleta de exemplos de confrontação piedosa à falsa doutrina, com uma firme recomendação em favor da verdade.
Por que se tem permitido, de uns tempos para cá, a proliferação dessa situação de erro? Acho que uma das principais causas é um câncer que tem corroído os corações dos crentes sinceros. O sectarismo carismático já não é um problema exclusivo dos mórmons, da Igreja da Unificação, das TJs; ele entrou na Igreja, há muito tempo.
ABRA OS MEUS OLHOS, SENHOR!
Quando, em 1999, comecei a suspeitar de certas doutrinas em minha ex-congregação, as quais descobri que não tinham base bíblica, iniciei uma pesquisa, a qual, surpreendentemente, me levou às seitas estabelecidas. Tendo eu estado durante 13 anos ocupado em ministrar às várias seitas, que se apresentavam à minha porta, fiquei abismado com a semelhança que existe entre estas e o ramo principal do movimento carismático. Certa noite, tendo me concentrado em fazer uma análise de suas características, fiquei simplesmente apavorado! Descobri que entre as dez maiores características atribuídas às seitas, minha ex-congregação apresentava vários exemplos da maioria delas. Um estudo posterior veio aumentar minhas suspeitas iniciais sobre isso. [N.T - Isso demonstra que as igrejas neopentecostais (carismáticas) não passam de seitas disfarçadas de igrejas cristãs].
A partir desse dia, tenho estudado todas essas características em outros grupos carismáticos “cristãos” e a soma delas é simplesmente alarmante. O movimento “River” (incluindo a “Bênção de Toronto” e o Reavivamento de Brownsville, além das igrejas que seguem os seus ensinos), a Palavra da Fé, o “Latter Rain do Reino do Domínio” e quaisquer outras congregações independentes ligadas a esses movimentos, todos eles mantêm, em certo grau, algumas características dos sistemas sectários.
A primeira coisa que todos têm em comum é a revelação extra-bíblica. Simplificando, trata-se de qualquer revelação que não esteja embasada na Palavra de Deus e devemos ser exigentes nisso. A Bíblia não é um livro de mistérios ocultos para os iniciados. Ela não comanda os crentes a escalar alguns graus esotéricos de sabedoria. Ela é facilmente entendida pelos que são “nascidos de novo”, os quais têm dentro de si o Espírito Santo, que os ilumina para o que já foi escrito. Na 1 João 2:27, lemos: “E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis”.
>>>>Os verdadeiros crentes em Jesus Cristo não carecem de sabedoria adicional encontrada fora dos seguros perímetros da Palavra de Deus já revelada, pois “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2 Timóteo 3:16-17).
Com o Espírito Santo nos dirigindo, nada vai nos faltar em matéria de santificação e poder.
Talvez hoje, mais do que sempre, os auto-aclamados mestres estejam vindo à luz da ribalta, declarando coisas que Jesus jamais falou, as quais não têm qualquer embasamento nas Sagradas Escrituras. O Apóstolo Paulo diz na 1 Coríntios 4:6: “E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro”. Quando o “profeta” Bob Jones disse que suas mãos haviam se tornado vermelhas, quando ele se aproximou da bruxaria, e douradas, quando ele se aproximou do trono de Deus, ele não teve qualquer respaldo bíblico para tais afirmações. Então, quem quis acreditar nele, que o tenha feito! Sem uma comprovação na própria Palavra de Deus, levar a sério certas declarações equivale a voluntariamente se entregar ao engodo. Quando apresentei ao meu pastor o testemunho de Jones sobre a mudança de cor em suas mãos, recebi em troca um sorriso e uma sacudidela de ombros, com um breve comentário: “Bem, nem tudo está na Bíblia!” Jones havia profetizado, há alguns anos, sobre o meu pastor e sua esposa, por isso eles ficaram impressionados. Eles não estavam preparados para discordar desse homem, não importa quantas vezes ele tenha afirmado que esteve face a face com Jesus Cristo e como o tal “conhecimento de revelação” é contrário às Escrituras. Eles têm usado vezes sem conta João 21:25 para respaldar que podemos nos aventurar a crer em manifestações que não constam nas Escrituras: “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem”.
Conquanto seja verdade que nem tudo que Jesus fez foi registrado na Palavra, esse tipo de afirmações jamais poderia combinar com as experiências de Jesus. Se o Filho de Deus não manifestou esse tipo de fenômenos espirituais, então quando os aceitamos e seguimos é para o nosso próprio risco.
Toda seita neste mundo tem sua origem numa doutrina extra-bíblica. Eu diria que não existe diferença alguma entre as afirmações de Joseph Smith sobre ter recebido orientações através de um anjo sobre as supostas “placas de ouro revelando uma nova verdade” e as afirmações de Rick Joyner, contidas em seu livro “The Final Quest”, sobre ser necessário um cristão falecido fazer confissão de pecado... Nenhuma dessas doutrinas pode ser encontrada na Bíblia.
EU TENHO UM TESTEMUNHO!
Isto, naturalmente, conduz à segunda característica comum às seitas e congregações carismáticas - preferir a experiência em lugar do seguro conselho da Palavra de Deus. Não posso enumerar as vezes em que os crentes têm me dito basicamente: “Olhe, não posso admitir o que você está dizendo sobre o engodo na igreja. Tive uma visão (ou sonho, ou tremor, fiquei cheio do Espírito Santo... ou coisas desse tipo), por isso admito que isso vem de Deus”.
Esta mesma atitude prevaleceu nas duas reuniões que tive com os presbíteros. Fui ali porque eles haviam consentido que eu discutisse estes assuntos. Até porque, além disso, um membro da liderança, na presença de um ex-pastor da congregação havia dito que “algumas vezes as experiências são tão poderosas que precisamos deixar de lado as Escrituras e segui-las, aguardando o tempo em que Deus irá mostrar essa experiência na Palavra”. Fiquei literalmente mudo, enquanto o meu ex-pastor, pelo seu silêncio e conduta constante, comprovou sua concordância com essa filosofia.
Deixar de lado a Palavra de Deus? Por acaso alguma vez tal pensamento foi ventilado por Cristo em Seu ensino? Ele sempre citava as Escrituras, a fim de denunciar o erro e validar o Seu ministério. Falando aos fariseus, Ele disse: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (João 5:39). Quando enfrentou Satanás no deserto, Ele usou a Palavra de Deus e esta foi suficiente para afastar o mais poderoso demônio que já existiu. Deixar de lado a Palavra de Deus? Isso iria nos deixar desarmados, sem defesa alguma para aceitar a primeira experiência espiritual que nos aparecesse!
Tenho sempre falado com os mórmons que me diziam: “Não importa o que as Escrituras digam. Senti um ‘calor no peito’, então sei que o Livro de Mórmon é de Deus!” Isso explica tudo!
TODOS JUNTOS, AGORA
Esse tipo de pensamento leva outra característica estabelecida nos grupos de sincretismo religioso, a qual significa a combinação de todas as formas de pensamento espiritual assistindo um devoto em busca de iluminação. Estas são palavras ásperas, mas algumas congregações cristãs se tornam semelhantes às seitas do Hinduísmo. Contudo, por uma questão de honestidade, devemos admitir que a tendência dos crentes atuais é no sentido do self-service religioso, ou seja, um pouco de cada tipo de alimento. Quando John Wimber introduziu oficialmente a “cura interior” e as selvagens manifestações do Espírito Santo, ele foi muitas vezes recebido de braços abertos por algumas igrejas evangélicas. Isso apesar dele creditar pessoas como Morton Kelsey (o qual considerava Jesus um “xamã”, o qual passou os seus poderes psíquicos para os seus discípulos), com a oferta da sabedoria de Wimber para desenvolver a proposta espiritual. Foi assim que o pensamento da Nova Era ganhou aceitação dentro da igreja. Quando apresentei ao meu pastor e à sua esposa o assunto da heresia contra Jesus, pregada por Kenneth Copeland, o consenso geral foi: “Bem, sei que ele (Copeland) ensina alguns recheios que não combinam, mas ele também ensina boas coisas!” Quando se usa esse tipo de racionalização, até mesmo o Diabo tem algo bom para apresentar. Em Mateus 4:6, quando ele tentou Jesus, a fim de que Ele pulasse do pináculo do Templo, ele citou o Salmo 91: “...Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra”.
Não vamos parar aqui. Cada mórmon que entrou em nossa casa, a fim de pregar um falso evangelho, creditava a salvação a Jesus Cristo. Quando eu citava Cristo, eles também citavam; quando eu dizia “o Pai”, eles sorriam e meneavam a cabeça. O problema é que o “Jesus” dos mórmons não combina com o registro da Escritura e “o Pai”, bem como o Espírito Santo, para os mórmons, mesmo sendo apresentados com um verniz de verdade, são contrários à revelação da Escritura. Claro que os mórmons pregam o evangelho, porém este não passa de uma falsidade para esconder a verdadeira armadilha ao novato que ainda não possui discernimento. Então, seria o caso de considerar o que é “bom” na doutrina mórmon e deixar de lado o resto, como acontece a muitos crentes carismáticos em relação às superstições dos seus preferidos mestres apóstatas? Que isso jamais aconteça! Deus odeia mistérios. A luz não pode coabitar com as trevas. A verdade não pode compartilhar a mesma plataforma da falsidade, nem o Espírito de Deus pode ficar ao lado do espírito do Anticristo. Será que atingimos tal sofisticação a ponto de suspirar e sorridentemente balançar a cabeça diante da heresia rompante, e continuamos a nos alimentar num coxo salpicado com alguns caroços do verdadeiro grão dentro de uma pilha de lixo?
Falando à congregação de Corinto sobre os ídolos (uma falsa representação de Deus), o apóstolo Paulo ordenou: “Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência” (1 Coríntios 10:25).
Não cometa erros. Os espíritos sedutores têm contaminado a doutrina de Cristo com doutrinas de demônios e estão levando muitas igrejas à apostasia: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” (1 Tm 4:1-2). E porque somos admoestados pelos nossos pastores a não questionar, o discernimento local deveria exatamente ser praticado. Por causa da covardia de muitos é que a congregação de crentes tem se tornado um abrigo seguro para os falsos mestres.
QUEM RECEBEU O DINHEIRO?
A manipulação financeira é também uma coisa séria entre as seitas e as igrejas carismáticas A maioria dos evangelistas tem colocado muita ênfase sobre o dinheiro, especialmente sobre as contribuições para os seus próprios ministérios. Jamais vi um só desses mestres subir à plataforma usando as roupas que eu normalmente uso. Eles andam cheios de anéis caros e jóias de ouro, relógios Rolex, roupas de grife, para valorizar suas formas, enquanto pregam a Palavra de Deus, todos eles gritando o tempo inteiro que os fundos são insuficientes para a sua próxima cruzada. Benny Hinn usou o novo tipo de estratégia durante a sua última cruzada australiana, prometendo placas personalizadas aos doadores que entregassem uma oferta de 150 mil dólares, o que significaria ter o seu nome colocado numa das pedras de construção da People’s Cathedral, descendo a uma trivial oferta de 150 dólares, pelo que se poderia conseguir uma menção no time da Torre de Oração, conforme citado em um jornal australiano. Hinn tem consistentemente feito do dinheiro a prioridade do seu multimilionário ministério. Ele tem provado constantemente que jamais tentaria sobreviver com o salário médio dos pastores que estão por trás das cenas. Conforme a informação mais recente, o profeta John Kilpatrick, de Brownsville, lamenta estar vivendo com uma ínfima entrada de 100 mil dólares anuais.
Essa fixação por dinheiro é a marca registrada de grupos como os mórmons (cujos dízimos obrigatórios e empresas comerciais, arrecadam lucros financeiros no mundo inteiro), e as TJs (cuja Bíblia “ Tradução do Novo Mundo” e Sociedade Torre de Vigia têm faturado incontáveis milhões de dólares, à custa dos esforços dos seus sobrecarregados convertidos). Conforme o Pr. David Wilkerson, pastor da Times Square Church, os ministros da Palavra da Fé têm dito aos seus seguidores, em um vídeo, que eles devem tomar os últimos cinco dólares de uma viúva, a fim de que ela receba um retorno da “semente da fé”. Eles têm coletado vorazmente fortunas, seguindo o exemplo dos líderes das seitas supracitadas. Não é de admirar que o mundo zombe do Cristianismo! “E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” (2 Pedro 2:3).
Embora usado normalmente com boas intenções, o Dízimo, a principal fonte de renda das igrejas, era uma exigência de minha ex-congregação. Como presbítero, junto com os meus superiores, eu sempre criticava, considerando espiritualmente imaturos, aqueles que não entregavam à congregação pelo menos 10% de sua renda. Agora, depois de ter pesquisado o dízimo exclusivamente pelo que a Bíblia diz sobre o assunto, cheguei à conclusão de que ele já não tem efeito algum. Este é mais um dos vários itens pesquisados. Basta dizer que os crentes do Novo Testamento foram assim comandados por Paulo: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2 Coríntios 9:7). [N.T.: Onde está a coação de dar?]. No contexto da Lei, o dízimo era obrigatório, sendo amaldiçoados os que o negavam, segundo Malaquias 3:8-11. Contudo, em Gálatas 3:13, Paulo diz: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”. E Paulo ainda acrescenta, em Gálatas 3:10 que “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las”. Ora, se alguém cumpre apenas uma parte da Lei, ou seja, entrega o dízimo, deixando de cumprir o restante da lei, fica sob maldição. Mas Cristo cumpriu toda a Lei (Romanos 8:3-4). Conquanto devamos contribuir generosamente, devemos fazê-lo apenas conforme a proposta do nosso coração. Qualquer manipulação vinda de fora (inclusive de nossa congregação local) deve ser descartada, conforme a Escritura.
Todo o assunto da Carta de Paulo aos Gálatas era trazer de volta à razão uma congregação que havia caído presa dos judaizantes, os quais estavam tentando escravizar os cristãos à Lei do Velho Testamento (Gálatas 1:6-9)... Essa mistura de doutrinas do Velho e Novo Testamentos só consegue causar sentimento de culpa e confusão dentro da igreja. Era isso que acontecia em minha ex-congregação.
SILENCIADOS PELO MEDO
Outra característica principal mantida geralmente pelas seitas e grupos carismáticos é determinar o valor das pessoas com quem estão envolvidos. Durante vários anos eu conheci e li muita coisa sobre a tal “Bênção de Toronto”, sobre os líderes do “Movimento de Profetas”. Mesmo assim, tinha medo de questionar o assunto dentro do meu grupo. Coisas como manifestações animalescas, palavras proféticas e a visão de um líder da adoração caindo no chão do santuário em espasmos semelhantes aos de um intercurso sexual eram constrangedoras. Sempre que tentei questionar isso, com alguma hesitação em aceitar como válido, eles me garantiam que esses homens e mulheres estavam agindo “sob a unção”. E quando alguma coisa ficava por demais óbvia para ser ignorada, e eu sentia o dever de falar mais ousadamente, era logo despachado com uma advertência para ler determinado livro (em geral escrito exatamente para a pessoa que a questionava), sendo considerado espiritualmente imaturo. Certa vez, perdi a paciência e até comecei a gritar com o meu ex-pastor sobre certos itens, por causa do seu espírito controlador. Contudo, ele sempre parecia vencer, pois nunca observei nele mudança alguma, após nossos debates.
Quando iniciei minha pesquisa particular, senti-me horrorizado, imaginando que poderia estar agindo contra Deus, por questionar o que a minha própria liderança e os ministros de escol da arena carismática estavam ensinando. Continuei orando: “Senhor, por favor, não me castigues. Não quero blasfemar contra o Espírito Santo, mas apenas encontrar a verdade”.
Uma grande quantidade de oração e estudo da Bíblia, bem como a leitura sobre as crenças sectárias, confirmaram o que meus anos de trato com esse mesmo tipo de gente deveriam ter-me contado. O medo é um dos fatores principais, não apenas para manter a média da congregação na linha, mas também para deixá-la sem força para abandonar o grupo controlador [Grifo da Tradutora - Enquanto o Catolicismo Romano ameaça os seus adeptos com o fogo do inferno, caso não obedeçam aos dogmas papais, os líderes carismáticos ameaçam os indigentes bíblicos com a “blasfêmia contra o Espírito Santo”]. Uma das recomendações desses líderes é feita com a frase: “Floresça onde foi plantado” [E também com algumas citações de Hebreus 10:25; 12:15; 13:7: “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns...”. “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”. “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil”], dando a entender que pensar em abandonar a congregação era como estar abandonando as bênçãos de Deus. A “proteção” era tão importante que, se abandonássemos o nosso grupo, um dos mais atuantes na cidade, isso poderia significar que, ao sair dessa “proteção”, iríamos resvalar espiritualmente. Como presbítero, eu até admitia que se algum irmão abandonasse nossas fileiras, isso poderia ser pior para ele.
