Friday, April 17, 2009

Violência: o que está acontecendo com o ser humano?

O repórter está perplexo com os casos bárbaros de violência, nesta semana. Ele questiona as causas deste problema, porém não chega ao diagnóstico correto. O homem está chafurdado em sua natureza pecaminosa e alienado do Eterno Propósito de Jesus Cristo, o Filho de Deus.A violência cresce em progressão geométrica em todos os países e lugares de uma maneira ou de outra, evidenciando a iminente vinda de Cristo nesta Terra. Mas antes haverá de aparecer, um outro "Gesus" (anticristo), falsificado, que enganará a muitos, com seu pseudoevangelho, do qual nega o pecado e necessidade de arrependimento.


Violência: o que está acontecendo com o ser humano?

Benny Cohen-Portal UAI

Confesso que estou mais assustado do que normalmente fico com a violência dos últimos dias. Em Minas Gerais, uma série de crimes absolutamente brutais e violentos foi cometida nos últimos dias. E me levam a pensar sobre o que anda acontecendo com o ser humano.

Na noite passada, uma mulher foi executada com 17 tiros na região da Pampulha, em BH. A Polícia suspeita de que há envolvimento com tráfico de drogas - o mesmo motivo que levou uma mulher a ser baleada em Betim, na segunda-feira.

Também ontem, no bairro João Pinheiro, noroeste da capital, a comerciante do ramo de confecções Carolina Assunção, de 25 anos, foi morta, ao lado do filho de 1 ano e dois meses. O corpo, despido e com sinais de estrangulamento, foi encontrado dentro do carro dela.

Ainda nessa quinta, o caso mais absurdo pela forma com que uma pessoa perdeu a vida: uma idosa foi empurrada por adolescentes da porta do ônibus e acabou atropelada. Já não basta a forma desrespeitosa como os velhos têm sido de forma geral tratados pelos mais novos, agora essa.

A semana vinha mal. Na terça-feira, o corpo da estudante de Ciências Biológicas, Júnia Aparecida da Silva, de 20 anos, foi encontrado num matagal em Ibirité. Estava dentro de um saco plástico e tinha sinais de estupro. Dois dias depois, outro crime na mesma cidade, também contra uma mulher.

Na quarta-feira, o aluno de uma escola tentou botar fogo no cabelo da professora. Segundo a Polícia, o incendiário já coleciona outros atos violentos. Nesse mesmo dia, usou uma carteira de sala e uma tesoura para atingir a vítima, que conseguiu escapar.

E o fim de semana já tinha sido muito violento: em Lagoa Dourada, a vendedora Amanda Glívia Vale, de 19 anos, foi estuprada e teve as mãos decepadas. O assassino a atacou a caminho de um baile no Sábado de Aleluia.

Um psicanalista participou do Jornal da Alterosa para tentar explicar o perfil de criminosos como o desses dois últimos casos que citei. Mas a situação está alcançando as raias do incompreensível.

E, alguém deve ter notado, até agora, relatei apenas casos de violência contra a mulher. Mas houve também contra homens - embora em menor número - e até contra animais.

Nessa mesma quinta-feira sangrenta, um homem teve a mão arrancada a foice por um vizinho.

E no domingo de Páscoa, um exterminador de cães atacou na zona da capital, usando veneno misturado com bolas de carne e salsicha.

Alguma coisa anda muito errada, não?

E olha que eu listei um bom número de ocorrências, mas deixei de fora muitas, muitas outras. Sem intenção de banalizar, obviamente, escolhi os mais escabrosos, os que, de alguma maneira, extrapolaram o perfil dos crimes que nos afligem diariamente, por uma ou outra característica que levou a imprensa a destacar o caso - ou pelo modus operandi do criminoso ou pelo inusitado do fato ou pela barbaridade.

Pra mim não há dúvidas de que vivemos uma crise de valores. A vida, por exemplo, não representa o mesmo para muitos de nós. Mata-se hoje com uma naturalidade que assusta. E, para usar um clichê do Jornalismo, com requintes de crueldade de filmes de terror.

Desigualdade social, pobreza, publicidade em excesso, geração de desejos não atendidos, falta de educação, de caráter, de vergonha, de limites, impunidade, maus exemplos, corrupção. Há muitas explicações, mas está difícil de ficar satisfeito com qualquer uma delas e mesmo com a soma de muitas para entender por que estamos vivendo numa sociedade tão violenta.

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