A escola dos Nardoni faz sucesso no país: mãe atira bebê do sexto andar em Curitiba
CRUELDADE
Bebê é jogado do sexto andar pela mãe
Sem demonstrar remorso, auxiliar de enfermagem confessa ter atirado a filha de 8 meses da janela do prédio em que ambas moravam, no Centro de Curitiba. Menina morreu sobre laje
Curitiba – Alegando incompetência para cuidar da filha Mariana Damiani Teixeira, de 8 meses, a auxiliar de enfermagem Tatiane Damiani, de 41 anos, confessou ter jogado a criança pela janela do sexto andar de um edifício no Centro de Curitiba, onde as duas moravam, na segunda-feira à noite. A menina morreu ao cair sobre a laje lateral do prédio. “Eu queria me livrar da Mariana, não queria cuidar”, alegou.
Bebê é jogado do sexto andar pela mãe
Sem demonstrar remorso, auxiliar de enfermagem confessa ter atirado a filha de 8 meses da janela do prédio em que ambas moravam, no Centro de Curitiba. Menina morreu sobre laje
Curitiba – Alegando incompetência para cuidar da filha Mariana Damiani Teixeira, de 8 meses, a auxiliar de enfermagem Tatiane Damiani, de 41 anos, confessou ter jogado a criança pela janela do sexto andar de um edifício no Centro de Curitiba, onde as duas moravam, na segunda-feira à noite. A menina morreu ao cair sobre a laje lateral do prédio. “Eu queria me livrar da Mariana, não queria cuidar”, alegou.
A polícia pediu exames de sanidade mental, mas já a indiciou por homicídio doloso. Tatiane tem curso superior de enfermagem e deveria ser levada ainda ontem ao Complexo Penal Feminino, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.
O Corpo de Bombeiros foi alertado, por volta das 21h30, para fazer atendimento no local, porque uma mulher queria se jogar de uma das janelas. Quando chegaram, porém, algumas pessoas de prédios vizinhos já tinham avistado a criança caída na laje. “Eu estava na portaria, e o pessoal me pediu para verificar que tinha uma criança que caiu do prédio ou tinha sido arremessada”, informou o porteiro Hélio Fagundes. No mesmo momento, outros moradores conseguiram demover Tatiane da idéia de se matar.
“Ouvi as mulheres gritando para que ela não se jogasse; em seguida, fui até o térreo para ver o que tinha acontecido. Os policiais estavam chegando e fui ao apartamento de onde a criança foi jogada. A mãe da criança estava sentada no sofá com outras duas senhoras tentando confortá-la", relatou o morador Igor Dutra.
Tatiane foi presa em flagrante. A frente do edifício foi tomada por populares. A polícia precisou entrar com o carro no estacionamento do prédio para que Tatiane não fosse linchada. Os gritos de assassina foram ouvidos quando ela deixava o local.
À delegada Eunice Vieira Bonome, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), a mãe disse que, depois de cumprir seu horário de trabalho no Hospital de Clínicas, onde está há cerca de 13 anos, foi à creche pegar a criança, levou-a para o apartamento e deu comida. Depois, teria pegado um banquinho, colocado a criança no parapeito e simplesmente empurrado. E, com a mesma naturalidade, teria sentado no parapeito para também se jogar. A delegada disse que vai ouvir os moradores para saber os argumentos usados para demovê-la dessa idéia. Tatiane destacou que foi incompetente para se matar. “Sou covarde”, afirmou.
Em entrevista na manhã de ontem, ela não apresentou nenhum argumento consistente para seu ato. Com ausência total de emoção, disse apenas que queria se livrar da filha. “Para não precisar dar banho, não precisar trocar, não precisar cuidar, não precisar alimentar. Eu achava que entre nós não existia nada”, justificou.
Afirmação contestada pela mãe de Tatiane, Raquele Damiani. “Ela tinha cuidado com a criança”, disse a avó, que saiu às 19h de segunda-feira de Colorado (RS) e chegou em Curitiba às 7h, momento em que ficou sabendo da tragédia.
Segundo Raquele, quando a criança nasceu, ambas ficaram por quatro meses no Rio Grande do Sul. “Ela sempre cuidou dela; eu nunca dei banho, sempre ela deu banho, era bem cuidada; nunca, nunca, nunca judiou dela", afirmou. Entre os moradores do prédio também não apareceu nenhum que criticasse as atitudes de Tatiane em relação a eles ou à criança.
"Eu queria me livrar da Mariana, para não cuidar, não precisar dar banho, não trocar e não alimentar" • Tatiane Damiani, de 41 anos, auxiliar de enfermagem

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