Não caia nesse erro! É a admoestação com a qual grupos como o de Brownsville e o de Toronto costumam ameaçar os que pesquisam a Escritura, em busca de uma resposta para os acontecimentos presenciados naqueles locais. O Movimento “River”, supostamente embasado no poder e no amor do Espírito de Deus, é conhecido por castigar severamente o crente recalcitrante. “Fariseus, hipócritas, blasfemadores” são apenas alguns termos do vocabulário desses ministros “ungidos”. A sabedoria pura, pacífica, moderada, tratável e cheia de misericórdia do Espírito de Deus (Tiago 3:17-18), bem como o fruto de justiça são totalmente ignorados. Exatamente dos púlpitos que se afastam ou minimizam a Palavra de Deus é que partem os insultos e ameaças de condenação divina contra os que tentam honrar o exato conteúdo da Bíblia. Eu mesmo sofri esse tipo de rótulo, pelas costas, quando deixei a congregação.
QUEM ESTÁ NO LEME?
Outra ligação comum entre os ministérios carismáticos e os grupos sectários é o controle do grupo. Quando as pessoas não recebiam Jesus, Ele lhes dizia a verdade e em seguida, simplesmente, ia embora. Ele nunca obrigava pessoa alguma a segui-Lo. Era uma questão de querer ou não querer segui-Lo espontaneamente (João 6:60-68). O Movimento “River”, com todas as suas ”tramas” de pó de ouro, penas de anjos, visões bizarras, palavras proféticas e manifestações animalescas tem-se auto-promovido como igreja, dentro dos perigosos limites que Deus ainda tem permitido nos dias de hoje. Quando alguém imagina estar no topo da montanha, o endurecimento do coração acontece naturalmente. Cada membro de seita acredita que a “verdade” do seu time é a palavra final e, se necessário, tenta defender até à morte os objetivos básicos do seu grupo, a despeito de toda evidência em contrário. E quando alguém é assimilado na lavagem cerebral do grupo, cai na armadilha do mesmo e jamais admite o que é correto. Vamos encarar o fato! Quando alguém chega ao pináculo da montanha da “revelação”, o que poderia acontecer a não ser a queda? Toda pessoa que tenta abandonar o grupo fica sujeita às táticas do medo, as quais são empregadas para forçá-la a voltar e somente quando não o conseguem é que apelam ao desprezo contra os que buscam o bem e levam a público o que sabem. O controle é a tática usada para manter a suposta unidade do grupo. E quando alguém sai do grupo é como se o pastor fosse fraco demais para cuidar do seu rebanho.
Posso afirmar que, biblicamente, a única proteção verdadeira que temos é a do Senhor Jesus Cristo. Um grupo de quatro pessoas (como minha esposa, eu e mais dois outros que abandonaram a mesma congregação) representa muito mais o Corpo de Cristo do que uma mega-igreja com filiais no mundo inteiro. Para ser honesto, sinto um grande alívio por não mais fazer parte do “grupo de escol” da cidade, à custa de tantos desvios da Escritura.
Ser feliz é acreditar exclusivamente na Palavra de Deus e adorá-Lo em espírito de humildade, certo de que somente em Cristo “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Colossenses 2:3). Quando o receio de um castigo divino é o fator predominante para se manter a adesão de alguém ao grupo, na melhor das hipóteses está acontecendo uma barganha letal e sua liderança não está agindo de maneira piedosa. Portanto, a presença nesse grupo deve ser evitada a qualquer preço.
Uma visão defeituosa de Cristo, do Pai e do Espírito Santo logo indica uma tendência sectária. Para as TJs, Jesus é o Arcanjo Miguel; para os Baha’i’s, Ele é apenas um elo na forte corrente do Messianismo; para os mórmons Ele é o irmão espiritual de Lúcifer; para a Palavra da Fé, Ele é apenas um homem que precisou sofrer no inferno, a fim de passar pelo “novo nascimento”.
Neste movimento, podemos ver mais claramente um dos tipos de heresia que os grupos sectários ensinam sobre o Senhor Jesus Cristo. Kenneth Copeland, Kenneth Hagin e uma hoste de líderes da Palavra da Fé ensinam que a Reparação não aconteceu na cruz, mas no inferno. Em suma, não foi o sangue de Cristo que respondeu pela total penalidade do pecado do homem diante de Deus. Hagin disse que a morte física foi tudo que aconteceu e que se esta pudesse pagar o preço, o ladrão da cruz poderia tê-lo feito.
Que absurdo! A Palavra da Fé ensina que Cristo foi ao inferno (como um mero homem) em nosso lugar e ali foi atormentado durante três dias nas mãos dos espíritos demoníacos, os quais se regozijavam na vitória, e, foi então que Ele nasceu de novo. Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Grande EU SOU (João 8:58); o Deus eterno (Isaías 6:1-4); Ele é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente (Hebreus 13:8) e, mesmo assim, precisou nascer de novo? Que heresia grotesca!!!
Se o resultado desta heresia não fosse a destruição da verdadeira fé, ela poderia ser considerada simplesmente hilária! Até mesmo um estudante primário da Bíblia seria capaz de detectar uma racionalização tão falha! Cristo jamais ficou separado de Sua Divindade, quando veio à terra como homem. Ele simplesmente assumiu a natureza humana, sem abandonar a divina. Ele jamais poderia separar-se de Sua essência divina. Se o fizesse, teria deixado de ser Deus. E como Hebreus 13:8 afirma que Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente, Ele jamais poderia ter mudado e disso podemos ter absoluta certeza, mesmo que um herege como Rodney Howard Browne tenha assegurado que Cristo andou na terra simplesmente como um homem, sujeito à Aliança de Abraão. O fato é que Jesus foi, é e sempre será o imutável Deus de toda a humanidade.
A doutrina da Palavra da Fé sobre o tormento de Cristo no inferno é uma afronta ao coração do evangelho da salvação. A cruz tem sido sempre o foco do Cristianismo ortodoxo, nos dois últimos milênios. Tudo que precisava ser feito com respeito à reconciliação do homem com Deus foi realizado na cruz do calvário. Quando Jesus se voltou para o ladrão e falou: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43), a não ser que a significação do vocábulo “paraíso” tenha mudado com o passar dos últimos 2.000 anos, foi para lá que Jesus levou o ladrão arrependido. Conforme a teologia de Copeland, Jesus teria levado o ladrão para o inferno, onde junto com Ele, o “coitado” iria ser atormentado pelos demônios, enquanto aguardava o “novo nascimento”. Existe uma teoria mais descabida?
Quando Cristo gritou: “Está consumado!”, a significação da frase é “está terminado”. Conforme o ensino da Palavra da Fé, esse grito de Jesus significava apenas o término da primeira parte de Sua obra terrena, ou seja, o oposto do que durante os últimos 2.000 anos os estudiosos da Bíblia entenderam literalmente: que a obra na cruz em favor da humanidade foi completa e não poderia ser acrescentada nem anulada, pois o sacrifício de Cristo foi total e suficiente.
“Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez” (Hebreus 10:10).
“Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (1 Pedro 2:24).
O que os adeptos da Palavra da Fé tanto gostam de citar nos diz em termos claros: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:4-5).
O sangue de Cristo foi derramado como reparação pelos nossos pecados e nos libertou, tendo sido o pagamento total em favor de todos os que a Ele se achegam. De fato, o Livro de Hebreus foi escrito para os crentes que conheciam as leis do Velho Testamento e o sistema sacrifical apresenta uma razão definitiva para o sacrifício de Cristo, quando Ele derramou o Seu precioso sangue. Hebreus, mais do que qualquer outro livro do Novo Testamento, fala do sangue dos cordeiros sacrificados para cobrir temporariamente os pecados do povo de Deus, até que viesse o sacrifício definitivo de Cristo, o Qual, com o Seu sangue, iria cobrir todos os pecados de uma vez para sempre.
Eu poderia prosseguir sempre e sempre. A Palavra da fé é uma seita tão distanciada da verdade Apostólica em sua apresentação do evangelho que incorre na maldição de Gálatas 1:6, tendo adotado “outro evangelho”. Esses provedores do falso evangelho estão registrados em Gálatas 1:8-9. [NT: Crente, liberte-se do falso evangelho pregado por 99% dos pastores neopentecostais, lendo as Cartas de Paulo, principalmente Gálatas, que é a Escritura da liberdade cristã].
Alterar o evangelho de Cristo, que é o exato fundamento de nossa fé, é letalmente perigoso e os que assim agem não escaparão do Seu severo julgamento.
VOCÊ FAZIA O QUE NA IGREJA?
O Movimento “River” tem redefinido totalmente o Cristianismo, de modo a torná-lo irreconhecível. O Santo Salvador do mundo foi transformado em um “deus” amigo de farras, o qual gosta de ver o seu povo cambaleando embriagado, de modo a não haver qualquer diferença entre ele e os contumazes bêbados mundanos. Suas mulheres caem embriagadas, com as blusas arregaçadas indecentemente, enquanto os ministros desse falso evangelho andam de quatro nos palcos, com as roupas rasgadas, precisando da assistência de um motorista, pois não conseguem sequer colocar a chave de ignição em seus carros, atribuindo tudo isso à “unção” do Espírito. As pessoas ladram, resmungam, rugem, cacarejam, comportam-se como touros, peixes, lutadores de caratê, sem o menor resquício de pudor, a fim de “nascer no espírito”, ou seja, receber uma ilusória “unção”. Durante 900 anos essas práticas foram consideradas repreensíveis e carnais (ou demoníacas), mas com a sofisticação religiosa do Século XX essa “teologia” foi rapidamente santificada e os que resistem à mesma são taxados de legalistas.
Precisamos entender o seguinte: Qualquer doutrina que promove práticas ou um sistema de pensamento alienados da doutrina do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo não pode proceder de Deus. Os ensinos carismáticos redefinem a natureza e a Pessoa da Divindade, uma característica comum a toda seita que existe no mundo. Conquanto Deus seja o único Juiz de quem não persevera na doutrina de Cristo (segundo 2 João 2:9), o que tem acontecido no Movimento “River” e na Palavra da Fé é que ambos têm resvalado cada vez mais rapidamente num abismo de heresia [Salmos 42:7]. Tendo ali caído, será muito difícil voltar à compreensão bíblica de nossa salvação. Uma coisa que descobri, em muitas sessões de discussão com as pessoas envolvidas nesses movimentos é que, sem levar em conta a evidência da Escritura, elas simplesmente não querem conhecê-la. Quando lhes apresentamos a verdade, elas saem pela tangente. A única maneira de agir é sem meios termos. E assim, muitas vezes tenho visto crentes que tanto amei, os quais escolheram o lado da falsidade, simplesmente por não quererem admitir que eles mesmos estavam participando de um engodo. Esse endurecimento de coração exclui todo prosseguimento da discussão. É impossível convencer uma pessoa que não deseja escutar a verdade. Somente um sincero arrependimento poderia quebrar esse endurecimento em direção à verdade.
LOCALMENTE FALANDO
Não sei colocar as coisas de modo diplomático, por isso me desculpem. Uma das características comuns nos grupos sectários, muitos do movimento “River” e as congregações carismáticas, é uma quase total falta de raciocínio. Sei disso porque minha esposa e eu estivemos perdidos dentro desse denso nevoeiro, durante 12 anos. Tentei dizer a umas TJs a desconfortável verdade a respeito de Charles Tazel Russell e o Juiz Rutherford, ou sobre a duplicidade, a manipulação e a lavagem cerebral exercida pela Sociedade Torre de Vigia. Tentei mostrar, através de suas próprias publicações, como suas profecias do “fim do mundo” sempre falharam, o que lhes provocou uma rompante indignação contra mim. Caracteristicamente, elas fecham os olhos, balançam a cabeça e logo dão o fora, recusando-se a escutar, não importa quão irrefutável seja o argumento. Duas das que vieram à minha casa, levantaram-se abruptamente, quando comecei a mostrar-lhes a partir das Escrituras, que Jesus é Deus. Elas, que professam um tão profundo conhecimento da Palavra, simplesmente não querem saber o que a Palavra diz sobre o assunto. Desvendar a verdade e ver o que é sério, aceitando fatos não é contra a sua mentalidade cativa, dirigida pelos seus videntes espirituais. Elas temem usar a própria inteligência que Deus lhes deu para examinar criticamente qualquer apresentação contrária às suas crenças.
Pior é que isso mesmo tem acontecido no mundo carismático!
Como sabemos, embora aprendamos as verdades da Bíblia pela fé, Jesus nunca nos proibiu de fazer qualquer questionamento inteligente. Os processos de pensamento que temos foram-nos dados por Deus e Ele espera que os usemos. A 1 Coríntios 2:14 é muitas vezes por eles citada como prova: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. Eles acham que não podemos entender as coisas espirituais, argumento infrutífero, quando voltamos alguns versos, onde Paulo diz que “temos a mente de Cristo”.
Romanos 12:2 nos comanda: “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Efésios 4:23 nos diz: “E vos renoveis no espírito da vossa mente”. Jesus citou um verso do Velho Testamento, ordenando: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento”. (Marcos 12:30). Existem ao todo 58 referências específicas no Novo Testamento sobre a nossa mente. Desconsiderar essa parte tão importante de nossa personalidade é fechar a avenida principal de nossa compreensão. Lembre-se que o crente em Cristo Jesus foi recriado à Sua imagem e a ele foi dada a exata mente de Cristo. O Velho Testamento apresenta muitas referências sobre o uso apropriado da inteligência humana em nosso relacionamento com Deus. O Livro de Provérbios tem sido corretamente chamado “o livro do senso comum”: “Sem lenha, o fogo se apagará; e não havendo intrigante, cessará a contenda” (Provérbios 26:20).
Muito simples: sem lenha o fogo depressa se apaga... Sem uma pregação aos nossos ouvidos, o assunto deixa de ser importante. Não se precisa de um neurocirurgião para entender isso. Deus colocou nas Escrituras para o nosso aprendizado: “E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras” (Atos 17:2). Em Atos 18:19, Paulo continuou agindo assim: “E chegou a Éfeso, e deixou-os ali; mas ele, entrando na sinagoga, disputava com os judeus” (Atos 18:19). A palavra grega para isso é “dialegomai”, cujo significado é “discutir”, “dirigir-se”, “pregar”, etc. Paulo ia através de cada ponto da Escritura, provando que Jesus é o Filho de Deus. Onde Paulo teria conseguido essa inteligente atitude de argumentação? De quem, senão do próprio Deus?
“Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR” (Isaías 1:18-a).
Muitas vezes tenho testemunhado a alguns, entre os muitos ramos do Movimento “River” e do Movimento Carismático, mas a maioria deles sempre se recusa a escutar meus óbvios argumentos. Parte do “código de ética” de todos esses movimentos é recusar-se a escutar qualquer pessoa ou coisa alguma que possa lançar dúvidas nas crenças dos seus mestres. Esses mestres (como os da Palavra da Fé) são considerados “ungidos” e, basicamente, são vistos como mediadores entre Deus e o homem e duvidar dos seus ensinos é como duvidar do próprio Deus. Essa atitude foi demonstrada de modo explosivo pelo pastor da minha ex-congregação... Tendo lido o livro de Dave Hunt - “A Sedução do Cristianismo” - cinco anos atrás, fiquei muito perturbado, tendo perguntado à minha esposa o que ela achava do seu conteúdo. Ela decidiu levar o livro à reunião de comunhão daquela noite, a fim de pedir a opinião do nosso pastor. Quando fez isso, ele a repeliu grosseiramente: “Ouvi falar desse livro que divide igrejas”, ele zombou, e em seguida, prosseguiu falando sobre as pessoas focalizadas pelos autores de livros (os quais consideravam as práticas dos pregadores como indo de encontro à Palavra de Deus), achando-os, embaraçosamente fracos em matéria de integridade bíblica [Dizer que Dave Hunt é fraco em matéria de integridade bíblica é ser cego espiritual dos dois olhos]. Meu pastor simplesmente não podia nem jamais admitiria qualquer Crítica negativa às doutrinas dos seus mestres prediletos. Minha esposa saiu dali às pressas e quando o pastor reapareceu, naquela mesma noite, tentando se desculpar do que lhe havia dito, ela pôde concluir que ele jamais havia lido “A Sedução do Cristianismo” nem iria jamais admitir qualquer evidência de heresia contra os [autores] que ele considerava de alta estima.
Tenho uma pilha de papéis documentando uma abundância de heresias dos mestres da Palavra da Fé e dos mestres do Movimento “River”, bem como vídeos e fitas K-7 sobre os falsos ensinos que procedem de suas bocas. Embora eu tenha franqueado aos membros de minha ex-congregação acesso a esse material, até hoje ninguém telefonou ou veio até minha casa, a fim de avaliar a evidência.
O que acontece é que o mensageiro da verdade se transforma no vilão que está combatendo o caráter impoluto de certos mestres. Mesmo sem jamais ter visto a documentação, eles fazem ouvidos moucos à verdade e acusam de descontentes os que descobrem as heresias e tentam mostrar a confiável evidência das mesmas.
Se o nosso sistema jurídico seguisse esse mesmo método intricado, os criminosos estariam livres, atacando os cidadãos que testificam uma boa reputação, como se o fato de dar bom testemunho merecesse o castigo público. Desse modo, toda evidência de erro seria destorcida na corte por um juiz que recusasse dar uma olhada nos autos do processo!
O medo de raciocinar à luz das Escrituras, nas quais afirmamos crer, tem levado muitos incrédulos a declarar que os crentes são uns débeis mentais. Eles dizem, e muitas vezes com razão, que vivemos dando saltos no escuro em matéria de fé, em um ambiente sem base alguma para um diálogo inteligente. Paulo diz na 1 Coríntios 14:15: “... Cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento”. Suponho que deveríamos seguir o que Paulo nos diz, usando o intelecto, o qual também submetemos à glória de Deus.
GANHEI UM SEGREDO
Embora existam ainda outras características, vamos nos reportar ao segredo mantido em muitas congregações carismáticas. Conquanto Jesus tenha dito a Caifás: “Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde os judeus sempre se ajuntam, e nada disse em oculto” (João 18:20), existe um grande número de coisas que a liderança de várias congregações carismáticas não gostaria que fosse levado a público. Em uma reunião com o meu ex-pastor e sua esposa, uns dois meses antes de deixar a congregação com minha família, ficou muito claro que um dos principais receios dele era que eu falasse ao público sobre o que eu sabia a respeito das obras internas do grupo. Ele simplesmente não queria que eu propalasse o efeito espiritual danoso de sua excessiva abertura ao engodo. Naquele mesmo encontro, fui severamente corrigido pela esposa do pastor por ter ousado pregar uma mensagem no culto matutino dominical sobre os erros teológicos da Palavra da Fé, tendo tido a audácia de mencionar Kenneth Copeland como um dos principais proponentes dos mesmos. Como havia crentes da Palavra da Fé ali presentes, naquela manhã, ela temia repercussões e coisas assim. Ela disse que minha mensagem havia sido “muito contundente” e que se sentia responsável para responder as perguntas que iriam surgir sobre o sermão, durante toda a semana.
Por ironia, exatamente antes da pregação (a qual eu havia assumido com grande temor e oração pessoal), ela me havia garantido a chance de pregar três vezes sobre exatamente o que Deus me colocasse no coração. Foi exatamente o que eu fiz e isso a deixou chocada e aborrecida. Por acaso, após seis anos atuando como presbítero e usando o púlpito sempre que o pastor estava fora da cidade, foi essa a última mensagem que me permitiram pregar.
Por que deveríamos ter medo de contar o que acontece em nossas reuniões? Se essas coisas provinham de Deus, deveriam ser compartilhadas e do contrário, deveríamos nos envergonhar. A verdade é que muitos carismáticos se envergonham dos excessos em seus cultos e temem trazer uma pessoa amada, pela primeira vez, à sua igreja. Temendo que aconteça uma visão ou manifestação exagerada, eles se preocupam em como serão elas aceitas pelo visitante e temem precisar dar-lhe explicação sobre as mesmas. Eles acham que os ainda não iniciados não vão conseguir entender. Talvez isso aconteça por causa de sua compreensão falha e porque as doutrinas e as manifestações antibíblicas não têm respaldo. E o visitante poderia logo perceber isso. O lugar primordial do discernimento deveria ser a igreja.
Mesmo que um ente amado pudesse ser trazido, sem qualquer receio, a um culto dominical, as discussões práticas do círculo interno da liderança iriam permanecer inteiramente guardadas. Em alguns casos, isso até seria justificável, como quando acontece a confissão de pecados. Esse é um assunto muito pessoal entre o pecador e o seu Deus. Mas quando se chega ao que não tem respaldo bíblico, como derrubar um homem forte no chão de uma determinada área geográfica, ou o engajamento na terapia ”cristã” de regressão, na qual se usam as técnicas da Nova Era, então deveríamos aparecer sem essas manchas! A linha que divide o assunto é se o que eles estão fazendo provém de Deus, podendo ser declarado sem medo ou desculpa; caso contrário, então deveria haver arrependimento. A verdade é que a maior parte de tudo isso é mantido em absoluto sigilo, o que jamais deveria acontecer no Cristianismo!
CONCLUSÃO
Conquanto havendo outras doutrinas igualmente semelhantes entre os grupos comuns de seitas e muitos grupos carismáticos e o Movimento “River”, por enquanto isso nos basta. Uma pública desonra à Palavra e Deus, uma preferência por bizarras experiências em vez do texto da Escritura, o elitismo auto-estilado, o contumaz receio de examinar essas práticas à luz da Palavra de Deus, deveriam funcionar como uma bandeira vermelha assinalando grande perigo.
Como se pode lidar com uma situação de ostensiva heresia dentro da própria congregação? Antes de prosseguir, fique sabendo que isso não é opção. Por mais desconfortável que seja, alguém precisa erguer a voz em favor da verdade! A falsa doutrina é um câncer que se tem espalhado por falta de controle e está atingindo cada célula do corpo, por onde ele avança. Guardar a verdade somente para nós mesmos, com medo de perder relacionamentos ou para manter uma suposta unidade entre os irmãos é apenas COVARDIA! (Grifo da Tradutora] O julgamento deve começar pelos da casa de Deus (1 Pedro 4:17). Se perdermos coisas terrenas por causa do nosso amor à verdade, ainda teremos “uma herança incorruptível ... guardada nos céus” (1 Pedro 1:4).
Embora cada situação possa ser diferente, algumas sugestões básicas podem ser de ajuda:
Primeiro, não acuse pessoalmente. Ninguém gosta que lhe digamos que suas crenças são contrárias à Palavra de Deus e isso é duplamente verdadeiro quando se trata de alguém que ensina dentro da própria congregação. Ser obrigado a admitir anos de alegre recebimento e propagação da falsa doutrina e de honra aos falsos mestres é uma experiência deveras traumatizante. Por causa disso, alguns têm perdido a fé e abandonado a igreja. Como alguém que antes ensinava esses mesmos engodos, fiquei horrorizado e por muito tempo com o coração aflito e arrependido, questionando literalmente tudo que havia aprendido nos 12 anos anteriores. Senti ainda uma enorme porção de raiva contra a liderança acima de mim, a qual me havia apresentado essas heresias e de todos os modos me havia atrapalhado qualquer tentativa de corrigi-las. E a resposta mais comum (esteja preparado para isso) é a rejeição ao que você está apresentando. A experiência é uma senhora muito severa e não emancipa facilmente os escravos que ela tem mantido aprisionados por tanto tempo. Quando um homem “caiu no espírito”, umas cem vezes “sob a unção”, quando é enamorado da profecia e dos seus profetas superastros, vivendo "embriagado no espírito”, mesmo quando admite ter dado um espetáculo público sem qualquer respaldo bíblico, ele não vai nos dar razão. Ele vai preferir continuar chapinhando e reter uma parte de sua autoridade, em vez de falar o que sabe e entrar na reconfortante luz da verdade [que liberta do engodo religioso - João 8:32].
Segundo, chegue com uma lúcida e bem pensada apresentação dos fatos. Ilusões, rumores ou registros não substanciados ou recebidos de segunda mão não causam impacto. O segredo é ter crédito. Isso vai demandar um tempo enorme para se checarem e cruzarem os fatos referenciais, até que a margem de erro de sua parte seja praticamente nula. Caso a sua apresentação seja recusada, que ela não o seja por causa de preguiça ou inconsistência de sua parte, mas porque o seu pastor ou presbítero não seguem a verdade.
Terceiro, lembre-se que um dos gomos do fruto do Espírito é a temperança. Um diálogo que redunde em impropérios ou gritos vai atrair a você o rótulo de promotor de encrencas. Conquanto Jesus tivesse condenado a falsa doutrina, Ele sempre manteve uma atitude correta em relação aos Seus inimigos, daí por que eles não tinham meios de refutar a Sua condenação. É correto demonstrar ira, quando o Espírito Santo está sendo desonrado por causa do engodo, mas que esta seja justa e não reprovável (Efésios 4:26). Lembre-se que as pessoas devem ser convencidas pelo Espírito e pela Palavra e que você está lidando com irmãos e irmãs em Cristo. Aqui eu faria uma distinção que encontro no Novo Testamento, a qual é: conquanto os apóstolos nunca se comprometessem em sua posição contra a falsa doutrina, suas declarações mais severas eram sempre destinadas contra os mestres que as introduziam no corpo de Cristo (2 Coríntios 11:13-15; 1 Timóteo 1:19-20; 2 Timóteo 2:17-18; 2 Pedro 2; 3João 9-10 e todo o Livro de Judas). Como apascentadores, os pastores e mestres são encarregados de proteger o rebanho, mas, infelizmente, eles têm dado boas vindas ao lobo que chega em busca da presa (Mateus 7:15), enquanto ficam com o sangue das ovelhas tingindo-lhes as mãos.
Quarto, ore, ore muito! Leia a Palavra de Deus, até que ela permaneça viva dentro de você. Isso me ajudou imensamente a colocar de lado todos os livros que até então eu vinha usando para o meu crescimento espiritual, e passei a ler exclusivamente a Sagrada Escritura. Isso me fez observar que o meu grupo costumava usar versos fora do contexto, a fim de respaldar suas práticas contrárias à Escritura, e isso foi uma espada afiada para me livrar de tudo que era falso.
Finalmente, continue firme, até verificar que o diálogo não dá resultado. Em meu caso, ele perdurou um ano inteiro e somente após esse tempo eu conclui que ninguém estava realmente interessado na mudança. Eu havia permanecido algum tempo na corda bamba, na esperança de que eu mesmo pudesse mudar meus pontos de vista sobre esses itens para continuar a remar naquele barco. Exatamente no dia em que minha esposa e eu decidimos contar que estávamos deixando a congregação, a esposa do pastor recusou-se a acreditar que fosse para o nosso bem. “Quando vocês voltarem...” ela falou, ao que retruquei: “Não vamos voltar!”. Ela ignorou minha interrupção e prosseguiu: “Quando vocês voltarem, eu lhes darei boas vindas”. Em sua mente éramos nós e não os remanescentes da liderança que precisavam de arrependimento.
Outro ponto a ser destacado - aliás, um pensamento pessoal, com o qual talvez alguns não concordem - é que não saiam em silêncio. Depois de muito diálogo com a liderança da congregação e de saber que é impossível obter uma resposta, fale com quem desejar escutá-lo. Meus pontos de vista eram por demais conhecidos na congregação e quando saímos, minha esposa e eu escrevemos uma carta para quase cada membro do nosso ex-grupo, detalhando e confirmando, com referências bíblicas, os motivos pelos quais não poderíamos mais assistir aos cultos daquela igreja. Outro casal abandonou a congregação, após amplo diálogo comigo, já os havia ajudado a verificar os engodos ali promovidos pela liderança, porém até aquele momento esse casal foi o único a ser resgatado dali. Mesmo assim, minha esposa e eu continuamos a falar com ex-membros da congregação, sempre que surgia uma oportunidade. A liderança de alguns grupos de outra igreja em nossa pequena comunidade também ficou conhecendo nossa posição e o porquê de nossa retirada. Saímos de um embaraço temporário para testemunhar ousadamente sobre a tremenda mudança que Deus operou em nossas vidas, através do estudo da Sua Palavra.
Logo após a saída, procure encontrar alguns crentes com a mesma maneira de pensar, caso isto seja possível. Existe sempre um tempo de desprogramação (o termo mais apropriado em que penso). Anos de falsa doutrina e ensinos ilusórios de homens, não são facilmente descartados e as respostas que são aprendidas para certas situações têm sido incrustadas em nossa mente. Precisamos, realmente, ser renovados em nossa mente (Romanos 12:2) e isso é feito com mais eficiência quando mergulhamos na libertadora Palavra de Deus. Jesus disse: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João 8:31-32).
Saiba também que a angústia que acompanha o trato com a heresia eventualmente vai passar. Quando mantemos nossos olhos em Cristo e o nosso coração voltado à simplicidade do evangelho de Jesus, a luz do alto vai se tornar mais real do que antes, e nossa segurança nEle e em Sua vinda será mais forte. O SENHOR está convocando o Seu povo a sair do meio da falsidade. Nossa escolha está na resposta.
“Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hebreus 13:13-14).
Artigo de Kevin Reeves “Charismatic Cultism”
kreeves@aptalaska.net
Traduzido e comentado por Mary Schultze, 27/07/2007.
http://www.cpr.org.br/Mary.htm
Jornal Desafio das Seitas - ed.44 - 4º Trimestre 2007 - http://www.cpr.org.br/
O Triunfalismo do Reino
Antes de entregar a tradução deste artigo, cujo assunto muito me interessa, tive um pensamento: “Qualquer doutrina bíblica umedecida pela saliva de um fundador de seita afasta-se do Espírito da Verdade e se transforma numa espécie de ácido acético glacial (CH3COOH), o qual danifica a vida espiritual de quem a recebe e pratica” - MS.
A Terceira Onda
Muitos carismáticos e pentecostais que abraçam o ensino do Latter Rain (Chuva Serôdia) vêem neste movimento uma seqüencial restauração, a qual teve início no tempo de Martinho Lutero, com a recuperação da doutrina da justificação pela fé, e de John Wesley, com o inicio do movimento de santificação. As línguas foram dadas no Movimento da Rua Azusa e o Espírito está hoje restaurando os profetas e apóstolos dentro da Igreja, para um novo governo. Eles imaginam que isso conduzirá a Igreja para um triunfo definitivo, a fim de que ela possa exercer o seu domínio na terra. [N.T. - Esta teoria é de Agostinho de Hipona, abraçada por muitos pentecostais e carismáticos nos últimos 30 anos].
George Warnock, que exerceu grande influência no movimento Latter Rain, já havia explicado o plano profético das festas [judaicas] em seu livro, no qual ele diz que Cristo cumpriu a Páscoa, como o nosso cordeiro; o derramamento do Espírito se cumpriu no dia de Pentecoste, com o início da Igreja; e mais tarde os Tabernáculos iriam encontrar o seu cumprimento na Igreja dos últimos dias. A Igreja dominará o inimigo porque recebeu todo o poder [de Jesus], exatamente como Jesus recebeu todo o poder do Pai (Mateus 28:18).
De acordo com alguns do movimento, as coisas novas chegaram em forma de ondas.
Paul Cain chama a onda atual de Terceira Onda (o mesmo fazendo Peter Wagner e os outros). Existem várias definições para as “ondas”. A primeira onda ficou conhecida como Movimento Pentecostal (p. 16); a segunda, como Movimento Carismático (p. 17) e agora, diz ele: “Vejo a Terceira Onda distinta dessas duas, mas ao mesmo tempo semelhante à primeira e à segunda ondas” (p. 18). Embora Peter Wagner afirme que os participantes desse novo movimento nunca escolheram ser identificados como pertencendo aos primeiros, mesmo assim eles se ajuntaram”. (C. Peter Wagner, “The Third Wave of the Holy Spirit”).
A maioria dos seus adeptos concorda em que [esse movimento] vai “conter o que é bom nos movimentos anteriores (de Deus) e muito mais”. Ele será todo abrangente e derrubará barreiras, e quando Deus “liberar a sua onda de poder, ele vai engolfar todo mundo, dos batistas aos episcopais; dos episcopais aos católicos e todas as denominações da terra”. (Paul Cain: “God Speaking The Second Time”, Leadership Conference, Grace Ministry, 1990).
Rodney Browne, em seu livrete “The Coming Revival”, fala sobre as ondas de reavivamento e como é preciso que se aprenda a ler essas ondas; de outro modo, se ficarem do lado errado, o indivíduo e o seu grupo, vão terminar sendo esmagados sobre a areia (p. 14). Cain diz: “Algo vai chegar tão forte até vocês, que ninguém vai saber o que seja um batismo no Espírito Santo, comparado ao tremendo batismo que estará preste a ser recebido.” (Paul Cain, Prophecy of the Vineyard, Fev. 1989). Vai ser alguma coisa além do que foi dado à Igreja, pois será ELE MESMO!
O que poderia substituir o Deus das Escrituras? O que poderia ser maior? Que tipo de onda gigantesca seria tão maciça, a pondo de estarmos apenas vendo as primeiras ondas do seu efeito todo abrangente?
O conceito de um mover de Deus retrocede para antes do moderno [Movimento de] Toronto e das explosões de Pensacola. As pessoas têm sido ensinadas a buscar uma “coisa nova”, desde que o ensino do Latter Rain foi apresentado [pela primeira vez] em 1948. Abafado por muitos anos, ele renasceu nos anos 1980 e 1990 com ímpetos de vingança. Biblicamente o que vai acontecer no futuro será um “replay” do que aconteceu no verdadeiro Dia de Pentecoste. Mas o que estamos vendo hoje não é isso. Ele não será novo no sentido de que será diferente, mas novo para as pessoas desse tempo. Ele poderá ser grande em magnitude, mas não diferente em qualidade. Ele deve trazer salvação a Israel, dentro de um breve período de tempo, exatamente como aconteceu no primeiro Pentecoste. Ele virá para Israel, embora outras pessoas possam ser por ele afetadas. Em vez disso, este movimento Latter Rain se destina à Igreja dos salvos e revestirá os seus participantes de autoridade e poder, além de tudo que já se imaginou, segundo eles afirmam.
Bill Britton, um dos antigos líderes deste movimento, vai nos dar uma explicação ao que Cain está ensinando. “Jesus, nosso Sumo sacerdote foi ungido, sem medida, pelo Espírito Santo. Pois essa mesma unção de plenitude no Espírito, a qual foi dada a Jesus, há de vir para todo o Corpo de Cristo, até que todos os inimigos fiquem sob o estrado dos seus pés. Esta unção não virá para os bebês em Cristo, como acontece no batismo no Espírito Santo. Ela virá no tempo da Adoção”. (Bill Britton, The Patern Son, p. 23).
Essa é a promessa de plenitude e domínio que está sendo promovida hoje em dia, através de inúmeros ministérios. Um tema recorrente é que a Igreja fará da terra um estrado para os pés de Jesus. Observem que o batismo é para os imaturos, enquanto a “nova unção” é algo separado para os espiritualmente maduros. Essa distinção não bíblica entre “batismo” e “adoção” tem sido o fundamento comum dos reavivamentos que todos nós temos visto nos anos 1990. Cain, um ex-discípulo de William Branham, estaria familiarizado com este e outros ensinos oriundos dessa área. De acordo com muitos dos ministérios do Latter Rain, podemos chegar a ser tudo que Jesus foi: “Jesus foi o Deus encarnado. Devemos ser como Ele foi no mundo, até mesmo maiores em volume e influência” (Earl Paulk, The Ultimate Kingdom, 1986, p. 121). A Bíblia diz que nenhum servo é maior do que o seu senhor. Uma interpretação totalmente diferente é esta de transformar um crente, que é um seguidor de Cristo como servo, em alguém mais poderoso do que Ele.
Na nova onda atual as denominações estão sendo induzidas a ficar sob a liderança dos novos apóstolos e profetas, a fim de que a Igreja possa entrar nesse estágio de domínio. E quando estas se recusam a fazê-lo, são acusadas de rejeição ao “ministério quíntuplo” mencionado em Efésios 4. A Igreja em sua infância teve apóstolos nomeados por Deus, a fim de ser equipada para entregar a doutrina que Jesus havia ensinado. Atualmente, muitos estão almejando as mesmas posições que o próprio Jesus selecionou, tornando-as necessárias à sobrevivência da Igreja [N. T. - e de apóstolos e profetas não precisamos hoje em dia, pois temos o Novo Testamento].
Em 1949, “George Hawtin e seus confrades garantiram que a maior parte do problema estava enraizado na má vontade em reconhecer a validade do ministério dos apóstolos e profetas... as igrejas locais (cujos membros presumivelmente incluíam apóstolos, profetas, mestres, evangelistas e pastores) separavam os seus obreiros e comissionavam os próprios missionários a disciplinar os próprios membros” (George Hawtin, Church Government, 1949).
Hoje em dia a culpa é lançada sobre os que não participam desse novo movimento. Ninguém deseja ser classificado como tradicional parte inerte de uma coisa antiquada. Stephen Hill, um homem chave da “nova onda” de Brownsville, declara: “A segunda marca de um escarnecedor de Deus é o receio da confrontação e da mudança. Ele está de tal modo escravizado à tradição religiosa que se fecha a uma nova revelação”. (Stephen Hill, The God Mockers, cap. 1, 1997).
Somos informados que devemos escutar os profetas para a revelação de Deus, pois, de outro modo, a Igreja não será renovada para receber a vida de Cristo. Glen Foster declarou: “Estou enviando a vocês uma completa geração de profetas. Estou pronto a liberar profecia sobre a Igreja, de um modo jamais visto antes... tenho um plano secreto e esse plano está sendo revelado aos poucos, aqui e ali. Escutem os profetas, escutem os que falam uma linha e também os que falam volumes” (Profecia publicada pela Sweatwater Church of the Valey - Glen Foster, Life For the Nations, 07/10/1994). É o caso de se admirar como os cristãos, conseguiram sobreviver durante quase 1900 anos sem apóstolos e profetas!
Entrementes, os líderes da “nova onda” minimizam a Igreja através da história, dizendo que ela falhou em sua comissão e o remanescente de Deus será salvo no final, estando nós entre este.
“Os cristãos que chegaram a acreditar que um período de mornidão e desvio na Igreja poderia ser um sinal de proximidade da volta de Cristo estavam errados - a era dos apóstolos, não da apostasia estava chegando”. (Brian Hewitt, Doing a New Thing? - Introduction). “É essa mudança sobre o que serão os últimos dias que dá força e validade ao movimento apostólico do Domínio Agora. Em vez e apostatar da fé, eles acreditam que a Igreja foi revestida de um poder jamais visto na história, maior do que nos seus primórdios. Lamentavelmente, não é isso que vemos na Escritura.
Peter Wagner escreveu um livro intitulado “The New Apostolic Churches” (As Novas Igrejas Apostólicas), no qual ele explica o novo Espírito Apostólico, que está levantando líderes internacionais. Bill Hamon declara: “Cristo ativou os Seus profetas nos anos 1980 e os Seus apóstolos nos anos 1990. Jesus se entusiasmou diante do pensamento de que os seus profetas serão brevemente reconhecidos pela Igreja” (Bill Hamon, Prophets and Prophecy, p. 28).
O Seminário Fuller promoveu um Simpósio Nacional da Igreja Pos-Denominacional, convocado pelo Dr. C. Peter Wagner (de 21-23/05/1996). Bill Hamon disse que: “Essa foi uma ocasião histórica da Igreja. Ele foi praticamente orquestrado pelo Espírito Santo, a fim de cumprir os progressivos propósitos de Deus, no sentido de conduzir a sua Igreja ao seu destino final... O consenso dos “painelistas” [pessoas reunidas sob o mesmo objetivo] foi o de que ainda existem apóstolos e profetas na Igreja, havendo um emergente Movimento Apostólico, o qual revolucionará a Igreja do Século 21”.
“O que está para chegar à terra não é exatamente um reavivamento ou outro despertamento; é uma verdadeira revolução. A visão foi dada, a fim de que comecemos a despertar aqueles que se destinam a uma radical mudança no curso e até mesmo na exata definição de cristianismo” (Rick Joyner, “The Harvest; “Joel’s Army” (A Colheita; o Exército de Joel). Será que Deus deseja que o Cristianismo mude? Será isso uma coisa boa? Não foi Deus quem nos deu o Cristianismo?
Rick Joyner diz também : “Em breve dirão sobre os apóstolos a serem brevemente ungidos que eles vão transtornar o mundo” (Rick Joyner, The Harvest, maio/junho 1998). Rod Parsley concorda: “Não olhe agora, mas está preste a haver uma revolução. As coisas estão em vias de ser transtornadas” (Breakthrough, 07/01/2000). Não quero fazer disso uma coisa grande demais, porém a Bíblia diz que as pessoas se queixavam dos apóstolos originais porque eles transtornaram o mundo. Será que isso quer dizer que os novos apóstolos irão reverter o que eles fizeram? (Só um pensamento).
Esses promotores da “coisa nova” deixam de ver o papel do Espírito Santo na terra: “convencer o mundo do pecado, e da justiça e do juízo”. Uma das maneiras da Igreja participar da Sua obra é pregar a verdadeira Palavra de Deus, a fim de colher os resultados de antigamente. Contudo, não é isso que está acontecendo e certamente não é para onde estão nos conduzindo os líderes desse movimento.
IMORTAIS GOVERNANDO COMO PEQUENOS CRISTOS
Earl Paulk: “O complemento da encarnação de Deus no mundo deve acontecer na Sua Igreja... Jesus Cristo é as primícias, mas sem a contínua colheita, a encarnação jamais será completa... somos na terra como extensões de Deus para concluir a obra que Ele começou... somos a essência de Deus, sua contínua encarnação no mundo” (Earl Paulk, Hell and the Heavens, 1985, p. 125). Conquanto não haja argumentação alguma sobre ser a Igreja o corpo de Deus na terra, a fim de cumprir a Sua vontade, Paulk ultrapassa a Escritura, quando atribui ao crente algo que é exclusivo em Jesus.
O Arrebatamento é, sobretudo, um ensino desconhecido na Igreja Católica, nos dias de hoje e muitos protestantes estão entrando na mesma linha. Ele está perdendo a sua importância para os evangélicos, os quais se tornaram engolfados no ativismo terreno. O novo foco repousa na herança terrena da Igreja, em vez de na esperança de sermos arrebatados ao céu. Nossa terra da promessa é o céu, nosso lugar de cidadania. É lá que Deus tem preparado um lugar para a Sua Igreja. (João 14). A Sua vinda é a grande e bendita esperança da Igreja (Tito 2:13). Contudo, Pedro diz em 2 Pedro 3:2-5: “Para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador. Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste”. Temos aqui um povo familiarizado com as Escrituras, as quais remontam aos seus pais na fé, para em seguida ignorarem o fato do julgamento. Eles se esquecem deste e pensam: “Se Jesus ia vir, por que não veio até agora?” Daí que eles preferem o Reino Agora, conforme hoje vemos. Já que Ele não está aqui, então vamos exercer o domínio da terra para Ele. Onde está Jesus? Tem sido essa sempre a indagação. Então, precisamos agir para que isso aconteça.
Sam Fife, conhecido apóstolo dos Manifestos Filhos de Deus, declarou: “Nesta dispensação dos tempos finais, Deus vai cumprir o Seu propósito de juntar em UMA SÓ todas as coisas que estão em Cristo, tanto as da terra como as do céu... Quando tivermos acabado de preparar esse homem de muitos membros, Ele vai purificar a terra, homem por homem, no Seu Dia do Julgamento, e então virá uma nova era, e uma nova terra, com um novo homem vivendo em uma nova ordem, na qual cada membro será tão morto para o seu ego que viverá para o resto do Corpo, e essa ordem vai perpetuar a vida eterna” (Sam Fife, One Corporate Man (The Body of Christ), p. 22).
As semelhanças com a Nova Era são chocantes: “Finalmente, você começa a transição. Durante a transição milhares de membros do Corpo vão DESPERTAR PARA O SEU PODER, para serem Cristos naturais, totalmente humanos no modelo da primeira pessoa, para manifestar o próximo desenvolvimento da humanidade...” (da novaerense Barbara Marx Hubbard)
Conforme alguns dominionistas, para que seja efetuada essa purificação na terra, os vencedores devem atingir a imortalidade, tornando-se imunes a qualquer resistência física ao seu programa. Tornarem-se imortais e, desse modo, imunes a qualquer ferimento ou à morte, será o resultado de terem atingido a perfeição espiritual, através da obediência aos apóstolos profetas (Al Dager, Vengeance is Ours, pp. 96-97) [N.T. Este é um exemplo típico da chamada “Operação do erro”, da qual nos fala o Apóstolo Paulo na 2 Tessalonicenses 2:11). Sam Fife, um importante promotor dos “Manifestos Filhos de Deus”, ensinou que o processo da idade havia terminado para ele e quando indagam sua idade, ele responde simplesmente “EU SOU”. Ele garante às pessoas que jamais vai morrer e que está num processo de transformação para uma vida incorruptível.
“Cristo não virá para a Sua Igreja até que Ele seja visto na Igreja; até que a Igreja se assemelhe a Jesus. PAPAI (Deus) plantou Jesus; Ele o semeou aqui em baixo na terra, a fim de ter uma completa nação de irmãos e irmãs que se assemelhassem a Jesus e Ele vai ter isso. Seu Filho foi o FILHO ALFA e os outros filhos vão ser os Seus filhos OMEGA”. (Bob Jones). A Bíblia ensina que Jesus não foi apenas o ALFA, mas também o OMEGA e, certamente, nós não somos Ele. Jones joga habilmente com os títulos de Cristo, de como este virão até nós, através do nosso processo de crescimento, do ensino, e que a maturidade no crescimento dos crestes é o que trará Jesus de volta. A Bíblia diz o contrário. Jamais nos assemelharemos a Jesus, antes que Ele volte.
“O filho se torna expressão e revelação da Pessoa da Divindade. Atualmente existe apenas uma Pessoa de Deus [negando a Trindade?], mas Ele vai habitar eternamente num corpo de muitos membros, de seres semelhantes a Ele mesmo, uma extensão e projeção do Seu próprio ser... Ele diz: “Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo... E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso” (2 Coríntios 6:16,18). O que significam, então, aquelas nuvens, com as quais e nas quais o Cristo vem novamente? Ora, Deus nos abençoe! SOMOS NÓS!”. (Preston Eby, Coming With Clouds).
Alice Bailey, uma apóstola da Nova Era, disse: “Se Deus é Deus, então sua divindade vai adaptar-se à emergente divindade dos filhos de Deus.”
Ao contrário do que essas pessoas ensinam, a imortalidade virá simultaneamente à ressurreição dos mortos em Cristo, na vinda do Senhor, para arrebatar o Seu povo da terra, para um lugar que Ele mesmo preparou (Ver 1 Tessalonicenses 4:13-17; João 14:1-3). Depois, lá do céu, Ele vai derramar a Sua ira sobre as nações e muitos se arrependerão (O Livro de Apocalipse fala desse julgamento). Essa imortalidade, a esperança de nossa salvação, vai acontecer repentinamente no Corpo de Cristo e não apenas em um grupo selecionado em tempos individuais, quando os membros tiverem atingido sua perfeição espiritual.
Earl Paulk tem promovido a visão do Latter Rain durante muitos anos: “Jesus Cristo, sendo as primícias do Reino, iniciou a obra de conquistar a morte numa base individual, porém nós, como Sua Igreja, iremos completar essa tarefa... Recebemos o anseio da expectação através do batismo no Espírito Santo, mas precisamos nos mover em direção à posse do poder, que está vencendo o último inimigo, a morte. Algumas vezes a interpretação tem sido feita de que Jesus conquistou a morte, mas se tal houvesse acontecido, por que a Epístola de Paulo aos Coríntios, escrita pelo menos 90 anos mais tarde, diz: “O último inimigo que há de ser aniquilado é a morte” (1 Coríntios 15:26)? Jesus conquistou a morte individualmente, mas deixou a cargo da Igreja conquistar a morte numa base corporativa. (Earl Paulk, The Proper Function of the Church). Paulk indaga: “Será possível que venha a existir um povo, que possua a autoridade do Deus Todo Poderoso, como Elias possuía, e que esse povo, como um grupo, dirá à morte, ao inferno e ao Espírito de Satanás: “Nós não vamos morrer. Vamos permanecer aqui; seremos transformados e convocaremos Jesus a retornar a esta terra como o Rei dos reis e senhor dos senhores? Sim, é isso que eu creio que a Igreja deverá fazer.”
Jesus teve autoridade para dizer “Não!” à morte na terra e Ele está esperando que nós cheguemos à mesma autoridade que Ele teve, quando pudermos dizer: “O último inimigo, a morte, foi conquistado!” (Aqui Paulk cita a 1 Coríntios 15:20-26) “Jesus Cristo, sendo as primícias do Reino, começou a obra de conquistar a morte numa base individual, porém nós, como Sua Igreja, iremos completar a tarefa.”
As Escrituras que Paulk está citando, na verdade contradizem a sua crença de que a Igreja conquistará a morte e este é um erro grave. A 1 Coríntios 15:26-27 diz: “o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.” Será com a volta de Jesus que os Seus inimigos serão postos sob os Seus pés. Ele é quem vai esmagar Satanás, não a Igreja, antes do Seu retorno. Ele deve reinar na terra, para que isto seja conseguido. A Escritura diz que a terra não será destruída, senão após o Milênio; as pessoas não salvas serão mortais no Milênio e vão morrer, porém os crentes que já foram ressuscitados, serão imortais, co-reinando com Cristo. A 1 Coríntios 15:22-26 diz: “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda. Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte”. O último inimigo, a morte, será deixado a cargo do próprio Cristo e esta, conforme Apocalipse 20:14, será atirada no Lago de Fogo, após o Seu julgamento no trono branco, o qual vai acontecer após os mil anos do Seu reinado na terra.
Os dominionistas tomam as Escrituras referentes à segunda vinda de Cristo e ao Milênio e as aplicam a si mesmos, na era atual. Mas o problema é que eles se comportam como pregos quadrados em buracos redondos, não se encaixando no estudo criterioso da Escritura. Como Al Dager observa: “O que a teoria da imortalidade deixa de explicar é como sendo a morte o último inimigo a ser vencido, ainda haja outros inimigos a serem vencidos pelos que a conquistaram”. Pensem nisto. Eles ainda precisam conquistas as nações e as pessoas não convertidas, após terem se tornado imortais. Ora, um pouco de lógica poderia dissipar as nuvens de confusão que pairam sobre este assunto. Tiago aconselha: “Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima”.
Existem dois conceitos conflitantes e competitivos. É a nova tendência a pensar na Igreja como um meio poderoso e que ela não vai desaparecer. Biblicamente a Igreja não vai ser triunfante no mundo, mas os indivíduos. Deus prometeu aos indivíduos vitória em suas vidas (ao vencedor), mas não coletivamente no sentido de governar. Existe um remanescente fiel que luta pela sua fé, a despeito da perseguição que o mundo decaído lança contra ele. Isso não é surpresa, pois Paulk foi um dos primeiros a esposar o que dizem os mestres da Fé: “Assim como os cachorros têm seus cachorrinhos e os gatos, os seus gatinhos, também Deus tem os seus pequenos deuses... Até que compreendamos que somos pequenos deuses e comecemos a agir como estes, não poderemos manifestar o Reino de Deus” (Earl Paulk, Satan Unmasked, 1984, pp. 96-97). Acho que quando você se julga um pequeno Deus, você pode tornar-se imortal quando bem o desejar e assumir autoridade.
AGUARDANDO O QUE? NÃO O RETORNO DE CRISTO, MAS A ASCENSÃO DA IGREJA!
A partir deste novo movimento, o foco da adoração e culto da Igreja afastou-se das palavras da Escritura para a declaração de vitória de poder da Igreja. Todos nos tornamos importantes, pois o início do Reino depende de nós. Em vez de olharmos para o nosso vindouro Salvador, olhamos para nós mesmos, em busca de solução para os problemas do planeta terra. A glória de Deus agora substitui o físico Filho de Deus regressando.
O Diabo é esperto demais no sentido de influenciar a Igreja com essa deslavada mentira. Ele apresenta uma verdade retirada do contexto, adaptando-a erroneamente, como acontece neste caso. Imaginem um ensino que pudesse afetar aquilo em que as pessoas crêem sobre o que vai acontecer no futuro, e que vai afetar a sua vida pessoal. Pois este é o ensino do Reino Agora...
Parsley se afasta da Escritura para ensinar o Cristo corporativo do Latter Rain: “Escutem. Em Mateus, Marcos, Lucas e João vemos Deus em Cristo - sem problema algum com isso. ... Quantos de vocês acreditam que Deus estava em Cristo? Pois agora é Cristo em vós. Ora, quando se chega ao Livro de Atos, é que se pode dar o grande salto teológico (ele sempre faz isso!) e já não é Deus em Cristo, o que se pode obter em Atos 2:4; agora é Cristo em vós. Ora, se Cristo está em vocês e Deus está em Cristo, então o Deus em Cristo é Deus em vocês, portanto em nós habita a plenitude”. (Breakthrough, 19/09/2000).
A conclusão é que, se temos a plenitude, então quem vai precisar da volta de um individual Filho de Deus?
“Joguem fora as tradições e ouçam o que o Espírito está tentando dizer à Igreja... Não esperem pelo Arrebatamento para os resgatar... Se vocês querem trazer Cristo de volta à terra, poderão fazer isso... NÓS PODEMOS FAZÊ-LO... Consigam tempo para entrar em contato conosco. Deus está mobilizando o seu exército.” (Harvest Time, junho 1984, p. 2).
“A maior tarefa que foi dada à humanidade é a do estabelecimento do Reino de Deus na terra” (Earl Paulk, Thrust in the Sickle, p. 14) .
“Em Mateus 24:14, Jesus diz claramente que não pode voltar à terra até que o Evangelho do Reino tenha sido pregado a todas as nações da terra. Até que a Igreja possa demonstrar o Reino alternativo, Jesus não poderá regressar. Deus já não tem autoridade para mandar Cristo de volta à terra, porque Ele não anula o Seu plano eterno. Conquanto ninguém saiba o dia nem a hora, posso dizer, com autoridade divina, que Cristo não pode e não voltará à terra, antes que tenhamos pregado o Evangelho do Reino a todas as nações... Essa tarefa exige uma Igreja madura, a qual terá se tornado uma alternativa aos reinos do mundo. É disso que a Igreja trata realmente sobre a volta de Jesus Cristo para nós” (Earl Paulk, The Great Escape Theory, p. 14).
Paulk diz que traremos Jesus de volta e que isso depende de nós. Os propósitos de Deus são atrapalhados pelo nosso fracasso em cumprir essa missão. Paulk declarou: “O Cristo em nós deve tomar o controle da terra... O próximo mover de Deus não poderá acontecer, até que o Cristo em nós exerça esse domínio” (Earl Paulk, Held in the Heavens Until..., 1985, p. 234).
“O próximo mover de Deus vai unir Seu Filho em casamento. A Ceia das Bodas do Cordeiro, a complementação do estabelecimento do Reino, o eterno governo de Deus, finalmente acontecerá” (Earl Paulk, Held in the Heavens Until - Atlanta, K Dimension Publishers, 1985, pp. 234-235).
Vemos que Paulk acredita que a Ceia das Bodas do Cordeiro não poderá acontecer, até que a Igreja (Cristo em nós) tenha se manifestado e possa exercer o domínio da terra, a qual ficará sob a sua liderança. De outro modo, ele teria dito que o próximo mover de Deus é a volta de Jesus e em seguida a igreja tomará o domínio da terra, sob o Seu governo real. Se assim fosse, ele não teria usado o termo “Cristo em nós”. Nesse caso, ele nega o que disse sobre Jesus exercendo o domínio através da Igreja, ao mesmo tempo em que permanece no céu. Esta teologia é da Nova Era e está se tornando rapidamente entregue na Igreja, que já está operando sob uma nova (fresca) unção. Só precisamos ver na Escritura, para constatar que as Bodas do Cordeiro acontecem exatamente no final da Tribulação: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou” (Apocalipse 19:7), quando então o Senhor descerá com os Seus santos do céu para a terra. Não é um ensino correto dizer que isso vai ser o próximo mover de Deus.
“Vocês podem ler livros ensinando que podem ir para o céu através de um Arrebatamento, se isso os estimula. Queremos estudar a Bíblia, para aprender a viver e a trazer o céu para a terra”. (David Ebaugh, in Monarc, Out/Nov 1986, p. 3). Será que o mundo poderá ser transformado para se tornar igual ao céu, sem a Pessoa de Cristo, o Rei Celestial, estar aqui? O que essa gente está propondo é um Reino sem o Rei Jesus, o qual deve ser substituído pelos apóstolos e profetas do movimento.
“A doutrina do Arrebatamento foi um grande e efetivo estratagema do inimigo para implantar na Igreja uma mentalidade de retirada... Mas essa piada já foi descartada pela maioria das Igrejas esclarecidas e logo será descartada por todas” (The Harvest, Rick Joyner). “Queiram progredir, esqueçam o Arrebatamento (que é o mesmo evento da ressurreição), o qual conduzirá os seus corpos à imortalidade. Em vez disso, o que está sendo oferecido é que vocês já podem se tornar imortais sem o mesmo. O Arrebatamento virou uma piada. Ouvimos sempre e sempre que Deus vai encher o Seu templo (a Igreja) e seremos revestidos de poder como jamais fomos antes.
“Alguns ensinam que o Arrebatamento vai nos levar a um reino mais elevado, um reino espiritual, mas isso não quer dizer que seremos levados ao céu”. No seu livro ‘Vengeance is Ours’, Al Dager cita Linda Bonnville na página 147, a qual defende um arrebatamento e mudança para os indivíduos em tempos diferentes, sendo esse o claro ensino dos Manifestos Filhos de Deus, alheio ao da escritura: “Ora, isso é verdade. Somente o Pai sabe quando enviará o Filho do Homem de volta à terra, como uma pessoa individual, o que será [uma experiência] diferente para pessoas diferentes. Passei por isso em 1983; algumas pessoas passaram por isso, em 1984; outras, em 1985, outras em 1986 e outras estão acabando de passar. Toda a Palavra de Deus já se cumpriu, conforme o Espírito de Deus nos tem revelado... Ela já foi cumprida em e através das pessoas, a partir de 2.000 anos atrás, desde a Sua primeira vinda. Ela tem se tornado disponível. Temos apenas de entrar nela, no tempo que o Pai determina ser o nosso e envia o Seu Filho para nós, ou então quando se ouve a mensagem e diz: ‘desejo a segunda vinda do Senhor, agora para mim?” (Linda Bonnville, videotape do encontro de um pequeno grupo, em um hotel, em 10/03/1990, citado por Al Dager em Vengeance is Ours).
Várias outras interpretações alternativas são usadas em lugar de uma retirada literal da Igreja: “Mas vocês dizem que já recebemos a unção, quando recebemos a gloriosa plenitude do batismo no Espírito Santo. Não, amigos, recebemos apenas a ousadia da nossa herança. A unção das duas Testemunhas de Deus vai acontecer quando a glória de Deus (Jesus) encher o templo de Deus (o Corpo de Cristo, os vencedores)... Repentinamente Ele aparecerá! Não para todos, mas para os que estão buscando-O. E Ele aparecerá para a completa salvação... Para nos ungir e nos encher com a Sua glória e poder, com a plenitude do Seu Espírito. E diante do Seu aparecimento, este grupo de pessoas será transformado em um corpo” (Paul Britton, The Patern Son, p.23).
Keri Jones escreve: “Veremos a Igreja repleta de glória, de maneira superior à que já foi vista antes. Como pode ser? Malaquias 3:1 profetizou: “EIS que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos”. [N.T. - Como sempre, esses dominionistas usam as promessas destinadas a Israel, aplicando-as à Igreja]... “À medida em que a Igreja se isolar do mundo, ela vai se erguer para conquistar todas as forças oponentes: o mundo, a carne e o diabo” (Covenant News Letter). Parece que ele interpreta a Igreja como sendo o templo de Deus, para o qual Jesus virá. Contudo, isso já se cumpriu na primeira vinda. A implicação é que a Igreja se encherá de poder, mas para fazer o que? Para conquistar tudo que a ela se opuser (com o Exército de Joel, etc.) Isso incluiria também tudo que é conseguido a partir de sua influência. Dificilmente seria esse um modelo bíblico sem o Rei reinando aqui na terra.
Hinn cita Habacuque 2:14: “Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar”, afirmando que isso já está acontecendo no mundo inteiro, hoje em dia... Mas somente quando o Senhor vier estabelecer o Seu Reino [Milenar] e for reconhecido por todos, é que tudo vai mudar, embora muitos estejam afirmando que isso já está acontecendo, através do Evangelho e da influência da Igreja. Alguns parecem imaginar que o Reinado Milenar já começou: “Deus já trouxe literalmente o Seu trono do céu. Para isso, a Igreja está construindo um assento, um lugar para que Deus venha. Quando será que Igreja vai edificar um assento de misericórdia, conforme o modelo celestial? Ele já estabeleceu o seu trono e vocês terão uma zona do trono no meio da Igreja; enquanto algum grupo, em algum lugar, vai construir um assento para a glória de Deus e a água que vai jorrar desse lugar cobrirá toda a terra. A próxima onda de reavivamento não será igual a coisa alguma que se tenha visto antes. Nesse tempo, não haverá coisa alguma do homem, ou então Deus não virá para ali se assentar. Ele cansou das cadeiras quebráveis que temos construído para Ele. Agora Ele está exigindo que Lhe edifiquemos um assento de misericórdia” (River Mail Archives, março/abril 1999, The Glory of God, Tommy Tenny).
Em lugar nenhum a Bíblia ensina que devemos construir um assento de misericórdia. O assento da misericórdia de Deus foi a cruz. Este é exatamente um péssimo ensino, entregue da maneira mais grosseira, o qual levará as pessoas a uma errônea compreensão dos últimos dias e da Segunda Vinda do Senhor. Cristo vindo fisicamente será o cumprimento daquilo a que se referem Tommy e os outros [dominionistas]. Lemos em Zacarias 6:12-13: “Eis aqui o homem cujo nome é RENOVO; ele brotará do seu lugar, e edificará o templo do SENHOR. Ele mesmo edificará o templo do SENHOR, e ele levará a glória; assentar-se-á no seu trono e dominará, e será sacerdote no seu trono, e conselho de paz haverá entre ambos os ofícios”. Jesus deixou isso bem claro, em Mateus 19:28: “Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel”. Na 2 Tessalonicenses 1:-8-10, lemos: “Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder, quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que crêem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós”. Isso acontecerá em certo dia e não está acontecendo num extenso período de tempo. A maioria [dos triunfalistas] afirma que a glória de Deus está vindo antes para a Igreja e que já podemos, hoje, receber essa glória. Contudo, está escrito em Colossenses 3:4: “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória”. Cristo, o Filho do Homem, deve aparecer fisicamente para que a Igreja tenha essa glória e isso não está separado de Sua Segunda Vinda. Precisamos escolher entre a segura Palavra de Deus e as palavras desses novos profetas. Quem tem a verdadeira AUTORIDADE?
Artigo: Kingdom Triumphalism -
www.letusreason.org/Latrain12.htm
Traduzido por Mary Schultze, em 29-30/09/2007.
http://www.cpr.org.br/Mary.htm
Jornal Desafio das Seitas - ed.44 - 4º Trimestre 2007 - http://www.cpr.org.br/
O Saneamento do Reino
www.letusreason.org/Latrain14.htm
Traduzido por Mary Schultze
Um típico exemplo de autoritarismo é o empenho para livrar o mundo de sua oposição… Na mente de muitos desses dominionistas carismáticos, a autoridade dos apóstolos e profetas não pode ser questionada por pessoa alguma, quer seja amigo ou inimigo. Sua disposição de governar no Reino de Deus deve ficar isenta de dissidentes, a fim de que a nova unidade não seja interrompida. Desse modo, torna-se necessário que aqueles que desafiam os seus ensinos e autoridade sejam removidos. Claro que muitos têm sido rotulados de anticristos ou de cometer a blasfêmia contra o Espírito Santo. Paulk comenta sobre o não reconhecimento do que está acontecendo: "Portanto, o espírito do anticristo se recusa a reconhecer que Deus está aqui em carne" (Earl Paulk, The Wounded Body of Christ). Contudo, a Bíblia diz que Ele (Jesus) veio em carne e não que Ele esteja aqui, agora, em carne. Sim, Deus habita em Seu povo como Igreja, corporativa ou individualmente, porém não somos o Cristo encarnado. O corpo encarnado de Cristo foi levado ao céu e o evento de Sua encarnação não deve ser repetido. Chamar de anticristo quem não aceita suas teorias é acusar quase toda a Igreja de ser ignorante, através de toda a história. Ou Paulk entende de modo errado a significação da encarnação, ou então ele está mudando, de propósito, sua significação.
Basicamente, o espírito do anticristo é o de alguém que se opõe à pessoa de Cristo, negando que Ele veio em carne (1 João 4:3). Mudar a encarnação de Cristo para se tornar o Seu corpo coletivo poderia aproximar-se mais da admoestação bíblica de ter o espírito do anticristo; isso porque o ato de negar que somente Ele veio em carne é o mesmo que negar a Sua exclusiva encarnação. O objetivo de João é fazer com que os crentes possam discernir aqueles que se opõem às doutrinas dos apóstolos sobre o exclusivo nascimento virginal do salvador, cujo significado é Deus [em Cristo] vindo do céu para o homem. Tanto Hinn como Copeland acreditam que [o termo] anticristo significa anti-unção: "O diabo é o único aqui a combater o ungido". Traduzido nos seus termos, quem for contra eles, será um anticristo (pois eles dizem: não toquem nos ungidos de Deus). Isso porque eles falam certas coisas, tais como serem pequenos messias, ungidos exatamente como Jesus. Eles estão convencidos de que sua missão provém de Deus. Contudo, Deus pode colocar no coração de alguns que cumpram os Seus propósitos, embora eles não estejam de modo algum agindo em prol do Seu Reino. Ele faz isso com o exército de Joel e o fará com o quarto reino, no final dos tempos.
Uma das áreas mais típicas dessa "coisa nova" é o SANEAMENTO DA TERRA (com a destruição] dos indesejáveis. Este é o objetivo do Movimento Nova Era, no sentido de primeiro mudar a Igreja, para trazer paz e unidade à humanidade, sem a presença física do Príncipe da Paz. A Nova Era sabe que a Igreja ortodoxa é contra o exercício do governo mundial pelos apóstolos (mestres ascendidos). Não é uma coincidência que esses novos profetas e apóstolos digam a mesma coisa? Os que não se encaixarem nos moldes do Ministério Quíntuplo, deixando de obedecer ao novo governo que vai ser instalado pelos "novos" profetas e apóstolos, serão retirados do caminho.
O saneamento [a ser executado] pela Nova Era deve cair sobre os que se recusarem a receber a luz de uma iniciação com Lúcifer, a qual é experimentada quando alguém chega à conclusão de que todas as coisas são UMA. Isso vai trazer um período de crise, quando a terra será saneada da presença dos que não aceitarem essa unidade. O saneamento da Igreja pode também envolver a nova unção e os que contra ela se insurgiram.
Franklin Hall, precursor e promotor do Latter Rain, nos anos 1940, declarou: Do grupo infante dos filhos de Deus será exigido que "governe as nações com vara de ferro (Apocalipse 12:5). Para os que não aceitarem esse convite da luz de fogo do Espírito Santo, existe apenas uma alternativa: o oposto da luz são as TREVAS. A luz da vida será para eles um fogo que cega e consome com a destruição." (Franklin Hall, Subdue The Earth, Rule the Nations", Franklin Hall Ministries, 1966, p. 67).
"Existem diferenças de opinião entre os dominionistas sobre como os dissidentes deverão ser removidos, mas existem cinco meios essenciais, através dos quais isso poderá acontecer: 1. - Deus vai matar sobrenaturalmente os que se opuserem aos Seus apóstolos e profetas; 2. - Deus enviará, ou permitirá, que forças satânicas enviem pragas contra os dissidentes; 3. - a Igreja (ou determinados "vencedores") pronunciarão o julgamento divino sobre os dissidentes, fazendo, desse modo, com que Deus os destrua; 4. - A Igreja usará, em caso de necessidade, a força física, pela qual julgará, sentenciará e executará o julgamento (inclusive a morte) dos dissidentes; 5. - Toda ou qualquer combinação dos itens acima pode acontecer". Al Dager, Vengeance is Ours, pp. 96-97). [N.T. - Se não formos arrebatados, irmãos bíblicos fundamentalistas, seremos todos exterminados pelos "santos" apóstolos da "coisa nova" Isso é voltar ao Catolicismo da Era das Trevas, ou coisa pior - MS].
Será que alguém consegue se lembrar do fiasco ocorrido em 09/06/1994, quando Hinkley pronunciou na TBN, claramente, a profecia do Reino, a qual dizia: "O mal será varrido da terra." O Reino deveria chegar porque o mal seria varrido da terra. Pois a mesma coisa tem sido ouvida, sempre e sempre, nos dias de hoje. Outros parecem ter recebido a mesma mensagem, naquele tempo: "É tempo de julgamento e purificação. Isso deve ser feito para que a minha Igreja fique preparada... Essa purificação vai remover o mal do mundo inteiro e ativará o reavivamento espiritual, com milhões de pessoas afluindo à Igreja" (Don Hackman, The Evangelist). Muitos outros, tais como David Griffs, Diretor da JOCUM no Colorado, tiveram uma visão na qual ouviram o Senhor falar. Ele viu um quadro mental com a data "09/06". Ele disse: "Eu vi essa data em minha mente", tendo então descrito o que seria um grande desastre ou até mesmo uma tribulação. Sua esposa Teri usou um chumaço de lã [velo], para verificar se a data estava correta e ouviu que 09/06 realmente estava certa. (Citado na Discernment News Letter). Os que estão buscando esse tipo de cenário parecem ouvir muito frequentemente tudo que é contrário aos ensinos da Escritura. Não apenas a data estava incorreta, mas o conteúdo é totalmente antibíblico no que se refere à vinda de Cristo. [N.T. - Com a mania que esses grupos têm de transformar a Igreja na Nova Israel de Deus, assimilando tudo que é exclusivo a Israel, não é de estranhar tanta confusão bíblica - MS). É raro que eles acertem alguma coisa entre eles mesmos e assim as cosias vão prosseguindo dentro da Terceira Onda, com proporções cada vez mais alarmantes. Esse tipo de erro acontece frequentemente, sempre que alguém usa o método de espiritualização na interpretação da profecia, em vez de sua literal significação dentro do contexto.
Por isso eles podem dizer que a virgem (a Igreja) está grávida, novamente: "A Igreja Virgem está com dores de parto (Apocalipse 12:1-2)... Pois eu lhes digo, mais uma vez, que a virgem vai dar à luz o filho. Antes do próprio Jesus regressar, a última Igreja virgem vai ficar grávida com a promessa de Deus. Desse trabalho de parto, o Corpo de Cristo sairá, elevado ao completo status de Sua cabeça, o Senhor Jesus. Corporativamente manifestada em santidade, poder e amor, a Noiva de Cristo se levantará" (Francis Frangipane, "In The Presence of God", 1994, Capítulo: A Virgem Grávida", pp. 153-157.)
Conquanto ele possa estar pensando o melhor para a Igreja, eu diria que a Bíblia deixa claro que ele está indo um pouco à frente de Cristo. Em vez de uma interpretação literal da profecia, encontramos aqui a Teologia da Substituição [de Agostinho de Hipona], algumas vezes misturada com os ensinos dos Manifestos Filhos de Deus. As profecias destinadas ao futuro da nação de Israel são erroneamente aplicadas à Igreja. Espiritualizar passagens, em vez de buscar a sua significação literal no exato contexto, pode deixar a significação a cargo do manipulador.
Um exemplo disso é o dos ossos secos, que voltam à vida, em Ezequiel 37:1-11. Eles [os carismáticos] atribuem essa profecia à restauração da Igreja, saindo da Babilônia (o denominacionismo que separa), para uma unidade perfeita (ensino de William Branham). Eventualmente, todos os crentes terão a mesma mente e os mesmos objetivos, sob o governo dos apóstolos e profetas, na Era do Reino.
Outros estão também falando de uma "ação de saneamento". Eis uma profecia de Glen Foster [como se ele estivesse começando com: "Assim diz o Senhor]: "Tenho estado a purificar a Igreja. E estou pronto a purificar também as nações... Fogo cairá sobre o sacrifício do altar, que é a minha Igreja. Depois ele vai cair sobre os falsos profetas - o governo e a liderança do mundo, os quais governam com crueldade, segundo a sua própria sabedoria. Este é um dia especial - o tempo aceitável... Eis que os meus Jeús estão prontos para receber uma nova unção. Jeú vai substituir o governo de Acabe e Jezabel... Existe uma palavra profética nos lábios dos Elias deste tempo, os quais vão atirar a carne de Jezabel aos cães." (Fields of Honey, mensagem profética falada por Glen Foster, em 11/07/1994, citada na Discernment Letter). [N.T. - Lembremo-nos do que Jesus falou em Lucas 16:16. Esses profetas de araque se valem do VT, a fim de inventar tantas maluquices, conseguindo levar milhões de pessoas à operação do erro - MS].
Primeiro, precisamos entender como essa profecia aplica a tipologia do VT à Igreja, o que o Novo Testamento não faz. Não somos o altar. Não existem Jeús nem Elias agora, conforme esse homem está profetizando pelo seu próprio espírito, uma vez que a sua tendência teológica trai a influência do seu ensino. Claro que para aqueles treinados em espiritualizar a Escritura desse modo, isso até pode fazer sentido. Quando existe uma proposta gnóstica para entender o ensino sagrado, então fica justificado que se usem os personagens do VT, aplicando-os a todos os tipos de indivíduos e movimentos de hoje. Em parte nenhuma vamos encontrar um apóstolo [de Cristo] dizendo que outro apóstolo, ou um membro da Igreja primitiva, é igual a Moisés ou que ele tenha o espírito de Zacarias ou de muitos Elias. Certamente podemos usar o exemplo de Elias, mas nunca da maneira como o tal profeta está usando. Esse tipo de ensino certamente precisa ser contestado, embora aqueles que pedem uma referência bíblica para tal posição sejam logo minimizados e julgados indignos.
Um espírito de julgamento é visto exatamente pelos que nos proíbem de julgá-los, os quais logo se voltam contra nós e nos acusam de ter o espírito do anticristo ou de cometer blasfêmia contra o Espírito Santo, quando lhes contestamos os falsos ensinos. Os promotores da "coisa nova", como Benny Hinn, Kenneth Copeland e outros, sentem-se ameaçados pelos que aconselham as pessoas a pesquisarem os seus ensinos. Eles colocam nas pessoas o medo [e um complexo de culpa] quando estas se colocam contra as curas e a unção de Deus, falando o contrário do que eles pregam.
Kenneth Copeland faz a seguinte admoestação: "Qualquer dia desses, você pode estar falando com alguém, indagando como as coisas aconteceram no domingo e ela poderá responder: ‘Foi tudo ótimo!’ A glória de Deus foi tão grande que 16 paralíticos foram curados; Deus abriu os ouvidos de 30 pessoas surdas; curou sete casos de câncer e matou o irmão [Pimentel] e a irmã [Schultze]" (Voice of Victory, outubro 1994). Quando Pedro tratou o caso de Ananias e Safira, ele não tinha essa intenção. Houve uma imediata instrução e castigo do Senhor sobre duas pessoas que haviam se comprometido, mas mentiram.
Benny Hinn declara: "Amaldiçôo todo homem e mulher que estender a sua mão contra esta unção. Amaldiçôo todo homem que ousar dizer uma palavra contra este ministério." (TBN, 13/09/1999). Estes julgamentos não são pronunciados para que a Igreja se arrependa e volte ao primeiro amor, mas contra os que falam pessoalmente contra a "coisa nova" e o seu ministério. Obviamente, essas pessoas se sentem ameaçadas pelos que denunciam os seus falsos ensinos. Será que Deus se preocupa com a mão de alguém se voltando contra um desses "ungidos"? Isso é ridículo! Será que algum dos verdadeiros apóstolos agiu desse modo? Deveríamos considerar a declaração de Tiago e João, querendo invocar fogo do céu contra os samaritanos: "Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?" E o que o Senhor Jesus lhes respondeu: "Vós não sabeis de que espírito sois". (Lucas 9:54,55).
O próprio Jesus é quem há de vir purificar a terra [sanear] (varrer todos os inimigos, quando Ele voltar). A Igreja não ajuda, mas vem com Ele, cujo manto está salpicado do sangue dos Seus inimigos. O Senhor declara: "Minha é a vingança", não da Igreja. Atacar o caráter das pessoas e rotulá-las, sem qualquer respaldo bíblico, não é a maneira que Deus quer que seja usada! Autodenominar-se profeta e desconsiderar as dúvidas das pessoas, ameaçando-as, não é certamente uma demonstração de possuir unção divina. Esses "ungidos" parecem esquecer que a Igreja, desde o princípio, colocava em questão os ensinos de certas pessoas e tratava drasticamente com elas, caso fosse necessário. O falso ensino não afeta apenas individualmente, mas como pulula no rádio, na TV, nos livros [e na Internet], afetando milhões de pessoas, ele precisa ser denunciado de maneira nova e a Internet é exatamente uma das muitas vantagens.
Recuperando o que o inimigo roubou
A teologia dominionista do Latter Rain (Reino Agora) está conectada ao Reconstrucionismo, o qual rejeita a visão pre-milenista da história e da escatologia, promovendo a visão pós-milenista. O pré-milenismo ensina que Cristo voltará fisicamente à terra, numa Segunda Vinda, antes do Milênio. O Reconstrucionismo ensina que Cristo não voltará fisicamente à terra, antes, numa Segunda Vinda, até que se tenha cumprido o Milênio na terra, a cargo da Igreja. O Movimento Pentecostal Latter Rain adota esta posição, indo ao extremo de afirmar que a Igreja superdotada vai governar a terra durante o Milênio, sem a presença física de Cristo. Sem essa distinção, as diferenças entre a Igreja e Israel ficam totalmente obscurecidas e a escatologia da pessoa é afetada. O "Reino Agora" acredita que desde a ascensão de Jesus Cristo, Ele reina como Rei no céu, enquanto a Igreja está reinando na terra, marchando em frente, derrotando os seus inimigos, expandindo o Reino de Deus, até o final do Milênio, quando então acontecerá a Segunda Vinda de Cristo. [N.T. - Considerando que a Igreja é militante e só será triunfante na volta do Senhor, esses pentecostais são mesmo uns alienados da verdade escatológica]. "Estamos em vias de derrubar as ímpias fortalezas deste mundo, a fim de erguer as instituições piedosas em seu lugar" (Tom Rose, Christ’s Kingdom: How Shall We Build?", Jornal Christian Reconstruction, Verão 1981, citado por Dave Hunt em "What Ever Happened to Heaven?"). O autor reconstrucionista George Grant escreve: "O exército de Deus vai conquistar a terra, vai subjugá-la, governá-la e sobre ela vai exercer o domínio. Os cristãos são convocados à guerra e é uma guerra que esperamos vencer" (George Grant, Bringing in the Sheaves - American Vision Press, 1985, p. 98). David Chilton acredita que "Nosso objetivo é o domínio mundial sob o senhorio de Cristo, é tomar posse do mundo, se quisermos". Garry North escreve "Deus deseja que os cristãos controlem a terra em lugar Dele" . O Y2K [O Caos do Ano 2000] ter-se- ia encaixado perfeitamente neste plano (North é um dos promotores desse desastre final), se ele tivesse transpirado, como tantos pensavam que ia acontecer, contudo ele se tornou a maior decepção para os que desejavam a chance de reconstruir as coisas, urgentemente.
A premissa do Reconstrucionismo atual (Teologia do Reino), do mesmo modo do seu antecessor, é recuperar o que o homem perdeu na terra, quando Adão e Eva caíram na tentação de Satanás, no Jardim do Éden. O domínio do homem terminou e Deus perdeu o controle da terra. Esta foi entregue a Satanás, a partir desse tempo. Deus tem procurado um "povo da aliança’", o qual venha a se tornar a Sua "extensão" e "expressão" na terra, podendo reaver a terra do controle de Satanás.
Esta é também uma parte importante do Movimento Palavra da Fé. Conforme Fred Price declara: "Mas Deus precisa receber permissão para agir neste reino terreno em favor do homem. Vocês estão no controle. Ora, se o homem está no controle, quem irá deixar de tê-lo? Deus... Quando Deus deu o domínio a Adão, isso significa que Ele perdeu o domínio. Então, Deus nada pode fazer nesta terra sem a nossa permissão. Essa permissão nós podemos dar-Lhe através da oração" (Fred Price "Prayer: Do You Know What Prayer Is And How To Pray? "(The Word Studdy Bible, 1990, p. 1178).
Esta é a base do Dominionismo do Reino. O homem não está exercendo o controle. Embora Price possa avançar no assunto, no final eles chegam ao mesmo objetivo. A espiritualidade centrada no homem é como o "novo" Cristianismo deve operar, mas não a antiga fé. Nós é que precisamos da permissão de Deus, não Ele da nossa. A oração é que para que seja feita a Sua vontade, não forçá-Lo a fazer a nossa.
Karen Wheaton, uma apaixonada e talentosa cantora nas cruzadas Teleton de Hinn na TBN, canta assim: "Estou tomando de volta o que é meu; estou tomando de volta o que o Diabo me roubou; estou tomando de volta... (e o povo canta junto com ela, repetindo isso várias vezes), tudo de volta: o meu emprego, minha alegria, minha saúde, meu lar, meus filhos, etc. Nomeiem tudo que deve ser devolvido". (Louisville Kentuck Crusade Freedom Hall, levado ao ar em 24/07/2000, no Breakthrough). [N.T - E as macaquinhas brasileiras, tipo a mulher que anda de quatro, rosnando como leão, vão aprendendo tudo que não presta dos analfabetos bíblicos americanos].
Esse domínio do planeta terá sido realizado pela Igreja e mais especificamente por um determinado grupo de "vencedores", o qual vai se lançar à liderança e autoridade, através dos seus novos apóstolos e profetas.
Earn Baxter disse, em 1975: "Estamos falando do homem chegando à plenitude de sua própria realização, ao seu destino final como imagem de Deus. O Amado veio para se tornar o Filho do Pai, o Homem Ideal, após o que Ele iria apadrinhar toda uma comunidade de redimidos. O que Ele foi, em Seu encarnado poder, então vocês vão se tornar em seu poder e vida corporativos. O propósito de Deus não é redimir um grupo de pessoas que se sentam numa parada de ônibus, esperando que o ônibus chegue e os conduza para fora da corrupção do mundo. Ele veio como Rei, de modo que, sob a Sua autoridade, a comunidade dos redimidos poderá tornar-se um meio através do qual Ele possa estabelecer o soberano direito em sua própria terra redimida. Temos salvação individual, mas, como nação, temos a salvação corporativa. O povo de Deus vai começar a exercitar essa regra e exercerá o domínio sobre o poder de Satanás. Como a sua vara de ferro provém de Sião, ele vai mudar a legislação, vai escorraçar o Diabo para fora da terra e o povo de Deus vai realizar os propósitos do Reino de Deus". (MacPhersohn - Can The Elect Be Deceived?", 1986). [N.T. - Eu só gostaria de saber se todo esse otimismo vai continuar, quando essa turma dominionista estiver marchando, por ordem do Anticristo, para um forno crematório! - MS].
O Reconstrucionismo clássico ensina que Cristo amarrou Satanás e os seus demônios no passado. Na visão reconstrucionista do Latter Rain, eles amarram Satanás agora e se apossam dos seus bens, a fim de realizar a obra, através da guerra espiritual da oração. Por isso, estamos escutando tantas vezes, hoje em dia, que devemos reaver para a Igreja o que Satanás roubou, uma vez que a Igreja precisa desses bens para realizar a sua obra. Nesse espírito, temos John Avanzini, Rod Parsley, Benny Hinn, Stambach e muitos outros falando de jubileu e da Igreja recebendo de volta os seus direitos e se libertando do vermelho (débito). [N.T. - E com essa desculpa, esses mestres do engodo vão tosquiando as ovelhas, como se elas fossem o próprio Diabo... E as coitadas se deixam tosquiar, ingenuamente, porque nunca pesquisam a Palavra de Deus dentro do contexto – MS]. Rod Parsley declara: "Pouco antes da volta de Cristo, Deus terá devolvido à Igreja tudo que ela perdeu para Satanás". (Breakthrough, 3/10/1999).
Alguns dão uma significação mais ampla a esse evento, como sendo um reavivamento financeiro (Será que existe tal coisa na Bíblia?). Mesmo assim, todos concordam em que a Igreja precisa de cura, de ganhar o controle sobre a riqueza do mundo, a fim de pregar o evangelho a todas as nações e conseguir a chegada do Reino.
Rick Joyner: "Creio com certeza que a riqueza é um senso de energia que não pode ser destruída, mas exatamente transferida; acredito que haverá um grande colapso, quando a riqueza mundial será destruída e creio que uma porção da mesma será transferida para os crentes." (CBN, 03/01/2000).
Maxwell White escreve que podemos ser curados instantaneamente da doença, quando invocamos o sangue e que podemos também receber o Espírito Santo por este mesmo método. (The Power Of The Blood, ch. 7-8, White). Ele escreve também sobre Efésios 5:27: "A Noiva deve estar perfeita, sem nenhuma doença espiritual, mental ou física, quando o Noivo chegar para ela" (White, Christian Life, p. 39).
Clefo Dollar vai mais longe em seu posicionamento: "Deus vai voltar para uma Igreja sem mancha ou censura. Ele não vai voltar para uma Igreja em débito e esse reavivamento precisa acontecer antes Dele chegar, pois Ele não virá para uma Igreja falida; Ele não vai voltar para uma igreja enferma; não vai voltar para uma Igreja em débito, o que iria contrariar a sua Palavra. ‘Estou voltando para uma Igreja gloriosa, sem mancha ou ruga’, o que significa que haverá uma rápida restituição em movimento". (LeSea Network, 27/03/2000). Tomar de volta a riqueza material do mundo não é uma posição bíblica para os últimos dias. Existem, exatamente, mais admoestações contra isso do que a favor: (Tiago 5:1-3; 2 Timóteo 3:1; Apocalipse 3:14).
O Pré-milenismo ensina que após Sua Segunda Vinda, Cristo vai estabelecer o Seu literal, terreno e político Reino Milenar e estará fisicamente presente para governar a terra durante mil anos.
Nesta nova e modificada visão de reconstrução mantida por certos líderes pentecostais, um remanescente exército da elite dos vencedores vai subjugar os inimigos de Cristo, conseguindo poder e autoridade no mundo inteiro, através dos sinais e maravilhas. Os que mantêm essa visão triunfalista acreditam que os governos das nações ficarão sobre os seus ombros e quando as autoridades, governos, governantes e reis tiverem sido finalmente submetidos ao seu controle, Cristo voltará e eles Lhe apresentarão o Reino. Dificilmente o ensino de Isaías 9:6-7 poderia se encaixar aqui. Para eles, esta idéia está embasada em toda autoridade e poder que foram dados a Cristo, no céu e na terra, e visto como os crentes são habitados pelo Espírito Santo, o qual habitou em Jesus, então eles também terão na terra, a mesma autoridade que Jesus tem no céu, achando que poderão operar os milagres que Ele operou. E com esse poder eles reconstruirão a América e o resto do mundo.
O direito de governar os assuntos humanos não é promovido por qualquer governo. A pergunta que fazemos é esta: as coisas seriam diferentes, se existisse uma forma cristã de governo? No VT Deus falou aos profetas ou ao Rei do povo. Pois é isso mesmo que o Dominionismo deseja que tenhamos de volta, exceto que o Rei seria um Jesus fisicamente distante da terra... Então, quem seria esse governante?
O governo dos EUA não é mais corrupto do que o governo romano, no tempo de Cristo. Mesmo assim, não vemos instrução alguma de Jesus no sentido de reformulá-lo, mas somente a de pregar o evangelho para que as almas fossem salvas. Será que nós, depois de 1.900 anos, poderíamos conseguir o que os apóstolos da Igreja Primitiva, com todo o seu poder, não conseguiram? [N.T. - Isso sem falar numa população de 6 bilhões de pecadores habitando um mundo mais paganizado do que no tempo de Cristo - MS]. Eles acreditam que assumindo posições educacionais e políticas no governo, poderão mudar os países. Ora, isso foi tentando antes [na Era das Trevas], pela Igreja Católica Romana... Por isso não seria surpresa que os promotores desse ensino estejam se unindo à Igreja Romana e por isso não mais denunciam os seus erros. A agenda seria idêntica, o que até pode levá-los [os reconstrucionistas/dominionistas] a uma cooperação mútua com a Igreja Católica Romana.
Em parte nenhuma a Bíblia nos ensina a reformar o mundo. Temos exemplos bíblicos dos que tiveram essa oportunidade e jamais o fizeram. José, como a segunda pessoa depois do Faraó; Ester com Rei Assuero e Daniel, nenhum deles conseguiu mudar a sociedade em que eles viveram. Deus usou estes servos Dele para preservar o Seu povo, mas não para recuperar uma cultura ímpia, tornando-a piedosa. Cristo jamais tentou reformar o mundo mau do Seu tempo, nem deu instrução alguma aos apóstolos para que o fizessem. Eles "alvoroçaram o mundo" (Atos 17:6) pela pregação do evangelho e não ensinando o saneamento dos costumes de uma sociedade maligna. Isso não nos exclui de sermos sal e luz, mas nos exclui de tentar mudar as leis, de modo que os não salvos possam viver como os salvos. Sim, devemos salvar vidas e denunciar "as obras infrutuosas das trevas" (Efésios 5:11). A verdade deve ser exaltada, de modo que a falsidade caia nas ruas. Isso é uma questão de escolha pessoal, não de melhorar o governo exercido sobre a maioria das pessoas. Isso jamais funcionou antes e somente vai funcionar quando Cristo vier governar a terra com justiça e equidade.
Qualquer reforma da sociedade tem vindo através de indivíduos que foram transformados pela fé em Cristo e suas vidas se tornaram influência para o bem estar da sociedade. Não pode haver transformação pelo melhoramento das leis, no sentido de que eles possam a ter uma forma de piedade sem o poder.
"Tendo sido preordenado a se tornar esse povo que será tão glorificado que possamos trazer Cristo de volta à terra. Essa Igreja glorificada deve transformar a terra no estrado dos pés de Deus,m antes que Jesus venha novamente." (The Wounded Body of Christ, Earl Paulk, citado no livro de Jewel Van der Merwe - Joel’s Army). A Bíblia ensina que o céu é o Seu trono e que a terra, JÁ É o estrado de Seus pés.
C. Peter Wagner declara: "Creio que o governo da Igreja está finalmente acontecendo e é isso que a Escritura ensina em Efésios 2, ou seja, que o fundamento da Igreja são os apóstolos e profetas. Antes das décadas de 1980 e 1990, nós praticamente ignorávamos os profetas e apóstolos, mas agora estamos vendo o que creio ser a principal razão de estarmos alcançando novos níveis no espiritual. Estamos chegando a novos níveis de cura e milagres. Estamos chegando a novos níveis de libertação dos demônios. Então, esta é uma nova era, na qual estamos entrando e não sei se é coincidência ou não, mas é exatamente como se estivéssemos nos movendo para um novo milênio" (CBN, 03/01/2000).
O que temos visto é um excesso de senhores para servos insuficientes. Isso apela ao orgulho humano e à decaída natureza do homem, no sentido dele se tornar especial e poderoso. O ofício de apascentar transformou-se agora no Movimento Apostólico, o qual deseja governar a Igreja e, em seguida, o mundo.
A verdade é que Igreja tem falhado; contudo não será bem sucedida sob essa nova liderança. John Arnot diz: "Sim, Senhor, vamos fazer isso; vamos fazer a nossa parte para trazer o Reino de Deus pra cá. E não seria maravilhoso se o Senhor começasse a mover o poder, para restaurar a Igreja ao seu lugar apropriado e fazer de nós cabeça em vez de cauda?". Se a Igreja está sob Cristo, nós já estamos no lugar apropriado.
"Pois Jesus fez uma afirmação sobre cada pedaço de chão, nesta terra, e eu me levantei para essa completa posse. Chegou o dia em que posso expulsar os enganadores que se estabeleceram na terra, a qual me pertence por direito. Pois ela pertence a Cristo e a seus herdeiros; estamos em vias de desapossar aqueles que falsamente a possuem. Vamos todos, pois, lutar pelos nossos direitos. Façamos o que eu digo e certamente teremos de volta o nosso chão". (Profecia de Jane Williams, da Christian Fellowship Church, Columbia, 07/04/1996). É bastante questionável que Jesus venha nos libertar dos intrusos, conforme essa ["profecia"].
Outro ponto de vista escatológico da Teologia do Reino é que a Grande Tribulação não é vista como um tempo em que o Anticristo vai reinar e guerrear contra os santos, mas como um tempo de tribulação trazido por Deus para o mundo, com um julgamento exercido pelo Seu povo. Este é o cenário apresentado conforme o exército de Joel, o qual nada tem de bíblico.
Muitos parecem deixar de perceber que Deus é a fonte do julgamento na Grande Tribulação, contra um mundo que não se arrepende. O Anticristo é considerado por alguns não com uma pessoa ou mesmo um governo, mas como um espírito de rebelião contra a nova autoridade de Deus representada pelos apóstolos e profetas. Alguns até ensinam que o Anticristo não é uma pessoa, mas algo que vem desafiar os ungidos de Deus. conforme algumas interpretações da 1 João 4:2 e 2 João 7, a significação da vinda de Jesus em carne é a Sua divindade manifestando-se na Igreja.
Copeland declara que Deus esteve de mãos atadas até agora: "Mas eu lhes digo que todas as restrições que têm estado sobre Deus, durante 6.000 anos, serão anuladas. Todas as restrições que têm estado sobre os anjos, durante 6.000 anos, serão anuladas. Tudo isso vai acabar; a Bíblia diz que Deus vai se levantar como um homem que tem estado dormindo e vai despertar. É realmente esta a tradução de Copeland, que Ele vai se levantar e começar a cortar e colher. Deus esteve afastado por muito tempo e nós vamos ter alguns cortes, de modo que vocês e eu precisamos estar em nosso lugar." (TBN, Jesus Is The Lord, 11/01/2000). Minha Bíblia diz que Deus não cochila nem dorme. Ele não tira férias, nem jamais vai tirá-las.
"A Igreja equivale aos pés de Jesus. Deus prometeu a Jesus: ‘treinarei os teus pés e os usarei para derrubar e esmagar os teus inimigos’". (Francis Frangipane para a revista Charisma, julho de 1993).
"Satanás e todos os inimigos de Deus serão postos sob os pés do "infante corporativo", os novos filhos de Deus. Será esse o cumprimento da 1 Coríntios 15:25-26, "Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte" (1 Coríntios 15:25-26). Deus Pai diz ao Filho, em Hebreus 1:13: "E a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha destra, Até que ponha a teus inimigos por escabelo de teus pés?" Em Hebreus 10:12-13, lemos: "Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus, daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés". Então, quem fez do inimigo o estrado dos Seus pés foi Deus e NÃO a Igreja.
Paulk dá às pessoas a super confiança de que Jesus teve autoridade para dizer "não" à morte na terra e que Ele está esperando que cheguemos a essa mesma autoridade que Ele teve, de modo que possamos dizer: O último inimigo - a morte - foi vencido.
Será que esquecemos que a história do Livro dos Mártires, de Foxe, está repleta de narrativas dos que deram a vida por Cristo, até mesmo os apóstolos? Será que somos diferentes deles? Os santos sempre vencerão o mal e Satanás, porém não através do domínio sobre as instituições do mundo, nem criando um paraíso, nem um Milênio cristão. Em vez disso, a Escritura declara que nós, os santos venceremos "... pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; porque não amamos as nossas vidas até à morte". Apocalipse 12:11). Minha Bíblia diz que ele (Satanás) venceu os santos durante a Tribulação e é isso que vai chegar ao mundo. Não uma sociedade cristã. Porém não devemos desanimar, porque finalmente teremos vitória.
Artigo "The Cleansing For The Kingdom",
Traduzido por Mary Schultze
http://www.cpr.org.br/Mary.htm
Jornal Desafio das Seitas - ed.44 - 4º Trimestre 2007 - http://www.cpr.org.br/
Dando nomes aos bois - uma proposta bíblica
Kevin Reeves.
Nos dias de hoje centenas de falsos ensinos assaltam tanto a igreja como a Escritura e, portanto, isso exige um minucioso exame de como devem ser tratados os que promovem as falsas doutrinas.
Embora pessoa alguma, com um sincero desejo de servir a Cristo, deseje ardentemente acusar outro irmão de estar cometendo erros em seu ministério, os profetas do Velho Testamento, o próprio Senhor Jesus Cristo e os apóstolos deixaram claro que muitos viriam em o nome do Senhor, professando segui-Lo e, contudo, pelos seus ensinos fraudulentos, negando-O ou apresentando uma imagem deturpada de Deus, bem diferente daquela que nos é apresentada na Escritura Sagrada. Paulo disse: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:18-19).
Falsos mestres, falsos apóstolos, falsos profetas e falsos irmãos podem danificar e até mesmo destruir a simplicidade da fé em Cristo: “... tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3). Jesus avisou que muitos seriam enganados por aqueles que afirmam falar em o nome de Deus (Mateus 24:5, 11, 24). Tendo sido um cristão que esteve à frente de falsos movimentos e que por ignorância promoveu o erro durante 12 anos, conheço de sobra o perigo que a nossa fé pode correr com a redefinição do Cristianismo e a apresentação de um “outro Jesus”. A heresia não é um brinquedo. Ela é uma mentira propalada com o objetivo de destruir o relacionamento entre o Salvador e o salvo, levando as confiantes ovelhas para um deserto repleto de predadores.
Nomear pessoas especificamente envolvidas na promoção de heresias ou doutrinas não bíblicas é, e deveria ser, a última e desconfortável atitude a ser tomada, e somente depois de muitas tentativas de reconciliação. Todo mundo pode cometer erros e somente diante de uma atitude de rebeldia, de falta de arrependimento e de mentalidade elitista demonstradas pelo irmão errado no sentido de raciocinar e de aceitar a verdade, é que nos dispomos a vir a público, numa hora de absoluta necessidade. Se um ladrão, um vândalo ou coisa pior residisse próximo à sua casa, será que você não gostaria de saber o seu nome e de onde ele veio, a fim de proteger sua família do perigo? Muito mais em se tratando de assuntos espirituais - itens de significação eterna - devemos proteger nossas almas e as almas das pessoas que nos foram confiadas pelo Senhor!
O perigo inerente de coabitar com a heresia jamais pode ser exageradamente exposto. O erro desconsiderado sempre tende a “corroer como gangrena” o Corpo de Cristo, a igreja (2 Timóteo 2:17-18). A heresia se especializa em negar a verdade e em desacreditar a exata história da antiga nação de Israel, cujas renovadas simpatias pelos falsos deuses e pelos falsos profetas levaram a nação a colher uma completa destruição de sua fé em Deus e, conseqüentemente, o julgamento do Senhor. Parece que nos esquecemos da admoestação contida em Romanos 15:4: “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança”.
Embora os fracassos de Israel fossem registrados para nos servirem de admoestação, muitos cristãos acreditam estar isentos do mesmo tipo de engodo. Os falsos profetas têm sido sempre os heróis do povo, tornando tortuoso o caminho do Senhor e conduzindo as pessoas à depravação. Eles: “mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis” (Romanos 1:23).
Conquanto a atual sofisticação entre os nossos falsos profetas e falsos mestres [evangélicos] já não possa incluir o uso de ídolos de pedra e madeira, mesmo assim eles pintam suas imagens de Deus com palavras que excitam a imaginação humana, redefinindo o objeto da adoração. Mesmo os que inadvertidamente ensinam o contrário do Evangelho de Cristo, acreditando que os seus ensinos são a verdadeira revelação, estão conduzindo multidões por um tenebroso caminho que as afasta cada dia mais da verdade. Apesar da sua sinceridade, eles se tornaram inimigos da fé e, a não ser que cheguem a um sincero arrependimento, abandonando o erro, irão naufragar na fé, levando muitos outros com eles: “Conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé” (1 Timóteo 1:29).
Nesta época de “tolerância”, muitos cristãos têm se inclinado a praticar o mal, minimizando o seu dano. Aspergida com um ensino bíblico misto de honestidade e bondade, a heresia logo se torna agradável ao paladar, principalmente quando alimenta a auto-imagem e o desejo de possuir poder da parte de quem a escuta. A “comichão nos ouvidos” (2 Timóteo 4:3-4) tem se tornado o passatempo religioso nacional. Muitos têm preferido escutar fantásticas fábulas (verso 4), com uma ligeira camada de verniz cristão, em vez de escutar a dura verdade que exige a morte do ego.
Mesmo assim, o nosso Deus não está dormindo e o cristão sincero e humilde ainda consegue escutar a voz do seu Pastor e os de coração sensível ainda podem sentir a tristeza do Espírito Santo, quando o falso evangelho é apresentado como genuíno. Mas, infelizmente, a rota mais fácil é manter o “status quo”, mesmo diante da violência feita às Sagradas Escrituras. Os cristãos são anulados pelas constantes ameaças vindas dos púlpitos locais e nacionais, com a frase: “Não toqueis nos ungidos do Senhor!” e o medo de apedrejar o barco pode silenciar até mesmo o mais sincero crente em Cristo. Contudo, ao mesmo tempo em que existe um caminho mais fácil para quem se torna um ditador, suplantando o conhecimento de Deus com uma falsa piedade que ameniza o pecado, por outro lado o seu pecado deve ser amenizado, quando cometido na presença de alguém. Quando se dobram os joelhos tornando-se compromissados com o erro, eles ficarão dobrados até que aconteça o verdadeiro arrependimento e se volte para a única verdade que liberta do engodo.
O fato é que mesmo com todo o polimento da falsa teologia com eufemismos açucarados, ela não consegue esconder o seu veneno. A moda agora é dizer que um falso mestre foi “mal interpretado”, passando-se por cima do óbvio erro doutrinário que ele cometeu. Porém é bíblico chamar de falso o que é falso, tanto o homem como o seu ensino, dando nomes aos bois. E nenhuma das nomeações colocadas sobre os ombros dos falsos mestres pode ser considerada boa. E nem poderia ser. Um homem que deliberadamente refuta os outros com a sua própria lepra consumidora deve ser confrontado com o fato de sua moléstia e de sua necessidade de quarentena, para o seu próprio bem e dos seus seguidores. O mínimo que ele deveria fazer seria evitar o contágio a quem assiste a difusão do seu erro doutrinário.
Com fervoroso vigor apologético, a igreja primitiva fez guerra contra os que pervertiam a fé em Cristo. Qualquer um que se recusasse a agir assim, seria considerado um mercenário e culpado de grosseira covardia (João 10:12).
Os que são fiéis ao bom Pastor jamais hesitarão em usar o seu pessoal para afugentar os lobos do rebanho que precisa de proteção.
Na arena pessoal, é o caso de indagar: por que perturbar as crenças de um irmão que não é líder na comunidade cristã? Enquanto ele não estiver ensinando os outros, a mania teológica do “não julgue” nos leva a deixá-lo em paz. Ironicamente, a Bíblia narra esse tipo de pensamento na boca do primeiro assassino: “sou eu guardador do meu irmão?” (Gênesis 4:9). A resposta sarcástica de Caim nos diz que ele já conhecia a resposta: De fato, somos todos “guardadores do nosso irmão”. Se nós o amamos “não apenas de língua, mas por obra e em verdade” (1 João 3:18), precisamos informá-lo sobre o seu erro. De suas crenças vai depender o caminho no qual ele vai andar, caminho que poderá conduzi-lo a um precipício e atirá-lo ao abismo da heresia. O mesmo é verdade para todos nós. Conforme a crença que guardamos no coração, por ela viveremos e isso poderá determinar o nosso destino eterno.
Mesmo que a exposição do erro de um irmão não seja necessária, enquanto ele não se tornar um líder na congregação da igreja, a separação bíblica continua sendo aconselhada como uma resposta aos que se autodenominam cristãos e, contudo, vivem da mesma maneira ímpia como vivem os não regenerados: “Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais” (1 Coríntios 5:9-11).
Aos olhos de Deus
Poderia ser útil observar pessoalmente como os falsos mestres, falsos profetas e falsos irmãos são retratados na Escritura. O Deus da Bíblia faz certas referências específicas, escritas para todas as gerações, e nenhuma dúvida há na seriedade com que Ele vê os que pervertem o Seu caráter, Seus caminhos e Sua Palavra:
Pastores brutais - Ezequiel 34:1-22.
Lobos - Mateus 7:15.
Joio - Mateus 13:25.
Raça de víboras - Mateus 23:33.
Ladrão e salteador - João 10:1.
Mercenário - João 10:12.
Ministros de satanás 2 Coríntios 11:15.
Animais irracionais - 2 Pedro 2:12.
Ímpios - Judas 4
Ondas impetuosas do mar - (Judas 13).
Contaminadores - (Judas 8).
Manchas em festas de amor - (Judas 12).
Duas vezes mortos - (Judas 12).
Velho Testamento
Referências feitas aos falsos mestres, falsos profetas e falsos irmãos são por demais abundantes nas páginas do Velho Testamento. Vamos nos concentrar em apenas algumas, tentando especificar indivíduos tratados e nomeados pelo Senhor:
Números 16 - Datã, Abirão e Coré foram publicamente censurados por Moisés (verso 26) e engolidos pela terra em julgamento divino (versos 31-32).
1 Reis 22:11, 24, 25 - O falso profeta Zedequias foi censurado e julgado por Micaías.
Jeremias 29:31-32 - O falso profeta Semaías morreu, após a censura do Senhor, feita através de Jeremias.
Grande parte do Livro de Jeremias é gasto na censura aos falsos profetas que desviaram Israel do caminho do Senhor, tendo levado o povo a adorar os ídolos - Jeremias 2:8 e 5:30-31.
Ezequiel 8:8-11 - Falsos anciãos de Israel expostos, inclusive Jahazanias.
Ezequiel 11: 1-13 - Falsos irmãos expostos e um deles, Penatias, morreu. Além destes, grande parte do tempo de Ezequiel foi gasto em profetizar contra:
Os falsos irmãos (Ez. 11:4).
Os falsos profetas (Ez. 13:16-17).
Os falsos pastores (Ez. Capítulo 34).
Grande parte do Livro de Isaías também é devotado às censuras feitas pelo Senhor contra os falsos profetas que estavam levando Israel à apostasia contra Deus, adorando os ídolos (Isaías 9:15 e 28:7).
Novo Testamento
Mateus 23 - Jesus censurou publicamente os fariseus pela sua hipocrisia e adoração a Deus, conforme a maneira dos homens, e pela distorção das Escrituras.
Romanos 16:17 - Paulo condena os que promoviam divisões contrárias à doutrina cristã, mandando evitá-los.
1 Coríntios 4:18 - Também todo o capítulo 5 - Paulo condena os orgulhosos que eram muitos, inclusive censurando um membro da congregação que havia cometido pecado público, o qual ele manda que seja expulso da igreja e entregue a Satanás.
2 Coríntios 10:8-11; 11:1-4; 12-15 e 20-23 - Falsos apóstolos denunciados por estarem pregando “outro Jesus” na congregação.
Gálatas 1: 1-8 - Falsos irmãos trazendo a circuncisão às igrejas da Galácia.
Gálatas 2:11-13 - Mesmo não se tratando de falsos irmãos, Paulo censurou publicamente Pedro e Barnabé por causa de sua hipocrisia.
1 Timóteo 1:3-4 - Paulo ordena a Timóteo que ele detenha os que estão pregando falsas doutrinas.
1 Timóteo 1:19-20 - Himineu e Alexandre foram entregues pelo apóstolo Paulo a Satanás por causa de sua blasfêmia.
1 Timóteo 5:19-20 - Censurados publicamente os que cometiam pecados grosseiros.
2 Timóteo 4:14 - Paulo admoesta Timóteo para se acautelar contra Alexandre, o latoeiro, que muito se opunha ao Evangelho.
Tito 1:9-16 - Recomendação a Timóteo para que censure os falsos mestres, os quais deveriam ser interrompidos por estarem causando graves danos ao Corpo de Cristo.
3 João: 9-10 - Diótrefes se opondo a João e controlando os membros da igreja.
Apocalipse 2:14 - Em Pérgamo, alguns aderem aos ensinos de Balaão e outros mantêm os ensinos dos nicolaítas, os quais Jesus odeia.
Apocalipse 2:20 - Jezabel, a falsa profetisa na congregação de Tiatira, era conhecida de todos, por ser ativa na igreja.
Existem muitas outras Escrituras, as quais mesmo não nomeando indivíduos culpados de ensinar falsas doutrinas ou de viver em ostensivo pecado, esses eram bem conhecidos dentro da congregação. Nesse caso era nomeada a igreja em determinada área, e todos ficavam sabendo quem estava sendo apontado pelas cartas de Paulo.
A igreja de hoje está quase devastada pelos que afirmam trazer novas revelações, uma “palavra nova” do Senhor, o que não pode ser respaldado nas Escrituras. Entre esses homens estão Rick Joyner, cujas visões de anjos, de demônios vomitando e de um “Jesus” contradizendo as Escrituras têm conduzido multidões pelo caminho da falsa sabedoria e autoridade; Kenneth Copeland, que nega a suficiência do sangue de Cristo e cujo “Jesus” precisou nascer de novo no inferno, após ter assumido a natureza de Satanás; Benny Hinn, cuja apresentação nos palcos leva tantas pessoas a crer que ele é um legítimo mensageiro de Deus, até mesmo quando ele, sob uma falsa unção, se enfurece e profere, publicamente, maldições contra os seus adversários, numa voz gutural e sibilante.
Estes são apenas alguns exemplos dos ministros de elevado perfil, que estão pervertendo os registros bíblicos. Suas doutrinas e demonstrações de falsos sinais e maravilhas têm produzido um verdadeiro enxame de imitadores, desde o pastor local, imitando fielmente os seus ídolos, até as mais confusas ovelhas, que se assentam nos bancos, sendo obrigadas pela liderança da igreja a proclamar um “outro evangelho”, contrário ao que Cristo ensinou, o qual elas haviam aprendido e no qual creram e tanto amaram [antes de descambar no erro doutrinário].
O tempo de silenciar já passou há muito. A ameaça de Ananias e Safira já não pode mais ser usada para bestificar os verdadeiros crentes na cruz de Cristo. Mas a intimidação tão usada e abusada do “não toqueis nos meus ungidos” tem crescido ao extremo. Se o preço de falar a verdade for a condenação da nossa comunidade religiosa, que assim seja. A perda da influência, do status e do respeito significa uma ninharia quando comparada à glória de sofrer pelo nosso Senhor. As palavras que Cristo tem falado através das eras continuam tão fortes agora como eram, quando foram impressas pela primeira vez nas páginas da Bíblia: “Por que estais ociosos todo o dia?” (Mateus 20:6). Conhecer a verdade e não agir em favor da mesma é o mesmo que se tornar cúmplice do pecado.
Muito mais tem sido patrocinado às assim chamadas “vozes proféticas” de hoje. Gritos de “paz, paz”, quando não há paz, ecoam nos corações vazios daqueles que anseiam pela reconfortante Palavra da Verdade, a qual não conseguem encontrar entre os vendilhões do Templo. O tilintar das moedas vai comprando o silêncio, à custa do engodo das multidões. Os legítimos profetas de Deus censuraram a heresia, com as suas palavras cortando a carunchosa madeira da falsa doutrina. Reis, sacerdotes e falsos profetas sentiram os golpes do machado. Os “ungidos do Senhor” (os verdadeiros profetas do VT) puderam tocar os outros “ungidos do Senhor” (Reis e sacerdotes) e também tocaram aqueles [falsos profetas] que haviam conseguido o respeito dos crentes com a sua fingida lealdade ao Senhor.
Uma plenitude de passagens, tanto do Velho como do Novo Testamento, ensina como trazer luz ao que é falso, a fim de que a falsidade seja desmantelada. Efésios 5:11 diz: “E não vos comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as”. A escolha é nossa em obedecer, mesmo sofrendo as conseqüências, pois o resultado do erro doutrinário é a destruição da vida espiritual do povo de Deus, o qual é levado à prostituição espiritual. Efésios 5:11 não é uma sugestão ou desafio, mas uma ordem. Se obedecermos corretamente essa ordem, poderemos contar com a integridade e a coragem bíblica da próxima geração de cristãos.
Artigo “Naming the Names, a Biblical Approach”, de Kevin Reeves.
kreeves@aptalaska.net
Traduzido por Mary Schultze, em 16/08/2007.

1 Comments:
estive olhando seu blog, olha batermos de frente com ministerios é um pouco perigoso pois os leigos n~çao conheçem nossas teologias.
que deus te abençoes.
grato konig
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